A Natureza da Terra-média conta com material inédito e traz os numerosos escritos tardios (c. 1959–73). A obra trata da natureza da Terra-média em ambos os principais sentidos da palavra: tanto metafísico quanto natural e histórico. Ela promete responder a algumas das principais perguntas feitas pelos fãs e estudiosos do assunto, desde tema gerais, como quais raças poderiam ter barbas, como era a geografia de Númenor e Gondor e quais os costumes desses povos, até temas complexos e profundos, como a imortalidade élfica e a natureza dos Valar.
sábado, 25 de junho de 2022
A Natureza da Terra-Média - J.R.R. Tolkien
A Natureza da Terra-média conta com material inédito e traz os numerosos escritos tardios (c. 1959–73). A obra trata da natureza da Terra-média em ambos os principais sentidos da palavra: tanto metafísico quanto natural e histórico. Ela promete responder a algumas das principais perguntas feitas pelos fãs e estudiosos do assunto, desde tema gerais, como quais raças poderiam ter barbas, como era a geografia de Númenor e Gondor e quais os costumes desses povos, até temas complexos e profundos, como a imortalidade élfica e a natureza dos Valar.
sábado, 18 de junho de 2022
O naufrágio das civilizações - Amin Maalouf
Os Estados Unidos, embora continuem sendo a única superpotência, estão perdendo toda a autoridade moral. A Europa, que ofereceu aos seus povos e ao resto da humanidade o projeto mais ambicioso e reconfortante do nosso tempo - a União Europeia -, está desmoronando. O mundo árabe-muçulmano mergulha numa crise profunda, agravada por um islamismo cada vez mais radical. As tensões socioculturais, em grande parte fomentadas pelas ondas nacionalistas, nunca foram tão exacerbadas. Grandes nações "emergentes" ou "renascidas", como a China, a Índia e a Rússia, irrompem no palco mundial numa atmosfera nociva, na qual reina a lei do mais forte e do cada um por si. Sem falar das graves ameaças, intensificadas pela aventura ultraliberalista, que pesam sobre o planeta (devastação do meio ambiente, abismo social, pandemias) e só podem ser enfrentadas por meio da cooperação global.
"Foi a partir da minha terra natal que as trevas começaram a tomar conta do mundo. Essa última frase... eu teria hesitado em escrevê-la há alguns anos, com impressão de ter extrapolado, de forma grosseira minha própria experiência e a de meus próximos. Hoje, contudo, não há mais dúvidas de que as convulsões que agitam o planeta estão diretamente ligadas ás que balançaram o mundo árabe nas últimas década." (trecho do livro)
A guerra árabe-israelense de junho de 1967
“Desse ponto de vista, seria mais adequado comparar a derrota árabe ao desastre da França em junho de 1940. Seu exército, apesar de ainda coroado com o prestígio de ter vencido a Primeira Guerra Mundial vinte e dois anos antes, desmoronou extremamente rápido ante a ofensiva alemã. As estradas encheram-se de refugiados, Paris foi ocupada, depois, o país inteiro. O sentimento da nação de ter sido nocauteada, humilhada, violada, só se dissiparia por ocasião da Libertação, quatro anos mais tarde. Aí está, justamente, a grande diferença entre 1967 e esses dois episódios da Segunda Guerra Mundial. Ao contrário dos americanos e dos franceses, os árabes ficaram atolados na derrota e jamais recuperaram a confiança em si mesmos. No momento em que escrevo estas linhas, quase meio século já se passou, e as coisas não melhoraram. Pode-se dizer, mesmo, que elas não param de se agravar. Em vez de se curar e cicatrizar, as feridas infeccionaram, e é o mundo inteiro que sofre as consequências.”
Século XX
“Quando tento fazer o balanço do século XX, tenho a impressão de que foi o palco de duas ‘famílias’ de calamidades: uma provocada pelo comunismo, outra pelo anticomunismo. À primeira pertencem todos os abusos cometidos em nome do proletariado, do socialismo, da revolução ou do progresso; os episódios foram muitos, dos processos de Moscou e períodos de fome na Ucrânia aos excessos norte-coreanos, passando pelo genocídio cambojano. À segunda ‘família’ pertencem os excessos cometidos em nome da luta contra o bolchevismo. Ali, também, os episódios foram incontáveis – o mais devastador, sem dúvida, tendo sido o cataclismo planetário causado pela ‘peste marrom’ do fascismo e do nazismo. A percepção dos diferentes crimes cometidos passou por várias oscilações. Só quando a Guerra Fria chegou ao fim, com a falência do modelo coletivista e a implosão da União Soviética, passou a ser aceitável zombar do ‘pequeno livro vermelho’, comparar Stálin a Hitler e questionar a imagem de Lenin.”
Desagregação do tecido social
“Quando vemos espalhar-se nas mídias, como ocorre sempre, uma lista das maiores fortunas comparadas ao que possui o resto da humanidade, a coisa não provoca nenhuma reação de ira. Ninguém mais espera um levante dos ‘condenados da terra’ – e seria, aliás, medonho se eles se rebelassem um dia e fizessem tábula rasa do passado, como nos versos da Internacional. Uma revolta assim só poderia terminar num gigantesco banho de sangue e numa orgia de destruição. Não é, com certeza, o que desejam aqueles que cultivam ainda um ideal de progresso, de liberdade, de decência, ou mesmo de igualdade. Se as disparidades de nossos dias são tão preocupantes, não é porque elas arriscam produzir rebeliões planetárias. É porque o desaparecimento da bússola moral que representa o princípio de igualdade contribui, em cada um de nossos países, e para a humanidade inteira, à desagregação do tecido social.”
sábado, 11 de junho de 2022
O Casal que Mora ao Lado - Shari Lapena
Tudo começou em um jantar...
É o aniversário de Graham, e sua esposa, Cynthia, convida os vizinhos, Anne e Marco Conti, para um jantar. Marco acha que isso será bom para a esposa; afinal, ela quase nunca sai de casa desde o nascimento de Cora, há seis meses, e da depressão pós-parto. Porém, no último minuto, a babá telefona avisando que não poderá ficar com a bebê. E Cynthia havia pedido que não levassem a filha. Nada pessoal; ela simplesmente não suporta crianças chorando.
Marco garante que Cora vai ficar bem dormindo em seu berço. Afinal, eles moram na casa ao lado. Podem levar a babá eletrônica e se revezar para dar uma olhada na filha a cada meia hora. Tudo vai dar certo. Anne acha que não é uma boa ideia e, quando vê Marco flertando com Cynthia a noite inteira, tem certeza de que não deveria ter deixado a filha sozinha.
Ao finalmente voltarem para a casa, os dois se deparam com a porta aberta. Quando sobem as escadas, sabem que seu pior medo se tornou realidade: Cora desapareceu. E, ao enfrentarem a pressão da opinião pública e as suspeitas do detetive Rasbach, Anne e Marco se veem em uma teia de mentiras, que traz à tona segredos aterradores.
Em O casal que mora ao lado, quarto livro de Shari Lapena, o leitor descobrirá que as pessoas são capazes de qualquer coisa quando estão sob pressão. E que nunca se sabe o que acontece na casa ao lado...
“Pensei que ler um livro de uma tacada só fosse algo muito clichê. Eu me enganei.” (Linwood Barclay)
“Uma história surpreendente que conduzirá o leitor a uma montanha-russa de emoções.” (Tess Gerritsen)
sábado, 4 de junho de 2022
Morte no internato - Lucinda Riley
A morte repentina de um estudante na Escola St. Stephen – um internato na região mais remota de Norfolk – é um acontecimento chocante que seu diretor faz questão de encarar apenas como um acidente infeliz.
Porém, a polícia local não descarta a possibilidade de um crime, e o caso traz de volta à ativa a inspetora Jazmine Hunter. Jazz se afastou da carreira policial em Londres, mas, relutante, concorda em participar da investigação como um favor a seu antigo chefe.
Ao analisar os detalhes da morte de Charlie Cavendish, ela descobre que o garoto fazia bullying com diversos alunos e que alguns tiveram o motivo e a oportunidade de trocar os comprimidos que ele tomava diariamente para controlar a epilepsia.
Para complicar a investigação, outro estudante some e um respeitado acadêmico morre na St. Stephen. Os novos acontecimentos trazem pistas importantes para o caso, mas, quando um dos suspeitos desaparece, Jazz se vê ainda mais enredada em mistérios.
Precisando enfrentar seus demônios pessoais, a inspetora percebe que aquela investigação é a mais desafiadora de sua carreira. O internato esconde segredos mais sombrios do que Jazz jamais poderia ter imaginado...
Obra inédita da aclamada Lucinda Riley, Morte no internato é um romance policial com uma trama instigante e a escrita envolvente que se tornaram marca registrada da autora.
sábado, 28 de maio de 2022
Nunca: O caminho para a guerra começa com um passo em falso - Ken Follett
“À medida que a situação ucraniana piora, fico pensando sobre o romance mais recente de Ken Follett, Nunca. Esse é exatamente o cenário de fim do mundo construído por ele: uma escalada vagarosa mas constante, sem possibilidade de saída." – Stephen King
Toda catástrofe começa com um problema pequeno que não é resolvido
No deserto do Saara, dois agentes de inteligência de elite – um francês e uma americana – arriscam a própria vida enquanto seguem o rastro de um poderoso grupo de extremistas.
Na China, um alto funcionário do governo tenta resistir aos comunistas da velha guarda, que podem estar empurrando o país – e seu aliado militar próximo, a Coreia do Norte – para um caminho sem volta.
Do outro lado do mundo, a primeira mulher a ocupar o cargo de presidente dos Estados Unidos faz de tudo para lidar diplomaticamente com ataques estrangeiros, comércio ilegal de armas e campanhas de difamação de um adversário populista.
Mas, à medida que pequenos atos de violência se sucedem e começam a ganhar escala, o início de uma nova guerra mundial parece uma certeza. E quando as grandes potências se enredam cada vez mais em uma complexa rede de alianças, a pergunta que se impõe é: quem será capaz de deter o inevitável?
“A Primeira Guerra Mundial foi uma guerra que ninguém queria. Mas os imperadores e os primeiros-ministros foram tomando decisões – lógicas, moderadas –, cada qual dando um pequeno passo em direção ao conflito mais terrível que o mundo já viu. Quando cheguei à conclusão de que tudo foi um trágico acidente, me perguntei: qual a probabilidade de que isso volte a acontecer?” – Ken Follett
sábado, 21 de maio de 2022
Comentando o filme "Klondike - Uma guerra na Ucrânia".
Retratar no cinema uma história que ainda está sendo escrita não costuma criar os melhores filmes. Ao contrário, ela apenas posiciona no centro de “Klondike – A Guerra na Ucrânia” o estopim de um conflito que escalou ao longo de quase dez anos.
Dentro de uma casa, cuja parede da sala é destruída por uma bomba nos primeiros minutos do filme, moram Inka e Tolik. Enquanto eles esperam seu primeiro filho, se veem no meio do conflito entre separatistas pró-russos e o exército ucraniano.
No início, a presença dessa guerra se reflete em alguns incômodos diários, como ter que ceder o carro da família por algumas horas aos separatistas. Porém, quando um desastre aéreo acontece no local, a situação muda.
A diretora baseou o filme no acontecimento de julho de 2014, quando um voo da Malaysia Airlines foi derrubado por separatistas pró-russos na região de Donbass, matando 298 pessoas.
“Foram anos de investigação até descobrirem os culpados”, diz a diretora Maryna Er. “E o assunto sumiu da mídia rapidamente, o que foi assustador pra mim, então, eu resolvi contar essa história do meu jeito”.
Mesmo um longa-metragem não documental pode servir como um documento histórico. Para Miguel Chaia, professor da PUC e cientista político, o cinema é uma forma de participação e compreensão da realidade, sendo a Guerra um dos maiores temas do audiovisual, pois afeta a todos; quem produz o filme e quem o assiste.
“Qual é o grande acontecimento
trágico entendido na sociabilidade, no funcionamento e na
organização de uma sociedade? É a guerra. Ela é permanente”,
diz.
Os conflitos escalam, mas a essência da guerra não muda. Segundo o professor, “Klondike” não perde força ao retratar uma situação que ainda está em andamento porque o filme é mais uma forma de entrar em contato com o assunto, tornando-o mais elucidativo.
“Mesmo que os personagens sejam fictícios, nós estamos vendo uma reincenação da história”.
E Maryna fez questão de mostrá-la, mas refletir sobre ela ao mesmo tempo. Segundo a diretora para fazer um filme anti-guerra é necessário mostrar a guerra de algum jeito. A diretora, porém, deixou de lado a estética clássica de conflitos: explosões a todo momento, jornadas de soldados heroicos, poças de sangue… Ela escolheu o caminho da não-violência e do minimalismo.
“Eu quis trazer uma experiência imersiva da guerra através dos movimentos de câmera e da fotografia”, diz, “quando eu não crio um ambiente expositivo, eu deixo a imaginação do espectador fluir, acredito que seja melhor do que mostrar absolutamente tudo”.
“Esse filme é minha criação contra a guerra e contra a violência, e eu espero que ressoe com quem assiste”, afirma.
Olhar feminino
A personagem principal do filme é Irka, que resiste, ao máximo, enxergar os horrores da guerra. Como se fosse uma pequena rachadura, Irka insiste ao marido que a parede da sala seja consertada após uma bomba detonar a casa, por exemplo.
Ao ordenhar sua vaca, lhe faz um carinho e pergunta se ela ficou assustada com o barulho. Não entende, ou ignora, o porquê do seu carro estar sendo usado por separatistas. Irka tenta ao máximo se dissociar da realidade, até que, sem escapatória, é diretamente afetada por ela.
“Eu vejo muitas “Irkas” por aí, é a clássica mulher ucraniana”, diz a diretora. “São mulheres resistentes, dispostas a proteger sua família e sua própria vida”.
Irka é uma personagem amável, conciliadora, cujo papel principal é mostrar como a guerra, causada por homens, é sempre estúpida.
Maryna compara Irka à própria Ucrânia. Segundo a diretora, um país independente, com a criação da própria cultura, mas cuja história é constantemente interrompida por terceiros.
Fica a reflexão.
sexta-feira, 13 de maio de 2022
A Ilha e o Espelho - Fausto Panicacci
"É como enfrentamos, destemidos, essa indômita aventura que é a vida ― raramente estúpida, por vezes triste, frequentemente insólita, mas sempre surpreendente".
Mandado para Cambridge a trabalho, um brasileiro é subitamente convidado para se juntar a um eclético grupo de amigos, capitaneado por um fotógrafo correspondente de guerra com o qual ele guarda surpreendente semelhança física. O grupo inclui uma psicóloga frustrada, um erudito que fala por aforismos, uma executiva que toca violino e um universitário acusado de plágio.
Paralelamente aos dilemas, às aventuras e ao triângulo amoroso que consomem o protagonista, a atmosfera de sabedoria da cidade é perturbada por atos de violência noturna, cuja autoria é um mistério.
Dialogando com variados ramos da arte, A ilha e o espelho entrelaça memória, empatia, ganância e culpa diante de questões como violência contra a mulher, identidade cultural, xenofobia, meio ambiente e destino dos refugiados. Uma inspiradora história com reflexões sobre o valor da amizade, a multiplicidade de olhares e a dignidade da vida humana.
sexta-feira, 6 de maio de 2022
Cine Pipoca Nº 023
Depois da visita dos ilustres Rei George V e Rainha Mary na casa de campo do Conde de Grantham, a família Crawley tem um novo desafio. Dessa vez, a matriarca Violet Crawley revela a existência de um misterioso romance num passado distante. Para a surpresa de todos, o relacionamento gerou uma herança na forma de uma grande propriedade no Sul da França, para onde os britânicos partirão para uma inesperada e inesquecível experiência.
sábado, 30 de abril de 2022
Livro e Serie: Heartstopper é a nova queridinha da Netflix

Heartstopper: Dois garotos, um encontro (vol. 1)
Charlie Spring e Nick Nelson não têm quase nada em comum. Charlie é um aluno dedicado e bastante inseguro por conta do bullying que sofre no colégio desde que se assumiu gay. Já Nick é superpopular, especialmente querido por ser um ótimo jogador de rúgbi. Quando os dois passam a sentar um ao lado do outro toda manhã, uma amizade intensa se desenvolve, e eles ficam cada vez mais próximos.
Charlie logo começa a se sentir diferente a respeito do novo amigo, apesar de saber que se apaixonar por um garoto hétero só vai gerar frustrações. Mas o próprio Nick está em dúvida sobre o que sente ― e talvez os garotos estejam prestes a descobrir que, quando menos se espera, o amor pode funcionar das formas mais incríveis e surpreendentes.
Enquanto decidem como dar este próximo passo, os dois vão descobrir que, não importa qual seja o desafio, eles podem sempre contar um com o outro.
Acompanhamos os primeiros desafios do namoro de Charlie e Nick enquanto os garotos viajam a Paris.
Nick, por sua vez, está com a cabeça cheia. Afinal, ele ainda não teve a oportunidade de se assumir para o pai, e se preocupa constantemente com Charlie, que dá sinais claros de ter um transtorno alimentar.
Conforme o relacionamento dos dois amadurece, os desafios que vêm pela frente ficam cada vez mais difíceis ― mas os garotos logo vão aprender que amar alguém nada mais é do que estar ao seu lado, juntos, de mãos dadas.
Charlie e Nick terão que enfrentar uma longa jornada de amadurecimento ― sem nunca soltarem as mãos. A HQ que inspirou a série original da Netflix!
A nova produção da Netflix “Heartstopper” chegou ao catálogo no dia (22/4), e teve uma ótima recepção do público e entrou para o Top 10 da plataforma. A série aborda temas LGBTQIA +, autoconhecimento e conflitos da adolescência.
A Netflix anunciou os números iniciais da primeira temporada da série, o programa registrou 14,5 milhões de horas assistidas na plataforma em seus três primeiros dias. Com isso, Heartstopper é uma das séries em língua inglesa mais vistas do mundo na semana passada.
sábado, 23 de abril de 2022
Crítica do filme "Cidade Perdida"
Talvez o mundo tenha sido precipitado ao alardear o fim da comédia romântica. Claro, não temos mais aquela quantidade de títulos bobos, descartáveis e viciantes inundando os cinemas a cada semana. Mas em Hollywood ainda pulsa um coração apaixonado.
A trama é mais ou menos assim. Loretta Sage (Sandra Bullock) é uma autora de romances baratos e está de saco cheio do próprio sucesso. Desde a morte do marido, ela acha que sua obra não passa de exploração barata do trabalho de pesquisa real que os dois há muito fizeram juntos.
Eis que Sandra Bullock dá um tempo em sua dieta de filmes sérios no streaming e retorna aos cinemas.
Por outro lado, Alan (Channing Tatum) não tem do que reclamar. Há anos ele surfa na fama dos livros de Loretta por ser o modelo de todas as suas capas. As fãs, sempre entusiasmadas, invariavelmente o chamam pelo nome do herói das aventuras, Dash.
Quis o destino que, ao fugir no meio da turnê de divulgação de seu trabalho mais recente, "A Cidade Perdida de D", Loretta é sequestrada pelo biliardário Abigail Fairfax (Daniel Radcliffe, curtindo cada segundo), que acredita nas habilidades da escritora para decifrar um pergaminho e encontrar de fato a cidade perdida que ela sugere em seus livros. Levada para uma ilha no meio do Atlântico, ela vê suas opções diminuírem até que Dash... ou melhor, Alan, vem a seu resgate.
Faz algum sentido? Não, nenhum. Mas a tradição da 'comédia maluca', é justamente partir de uma premissa absurda e não deixar a peteca cair em nenhum momento. A realidade é enfadonha, "Cidade Perdida" mostra que o mundo construído no filme é muito mais bacana.
A partir daí, sabemos exatamente o que vai acontecer. Alan tem uma queda óbvia por Loretta, que por sua vez nunca enxergou nele nada além de um modelo boboca e sem absolutamente nenhum tutano.
Perdidos na selva, os dois descobrem um lado atraente um no outro e tentam, porque o roteiro determina, encontrar o tesouro, com Fairfax usando sua fortuna para caçar a dupla e concluir seus objetivos egoístas.
O "padrinho" de "Cidade Perdida", porém, não trazia suas credenciais apaixonadas assim tão explícitas. Em 1984, Robert Zemeckis dirigiu Kathleen Turner como uma escritora de romances baratos que se vê em uma busca ao tesouro real, auxiliada por fim pelo aventureiro interpretado por Michael Douglas.



















