terça-feira, 5 de maio de 2015

Tudo Sobre o Documentário Kurt Cobain: Montage of Heck.


  Uma mistura multimídia de vídeos caseiros, escritos em diários, desenhos, rabiscos em cadernos e gravações em áudio do cantor e compositor, o documentário de Brett Morgen é mais do que apenas um filme obrigatório para os fãs do Nirvana. É um trabalho coletivo feito em oito anos que oferece uma espiada na mente do artista, do primeiro indício criativo até o espiral descendente.
E quando o filme se aproxima do fim, com Kurt agradecendo a plateia no show da banda no MTV Unplugged, a sensação não é de apenas ter conhecido melhor o cara, mas, sim, de completo esgotamento emocional.

“Só queria dar à Frances algumas horas a mais com o pai dela”, disse Morgen (na foto abaixo, ao lado de Courtney e Frances). Ela estava na plateia, assim como a mãe de Kurt, a irmã (Kim), Krist Novoselic e Courtney Love, que recebeu profusos agradecimentos do diretor pela confiança dela. “Desafio você a encontrar outra pessoa que lhe daria as chaves do depósito”, disse. “E diga: ‘Vasculhe toda minha bagunça, faça um puta filme e vou assistir quando estiver pronto’.”


Dizer que Morgen teve acesso irrestrito aos pertences pessoais de Cobain seria insuficiente. Há gravações de uma Super 8 de Kurt criança com os cabelos loiros com corte estilo tigela, batendo em um piano de brinquedo e apagando velas de um bolo de aniversário. Há também fotos do músico como um adolescente calado, com a voz dele ao fundo descrevendo como as descobertas da maconha e do punk o ajudaram a lidar com um profundo senso de alienação.


Sempre quis ver a certidão de nascimento de Kurt? Ou ouvir uma conversa gravada entre Cobain e o vocalista do Melvins, Buzz Osborne, sobre como a cidade de Aberdeen era uma merda? Está tudo lá, de longas passagens com páginas de cadernos cheias de desenhos e com prováveis nomes de banda (The Reaganites, Hare Lips) até versões embrionárias das icônicas canções.
Declarações de integrantes da família, a ex-namorada Tracy Marander, Novoselic e Courtney ajudam a construir uma ponte entre as páginas e as parafernálias de Kurt. A ausência declarada de Dave Grohl foi explicada por Morgen na entrevista após a exibição: ele entrevistou o líder do Foo Fighters há algumas semanas, depois de o filme já estar pronto. Existe a possibilidade de ele reeditar o longa no futuro.

Esta pode ser a única observação sobre Montage of Heck, cujo título foi tirado de uma das mixtapes de Cobain (ouça abaixo) cheias de vozes, barulhos, trechos de músicas e uma demo ocasional. Morgen utiliza-se do formato – de achar uma finalidade por meio das esquisitices – para chegar ter um resultado extremamente pessoal.
Partes chave da mitologia acerca do Nirvana – como Kurt encontrando inspiração em um grafite de Kathleen Hanna ou como e quando aconteceu a entrada de Grohl na banda – são quase que deixados de lado. O número de telefone de David Geffen aparece rapidamente em uma anotação. E até mesmo o vídeo de “Smells Like Teen Spirit” é encoberto por uma versão da música interpretada por um coral de crianças.

Nirvana: os bastidores e detalhes da reunião.

Por isso, o espectador ganha uma experiência de Kurt Cobain sem filtros: todos os esboços perturbadores, poemas inacabados e listas de desejos. Ganha, também, uma visão desarticulada e desorientada da fama pelos olhos dele, com uma mistura confusa de shows, reportagens e questionários insípidos na TV.
Há também uma desconfortável e íntima abordagem da vida dele ao lado de Courtney, incluindo fotos deles se beijando (tiradas por eles mesmos) e imagens de Courtney grávida com os seios descobertos. Este é um casal perdidamente apaixonado e, de acordo com as matérias de tabloides que Morgen expõe, frequentemente drogado.


Mas é esta parte que ganha destaque, especialmente quando Frances Bean Cobain entra em cena. “Frances me disse: ‘As pessoas agem como se meu pai fosse o Papai Noel’”, disse Morgen, depois da exibição do documentário. “‘E ele não era o Papai Noel’. Acho que ela percebeu isso depois de assistir ao filme.”
Kurt era um pai atencioso, mesmo quando pressões externas o colocavam em má situações ou os problemas de saúde o deixavam inativo. O amor dele pela filha sempre foi de conhecimento público, mas vê-lo rolando pelo chão com ela, enquanto Frances se diverte, muda o foco do astro. Aquela cena não é a representação do porta-voz de uma geração. É apenas um ser humano, um marido e um pai.

Isso tudo deixa muito emocionante a exibição de Kurt se confessando por meio de violentas mensagens de voz ou as páginas do caderno dele que indicam um desespero por ajuda – um dos escritos é simplesmente a frase: “Vá se matar”, repetida diversas vezes.
O momento mais assombroso acontece quando o jornalista da Rolling Stone EUA, David Fricke, pode ser ouvido acima da trilha sonora questionando Cobain sobre “I Hate Myself and Want to Die” (“Eu me odeio e quero morrer”), de In Utero: “Você está sendo muito satírico ou atingido algo muito sombrio?”. A resposta de Kurt é uma risada arrepiante.

Os Últimos Dias de Kurt Cobain.

Qualquer um poderia ter feito um documentário sobre uma banda. A abordagem experimental, uma viagem sem estrada, feita por Morgen, entretanto, fez algo muito mais profundo: deixa o espectador sentir-se como se tivesse estudado o diário de alguém. Deixa a sensação de que Kurt ficaria feliz por isso. Esteja preparado para encontrar o cara que você admira. Mas esse encontro é tanto para o bem quanto para o mal.


Links que poderá gostar: David Garrett faz uma nova versão de 'smells like teen spirit' e outros

sábado, 25 de abril de 2015

FILME LIVRE (WILD) com Reese Witherspoon.


Após a morte de sua mãe, um divórcio e uma fase de autodestruição repleta de heroína, Cheryl Strayed (Reese Witherspoon) decide mudar e investir em uma nova vida junto à natureza selvagem. Para tanto, ela se aventura em uma trilha de 1100 milhas ( 4.200 Km) pela costa do oceano Pacífico. A aventura inclui toda a costa oeste dos Estados Unidos, da fronteira com o México até o Canadá, conhecida como "Pacific Crest Trail".
No geral o filme é bem no estilo "na natureza selvagem".

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Vivendo na Natureza Selvagem com o Filme 'Na Natureza Selvagem'.






















Sinopse:
Um filme baseado em uma história real que conta a história de Christopher McCandless, um jovem que acabou de se formar na faculdade. Ele não via sentido na vida que levava e não sabia o que fazer depois de ter concluído o curso. Dentro de uma realidade que ele não conseguia se encontrar, Christopher resolve sair de casa em busca de liberdade e de uma razão para viver. Com uma mochila nas costas e pouco dinheiro ele viaja sem rumo pelos Estados Unidos e conhece várias pessoas que influenciam sua vida. Até que, após dois anos na estrada, decide fazer a maior das viagens e partir rumo ao Alasca, vivendo experiências de sobrevivência e autoconhecimento.

Minha opinião: 
Em primeiro lugar o filme é excelente, umas das raridades do cinema.
Vou confessar-lhe uma coisa, o documentário acima era basicamente meu plano pôs estudos. Passar vilarejo em vilarejo observando os mais diferentes estilos de vida, ambientes, climas etc. Fazendo um trampo aqui outro ali só para conseguir algum para poder ir ao vilarejo seguinte. Sempre em cidadezinhas remotas que o único meio de comunicação seria celular por satélite, sem qualquer contato com pessoas fora da região. Cruzando montanhas se distrair, acampando em meio aos 'Andes'. NÔMADE uma palavra que veio do grego 'NOMAS', que também pode definir-se como andarilho. Assim redefinindo fronteiras ao seu bel-prazer a cada dia sem se preocupar com o temido amanhã.
Saindo dessa maravilhosa e estonteante utopia em qual não fui agraciada. A realidade que nos assola é um trágico assalto a psique.



Post que poderá gostar:critica sobre o filme enders-game o jogo do exterminador

segunda-feira, 9 de março de 2015

Respondendo a #TAG Se Eu Fosse...

Olá pessoal, neste post estou respondendo uma #TAG muito divertida que vi no blog da menina descolada
Se eu fosse um Mês: Julho
Se eu fosse um Dia da Semana: Sábado
Se eu fosse uma Hora do Dia: 0:00 hrs
Se eu fosse uma Estação do Ano: Inverno


Se eu fosse um Planeta: Júpiter
Se eu fosse uma Direção: Sul
Se eu fosse um Móvel: Estante
Se eu fosse um Pecado: Luxúria
Se eu fosse um Sentido: Audição Seletiva
Se eu fosse uma Pedra: Diamante


Se eu fosse uma Planta: Babosa
Se eu fosse uma Flor: Tulipa
Se eu fosse um Clima: Mediterrâneo
Se eu fosse um Prato: Bolo de Chocolate com Bis
Se eu fosse um Instrumento: Bateria
Se eu fosse um Elemento: Ar


Se eu fosse uma Cor: Bege
Se eu fosse um Animal: Hipogrifo
Se eu fosse um Som: Música
Se eu fosse uma Música: Sueña que no estas triste (Ambkor)
Se eu fosse um Sentimento: Nostalgia
Se eu fosse um Lugar: Hogwarts


Se eu fosse um Sabor: Agridoce
Se eu fosse uma Palavra: Foco
Se eu fosse uma Parte do Corpo: Olhos
Se eu fosse um Número: 3
Se eu fosse um Simbolo: ?
Se eu fosse um Livro: A Menina que Roubava Livros – Markus Zusak
Se eu fosse um Filme: Orgulho e Preconceito

se gostou e quiser responder fique a vontade!

quinta-feira, 5 de março de 2015

Comentando sobre os filmes 'O jogo da imitação' e 'A teoria de tudo'.

No post de hoje vamos falar de dois brilhantes filmes que foram indicados para o Oscar e somente um levou estatueta para casa. Os títulos são: O jogo da imitação e A teoria de tudo.

O jogo da imitação
Conta a história de Alan Turning, e sua máquina.
Como foi descrito no filme Alan desde o colégio não era muito sociável (Obs.: comportamento típico de pessoas dotadas de raciocínio extraordinário). Aos vinte e sete anos foi trabalhar para o governo como matemático, na época da segunda guerra mundial. Nesse período inventou a primeira máquina capaz de decriptar os códigos enviados pelos alemães. Com isso poupou anos de guerras e milhões de vidas. Gerou possibilidades sem precedentes. “Sua invenção era chamada de 'As máquinas de Turning' agora chamamos de computadores”.






A teoria de tudo
“Uma mente brilhante presa dentro de seu próprio corpo”.
Cambrigde, 1963, Jane e Stephen encontram-se pela primeira vez. Logo depois foi descoberta a doença degenerativa 'ELA' (esclerose lateral amiotrófica). Com anos de casados Jane foi de se cansando da situação, dois filhos e mais Stephen que requisitava cuidados especiais. Na época não tinham recursos para ter uma enfermeira, dependiam de favores. Jane ficava sem tempo para concluir a faculdade. Tempos mais tarde Stephen teve que fazer uma traqueostomia, contrataram uma enfermeira a qual ele deu muito bem. O casamento já desgastado não aguentou. Tornaram-se grandes amigos. Hoje eles tem três netos. Stephen aos 72, anos não pretende se aposentar. Seu livro “Uma breve história no tempo” vendeu bilhões de cópias. E Jane conseguiu concluir seu doutorado.

Conclusão
Os dois filmes são uma obra prima do cinema com atuações incríveis, tanto a autobiogrfia de Alan Turning, quanto a biografia de Stephen Hawking do ponto vista de Jane. Grandes cérebros tem dificuldades quase intransponíveis. Precisamos de mais incentivos como estes neste século.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Livro: Maomé e Carlos Magno - O Impacto do Islã Sobre a Civilização Européia - Henri Pirenne.

Desde a Antiguidade, um processo civilizatório foi construído em comum pelo trabalho, simultâneo ou sucessivo, de egípcios, sírios, fenícios, gregos e romanos, cuja existência gravitava em torno do Mediterrâneo. Vida econômica e social, religiões, costumes e ideias se misturavam.
Tal unidade sobreviveu à queda de Roma no início do século V. Mesmo depois da invasão dos germanos, essa civilização continuou culturalmente romana e geograficamente mediterrânica. A ruptura só ocorreu no final do século VII, com a súbita e inesperada ascensão do Islã, que a partir de Maomé (571-632), em pouco mais de cinquenta anos, arrebatou sucessivamente o Império Persa (637-644), a Síria (634-636), o Egito (610-642), a África (698), a Espanha (711), a Córsega, a Sardenha e a Calábria.
Só então deixa de existir a milenar comunidade mediterrânica que sobrevivera ao Império Romano. O Mediterrâneo, Mare Nostrum, que ligava a Europa Ocidental ao seu entorno, converte-se em uma barreira que a isola. O culto do profeta toma o lugar da fé cristã. O direito muçulmano substitui o direito romano. A língua árabe se sobrepõe às línguas grega e latina. Duas civilizações passam a conviver, em conflito.
A desaparição da navegação mediterrânica carrega consigo o comércio e a indústria. As cidades, cuja atividade ela sustentava, se despovoam e caem em ruínas. A economia urbana é substituída por uma economia rural sem mercados. A Europa dobra-se sobre si mesma, e o seu centro de gravidade se desloca do sul para o norte. As tribos gaulesas e germânicas, até então confinadas à barbárie, ocupam doravante, no Império Carolíngio, uma posição central, enquanto Roma torna-se uma fronteira. Começa aí a Idade Média, gigantesca transformação na civilização europeia, matriz do Ocidente moderno.
'Sem Maomé, Carlos Magno seria inconcebível' diz Henri Pirenne neste livro notável.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Cine Pipoca 6.

Deixo aqui mais algumas dicas de filme para ver nas telonas e na sessão pipoca de casa.



terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Livro: Do Inferno - Alan Moore

Jack Estripador, pelo criador de Watchmen e V de Vingança.
Essa é a história de Jack Estripador, o mais misterioso e famoso assassino de todos os tempos. Escrita por Alan Moore, o criador de histórias em quadrinhos como Watchmen e V de Vingança, Do Inferno é uma reflexão a respeito da mente enlouquecida cuja violência e selvageria deu início ao século 20. Do Inferno entrou na lista de best sellers do The New York Times, recebeu todos os principais prêmios do mundo dos quadrinhos, elogios entusiásticos de toda a imprensa, ganhou uma versão para cinema estrelada por Johnny Depp e foi aclamada como a mais importante graphic novel já produzida.