domingo, 26 de abril de 2026

Gaza: a última colônia do Ocidente: 2 - Samuel Braun


Neste período histórico dramático, marcado pelo genocídio do povo palestino e pela reconfiguração geopolítica global, Gaza: a última colônia do Ocidente surge como análise direta e incisiva das raízes e da natureza do sionismo. 

Amparado em amplo conjunto de fontes e por autores como Ilan Pappe, Abram Leon e Breno Altman, Samuel Braun propõe uma revisão radical dos mitos fundadores do Estado de Israel. Ao abordar a Antiguidade para separar as narrativas míticas de fundação da realidade arqueológica, o autor demonstra como a identidade hebraica foi forjada e, na sequência, transformada em identidade diaspórica. Avançando rumo à modernidade, Braun levanta as raízes materiais do antissemitismo europeu, sustentando que este não é mero preconceito religioso, mas produto das contradições do capitalismo. 

É nesse cenário que nasce o sionismo, não como resposta ao antissemitismo, mas como sua adaptação política: um nacionalismo que espelha a lógica excludente do imperialismo europeu e que, posteriormente, se apropria da tragédia do Holocausto para legitimar um novo projeto colonial. Outro foco do livro é expor a arquitetura da ocupação israelense, consolidada após a Guerra de 1967. 

A partir do conceito de “megaprisão”, Braun descreve como os territórios palestinos, em especial a Faixa de Gaza, foram transformados em um vasto sistema de encarceramento a céu aberto. Assim, a evolução desse controle é detalhada, desde a administração militar direta até a governança neoliberal implementada com os Acordos de Oslo, que, sob o manto de processo de paz, institucionalizou a dependência e a fragmentação; um modelo que configura um regime de apartheid, não apenas por meio de muros e checkpoints, mas por engrenagens legais, burocráticas e tecnológicas. 

A revelação das forças ideológicas que sustentam essa ordem também é uma parte importante do livro. Braun expõe como a Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), em conjunto com o sionismo cristão e a direita global, promove uma ofensiva para criminalizar qualquer crítica a Israel, equiparando antissionismo a antissemitismo. Essa aliança, segundo o autor, busca sequestrar a memória do Holocausto, transformando-a em escudo moral para a contínua opressão do povo palestino. 

Para Braun, o sionismo não constitui um movimento de libertação nacional do povo judeu, mas sim a mais duradoura e sofisticada expressão do colonialismo europeu. “Descolonizar a memória” para romper com o ciclo de violência, restituir ao Holocausto seu significado universal de alerta contra a barbárie e reconhecer a Nakba palestina como um evento histórico central seriam essenciais para o horizonte de paz em um Estado único, democrático e laico.

domingo, 19 de abril de 2026

A Boa Mentira - A. R. Torre


Seis adolescentes assassinados. Um suspeito preso. Uma psiquiatra com uma questão ética. Um pai desesperado. Todos buscam a verdade, mas também a ocultam.

A psiquiatra Gwen Moore, especialista em assassinos e pessoas com instintos perversos, passou uma década tratando e desvendando as motivações dos predadores mais depravados da Califórnia. Entre seus pacientes, estão pessoas de personalidade muito parecida com a do serial killer Bloody Heart Killer, ou BHK, o Assassino do Coração Sangrento, procurado pela morte cruel de seis garotos adolescentes.

Após semanas desaparecido, Scott Harden, a última vítima do BHK, consegue escapar de maneira misteriosa de seu cativeiro, e identifica Randall Thompson, professor do ensino médio local, como seu captor. O caso contra Thompson é contundente e já está encerrado, até onde sabem Gwen e a mídia. Se não fosse por uma reviravolta na história…

Com uma premissa intrigante, A Boa Mentira é um thriller repleto de reviravoltas da premiada A. R. Torre, escritora com mais de vinte romances no currículo, entre eles vários best-sellers do New York Times . O romance faz parte do projeto especial E.L.A.S. ― Especialistas Literárias na Anatomia do Suspense , coleção que integra a marca Crime Scene® Fiction , da DarkSide® Books e apresenta uma seleção criteriosa das mais criativas e inovadoras autoras contemporâneas do suspense mundial, como Jess Lourey, Kate Alice Marshall e Alice Feeney, entre outras.

Em vez de seguir pistas tradicionais ou focar na ação policial da busca pelo criminoso, A Boa Mentira se concentra nos detalhes de como são criados os perfis psicológicos de pessoas violentas. A narrativa explora em profundidade os processos mentais desses indivíduos, mesmo aqueles que se abstêm de cometer crimes. A. R. Torre analisa as nuances da natureza humana, mostrando que poucos podem ser classificados como totalmente bons ou maus, revelando assim as complexas áreas cinzentas do comportamento e da moralidade.

À medida que Gwen e Robert ficam mais próximos e ela se aprofunda na investigação, surgem questões delicadas, que podem impedir o avanço do trabalho. Além disso, Gwen suspeita que Robert está escondendo algo, mas ele não é o único a guardar um segredo…

domingo, 12 de abril de 2026

Phantasma: Jogos perversos – vol. 1 - Kaylie Smith


Com a morte da mãe, as irmãs Ophelia e Genevieve Grimm veem seu mundo ruir, e não há tempo para viver o luto. Cabe a Ophelia herdar a assustadora e poderosa magia da matriarca, assim como uma enorme dívida. Quando a situação da família se agrava, Genevieve decide pagar a dívida, custe o que custar. Para isso, ela se inscreve em uma competição conhecida como Phantasma, da qual poucos escapam com vida e cujo prêmio é a realização de um único desejo.

Decidida a salvar a irmã, Ophelia não tem escolha a não ser entrar na competição ― e vencer. Mas Phantasma é uma mansão amaldiçoada, com corredores labirínticos e quartos luxuosos, comandada por demônios sedutores e tentações mortais. Para ganhar, a garota precisará passar pelas nove fases da competição, que remetem aos nove círculos do inferno… Isso se seus medos não a derrotarem primeiro.

Quando um desconhecido arrogante e irresistível propõe a Ophelia protegê-la e guiá-la, a garota tem certeza de que não deve confiar nele. Ainda que Blackwell pareça inofensivo, as aparências sempre enganam. No entanto, com a vida da irmã em risco, Ophelia não pode se dar ao luxo de recusar a oferta. Tudo que ela precisa fazer é ignorar a atração poderosa e sombria entre os dois que cresce a cada dia… Afinal, na mansão Phantasma, a única coisa pior do que perder o jogo é entregar seu coração.