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domingo, 12 de outubro de 2025

As gêmeas de Auschwitz - Eva Mozes Kor


Em 1942, as gêmeas Eva e Miriam, duas judias romenas, foram levadas aos campos de concentração. Com apenas dez anos de idade as duas foram separadas dos pais e irmãos, que foram assassinados nas câmaras de gás, e entregues ao médico nazista Josef Mengele, conhecido como o “Anjo da Morte”, responsável por realizar experimentos cruéis em gêmeos. Também conhecido como 'o terror de Auschwitz'. 

Em seu relato, Eva descreve com detalhes o sofrimento físico e psicológico que enfrentou dentro do campo. As gêmeas foram submetidas a injeções misteriosas, exames dolorosos e condições desumanas, vivendo sob constante medo de morrer. Apesar de tudo, Eva demonstra uma força impressionante e um profundo instinto de sobrevivência, lutando não apenas pela própria vida, mas também pela de sua irmã. A esperança e a determinação se tornam suas maiores armas diante da crueldade e da perda.

Após a libertação de Auschwitz, em 1945, Eva e Miriam iniciam uma longa jornada para reconstruir suas vidas. O trauma causado pelas experiências no campo de concentração as acompanhou por toda a vida, mas Eva escolheu seguir um caminho inesperado: o do perdão. Décadas depois, ela decidiu perdoar publicamente os nazistas que a haviam torturado, não como um ato de esquecimento ou aceitação, mas como uma forma de libertar-se do ódio e da dor. Esse gesto causou controvérsia, mas também revelou uma mensagem poderosa sobre cura, humanidade e superação.

As Gêmeas de Auschwitz é mais do que um testemunho histórico, é uma lição de vida. O livro mostra o quanto o ser humano é capaz de resistir, mesmo diante da barbárie, e como a resiliência pode transformar a dor em aprendizado. Ao compartilhar sua história, Eva Mozes Kor não apenas preserva a memória do Holocausto, mas também inspira o leitor a refletir sobre a importância do perdão, da empatia e da paz. Sua mensagem final é clara e profunda: mesmo diante do mal extremo, a esperança e a coragem podem prevalecer.

domingo, 27 de abril de 2025

O urso que caçava nazistas: A história real de um garoto que sobreviveu ao Holocausto - Marcio Pitliuk


Nahum era apenas um jovem judeu nascido em Ryschka, uma pequena cidade na Ucrânia profundamente marcada pelo antissemitismo. Crescendo em um contexto de violência e perseguição, ele aprende desde cedo a importância de se defender e a força necessária para sobreviver em um ambiente hostil. Mas é apenas durante a Segunda Guerra Mundial que Nahum conhece sua verdadeira coragem, transformando-se de vítima potencial do Holocausto em um destemido opositor do exército nazista. Nascia, assim, o guerrilheiro que ficou conhecido como Urso.

Com a ascensão de Hitler e o início das perseguições sistemáticas aos judeus, Urso consegue escapar do gueto de Ryschka e se refugiar nas florestas, onde se torna líder de um grupo de guerrilheiros, todos fugitivos como ele. Enfrentando temperaturas extremas, fome, medo constante e batalhas desiguais, ele transforma a adversidade em força, usando sua astúcia e determinação para resistir ao poderio nazista e garantir a sobrevivência de seus aliados.

Baseado em eventos reais, O urso que caçava nazistas revela um lado muitas vezes esquecido da História durante o Holocausto: a luta armada de partisans judeus. Uma poderosa narrativa sobre coragem, resiliência e humanidade que não apenas narra a luta de Nahum, mas oferece um testemunho das atrocidades vividas pelos judeus e uma homenagem aos que se recusaram a se submeter.

domingo, 26 de janeiro de 2025

A última mensagem de Hiroshima - Takashi Morita.


Como sobreviver com a mente cheia de memórias da Segunda Guerra Mundial? Como lidar com o trauma de ter presenciado a destruição arrebatadora de uma bomba atômica praticamente ao seu lado? E como pensar em salvar civis quando sua própria vida está em jogo?

Conheça neste livro a história do Sr. Takashi Morita, sobrevivente da bomba atômica que dizimou milhares de seres humanos e que até hoje manifesta efeitos na saúde física e mental da população de Hiroshima e de Nagasaki.

Era 6 de agosto de 1945. Ninguém poderia prever, mas foi neste dia que a vida de inúmeros japoneses – e das gerações subsequentes – mudaria para sempre. As consequências da bomba atômica foram devastadoras, e não apenas no que diz respeito à saúde daqueles que se encontravam nas imediações do epicentro, como é o caso do Sr. Takashi, que exercia o ofício de soldado na época.

Para além das numerosas enfermidades oriundas da intensa radiação emitida em Hiroshima e Nagasaki, os atingidos pelas bombas sofreram muita discriminação, principalmente pelo fato de as consequências decorrentes da radiação para os sobreviventes e seus descendentes serem ainda uma incógnita.

Após sofrer situações tão devastadoras como as que o Sr. Takashi viveu, muitos de nós provavelmente sucumbiríamos ao rancor. A sabedoria, no entanto, com a qual ele enfrentou suas memórias mais sombrias é inspiradora.

Quando questionado a respeito de suas mágoas com relação aos norte-americanos, responsáveis pelo envio da bomba atômica a Hiroshima, o veterano responde: “Estavam apenas fazendo o seu trabalho.”

O perdão, a compreensão, a empatia e todos os laços e fortalezas construídos em detrimento de um passado que é impossível de esquecer são lições que o Sr. Takashi, agora um comerciante de 92 anos que vive no Brasil, visa nos ensinar neste emocionante relato.

domingo, 1 de dezembro de 2024

A bibliotecária dos livros queimados - Brianna Labuskes


Com o sucesso de seu romance de estreia, a romancista Althea James é convidada pelo próprio Joseph Goebbels para um intercâmbio cultural em Berlim. Desfrutando de uma estada agradável, ela é surpreendida quando conhece um grupo que lhe apresenta a verdadeira cidade por trás das aparências e que a faz se juntar à Resistência.

Em 1936, com o avanço da ofensiva nazista, Hannah Brecht deixa a Alemanha quando o irmão é preso e levado para um campo de concentração. Na França, ela se dedica à Biblioteca Alemã da Liberdade, onde vê a oportunidade de lutar contra a censura dos livros uma vez queimados pelos nazistas. Oito anos mais tarde, não imaginava que essa batalha ainda estaria longe de se encerrar.

Em 1944, nos Estados Unidos, a publicitária Vivian Childs tem como objetivo impedir que um senador censure e encerre o programa que envia livros a soldados.
E, entre as pilhas de livros e narrativas preservadas, as vidas dessas três mulheres se cruzam ― e são mudadas para sempre.

“Este romance é um lembrete pertinente de que queimar ou banir livros é o primeiro passo de uma escalada que resulta em uma guerra contra a liberdade de pensamento e de expressão, que pode ter consequências devastadoras.” ― KIM VAN ALKEMADE, AUTORA BEST-SELLER DE ÓRFÃ #8

domingo, 4 de agosto de 2024

Dachau: Testemunho de um sobrevivente - Nerim E. Gun


É um relato sobre um sobrevivente do campo de concentração de Dachau. O autor narra suas experiências pessoais no campo, destacando as atrocidades cometidas pelos nazistas contra os prisioneiros. Gun descreve a vida cotidiana no campo, os horrores das execuções em massa, a brutalidade dos guardas, e as condições desumanas enfrentadas pelos prisioneiros.

O livro também aborda a resistência dos prisioneiros, os atos de coragem e solidariedade entre eles, e os esforços para manter a dignidade humana em meio ao terror. Gun oferece uma perspectiva íntima e poderosa sobre a realidade de Dachau, evidenciando o impacto duradouro do Holocausto e a importância de recordar esses eventos para evitar que se repitam. A obra é uma contribuição significativa para a literatura sobre os campos de concentração nazistas e a história do Holocausto.

Sobre o autor

Nerim E. Gun, foi um jornalista turco-americano com uma vida e carreira muito marcadas por experiências únicas e desafiadoras de guerra. Nascido na Itália em 1920, Gun foi um dos poucos correspondentes estrangeiros em Berlim durante a Segunda Guerra Mundial.
Sua coragem como jornalista o levou a ser preso e detido em um campo de concentração, uma experiência que marcou profundamente sua vida e sua visão do mundo.
dedicou grande parte de sua carreira à pesquisa e coleta de documentos históricos. Ele publicou diversas obras, incluindo coleções sobre a política francesa durante a ocupação alemã na Segunda Guerra Mundial.

domingo, 19 de maio de 2024

Bruxas da Noite: A história não contada do regimento aéreo feminino russo durante a Segunda Guerra Mundial - Ritanna Armeni


Em 1941, um grupo de moças soviéticas, conseguiu um papel de liderança na batalha contra o terceiro Reich, em biplanos frágeis e ultrapassados em termos de tecnológicos, porém ágeis, mostrando a ousadia e coragem de uma guerra que também pode ser a face de mulheres fiés à sua pátria. Os nazistas as chamavam de "bruxas da noite". Entre a meia-noite e a alvorada, na mais perfeita escuridão, com os motores desligados para não chamar a atenção, sussurros fantasmagóricos vindos do céu antecediam a chegada delas, que traziam algo para "aquecer" os soldados nazistas nas noites congelantes da Rússia: bombas, muitas bombas! Eram as bravas aviadoras 588º Regimento de Bombardeio Aério Noturno Soviético, infernizando a vida dos alemãs durante a Segunda Guerra Mundial.

Neste livro, a jornalista italiana e escritora premiada, Ritanna Armeni, reconstrói a história de um grupo de mulheres soviéticas fiéis à sua pátria: as aviadoras do 588º Regimento de Bombardeio Aéreo Noturno Soviético. Com um importante papel de liderança durante as batalhas contra o Terceiro Reich, elas prejudicavam e muito a vida dos alemães durante a Segunda Guerra Mundial, aparecendo nos céus carregadas de bombas. Os nazistas as chamavam de “bruxas da noite”. A autora revela informações sobre a criação, a luta e as vitórias dessas mulheres que foram apagadas da história após o declínio de suas carreiras como aviadoras devido ao conservadorismo e preconceito do Estado Soviético.

domingo, 12 de maio de 2024

1942 : O Brasil e sua guerra quase desconhecida - João Barone.


Passados mais de setenta anos, a Segunda Guerra Mundial ainda é um assunto que fascina milhares de pessoas ao redor do mundo. O Brasil não é diferente. Por isso mesmo pode ser surpreendente que a participação do país no conflito seja ignorada pela maior parte da população. 

É para preencher essas lacunas na história brasileira que João Barone, consagrado baterista da banda Os Paralamas do Sucesso, apresenta 1942 – O Brasil e sua guerra quase desconhecida. Nesta nova edição ampliada, Barone, cujo próprio pai foi um pracinha, traz textos e fotos extras que iluminam ainda mais o passado da Força Expedicionária Brasileira e fazem do seu livro um documento indispensável para entender a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial.

"1942 é fundamental para quem quiser conhecer o assunto." - Jô Soares

"Barone oferta aos leitores esse livro repleto de aventura, ação e reflexão, num momento em que o país pegou em armas e lutou do lado certo." Eduardo Bueno, Peninha , jornalista e historiador 

"João Barone realiza um trabalho de relevo no resgate da memória dos pracinhas, sensível aos anônimos e mais vulneráveis que se tornaram heróis numa guerra assimétrica e cruel." - Marco Lucchesi , presidente da ABL

"O que se narra aqui não é apenas o relato da participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Apesar de o livro servir também como narrativa histórica impecável – e os historiadores que se cuidem, pois um baterista da linha de frente do rock brasileiro decidiu se entrincheirar pelo território inconstante da História –, o que se revela é a odisseia particular de um filho em busca do pai." - Tony Bellotto , músico e escritor

"Faça como o João Barone, não esqueça a Segunda Guerra Mundial. Somos filhos dela, independente de nossas idades." - Alberto Dines , jornalista e escritor

"Este livro se ergue, como filho nos ombros do pai, contra um inimigo abominável – oponente mais letal que o chumbo, mais destrutivo que a pólvora, mais humilhante que a derrota, mais ultrajante que a mentira, mais injusto que a ingratidão, mais irremediável que a morte –, este livro se ergue, memória de um pai nos ombros do filho, e diz não ao mais vil dos demônios: esquecimento. Depois de vencer o nazifascismo, a guerra não acabou para os pracinhas brasileiros – seus descendentes travam a luta contra as trevas do oblívio." - Pedro Bial

"Explicar a importância e o sacrifício dos soldados brasileiros durante a Segunda Guerra não é tarefa simples. Com clareza e conhecimento transmitidos em narrativa envolvente, Barone consegue cumprir a missão." - Marina Amaral , colorista de fotos.

domingo, 17 de março de 2024

O engenheiro da morte: A participação da elite alemã no Holocausto - Marcio Pitliuk


A ambição e a corrupção no interior do regime nazista em um romance que revela as várias faces da natureza humana.

Em 1942, Hitler avança na conquista da Europa. Crescem os campos de trabalho forçado e extermínio, que passam a escravizar e matar, de forma sistemática, quem não tem utilidade para o Terceiro Reich – aqueles considerados inferiores, que não se enquadram nos critérios definidos pela ideologia nazista. Mas a indústria da morte custa caro, e a Alemanha ainda não se recuperou dos prejuízos da Primeira Guerra. É preciso encontrar, e rápido, uma solução econômica de grande escala para um problema crescente.

Carl Farben costumava ser um simples engenheiro químico em uma grande empresa alemã. Ambicioso e com sede de poder, ele não hesita em aceitar a oportunidade de desenvolver um produto que permitirá liquidar milhões de pessoas a um baixo custo para o Reich, mas com lucros imensos para os empresários.

Martina Kaufmann era uma jovem judia alemã estudiosa, que sonhava em seguir uma carreira promissora, como o pai. Mas, com a implementação das leis antissemitas e a perseguição crescente aos judeus, ela passa a viver escondida, conseguindo, a duras penas, sobreviver à guerra. Agora, Martina é uma mulher que anseia por justiça, e o passado baterá à porta daqueles que colaboraram com o genocídio de milhões de vítimas.

Eletrizante e perturbador, O engenheiro da morte é uma denúncia histórica, ambientada em fatos documentados, da participação de grandes indústrias na disseminação da ideologia nazista e um lembrete pungente de que as memórias da guerra não devem ser esquecidas.

Sobre o autor

Marcio Pitliuk é um dos maiores especialistas brasileiros no Holocausto e, desde 2008, se dedica a divulgar o que é considerado o maior crime da Humanidade. É diretor no Brasil do Yad Vashem, o mais importante centro de pesquisas e ensino do Holocausto, sediado em Jerusalém, além de curador do Museu da Imigração Judaica e Memorial do Holocausto de São Paulo. Sobre esse tema, faz palestras, realizou três longas-metragens e escreveu quatro livros. Este é o segundo publicado pela Editora Vestígio, o primeiro foi O homem que venceu Hitler.

domingo, 19 de novembro de 2023

Homens Comuns - O Batalhão de Polícia da Reversa 101 e a Solução Final na Polônia - Christopher Browning.


Ele descreve a transformação de um batalhão da polícia alemã, composto por homens da classe média burguesa. Eram, essencialmente, policiais comuns, educados antes da Juventude Hitlerista, e que, portanto, não haviam sido doutrinados quando jovens. Foram enviados à Polônia para “estabelecer a paz” — para arrumar a bagunça depois que os alemães a haviam invadido. 

Começaram prendendo todos os homens judeus entre 18 e 65 anos, reunindo-os em estádios e depois embarcando-os em trens. Mas este não foi o fim da história. Eles chegaram a um lugar muito, muito sombrio. Ora, no final do treinamento, esses homens iam mato adentro com mulheres grávidas nuas para dar-lhes um tiro na nuca. O mais horrível neste livro é que o autor detalha as etapas pelas quais isso ocorreu. O comandante da unidade dissera aos homens que eles teriam de fazer coisas terríveis, mas que poderiam voltar para casa se quisessem — portanto este não é um daqueles casos de pessoas apenas seguindo ordens. 

Há muitas razões para eles não terem ido embora, mas uma delas é que não seria “camarada”, por assim dizer, deixar os colegas fazerem todo o trabalho sujo enquanto eles davam o fora; seria covardia. E assim, as exigências para suas ações horríveis continuavam aumentando. A cada vez que aceitavam a exigência de fazer algo horrível, a probabilidade de aceitarem a próxima exigência aumentava. Um passo de cada vez. Esses homens estavam sofrendo terrivelmente; estavam fisicamente doentes, vomitando, e se despedaçando psicologicamente — mas não voltaram atrás. A questão é que acaba-se chegando a lugares muito ruins andando um passo de cada vez. Por isso, atenção a cada passo. Se você quer entender como se pode seguir um caminho terrível, é este o livro que você deve ler. São pessoas comuns que participam dessas coisas, e este é um pensamento muito, muito assustador.

sábado, 9 de abril de 2022

O Bom Doutor de Varsóvia - Elisabeth Gifford


"Varsóvia, 1940. O gueto judeu está sob o brutal controle nazista. Centenas de milhares de homens, mulheres e crianças morrem de fome lentamente atrás de seus muros. Mas, embora tudo ao redor seja escuridão, um homem traz esperança, cuidando de um número cada vez maior de órfãos desamparados, enfrentando condições inimagináveis. Em meio a esse cenário desolador, Misha e Sophia, um jovem casal de estudantes, apaixonados e prestes a se casar, ajudam o dr. Korczak a cuidar do orfanato – um pequeno oásis de esperança e bondade. Dramático, comovente, mas sobretudo edificante, esta obra é inspirada nos relatos de Misha e Sophia, e na vida de um dos heróis mais silenciosos da Segunda Guerra Mundial: o dr. Janusz Korczak, o “bom doutor de Varsóvia”.

Fato
O doutor existiu na vida real, (Janusz Korczak), conhecido também como O velho doutor e como o senhor doutor, atuou como médico, pedagogo, professor, escritor e foi oficial no exército da Polônia, no qual desafiou as ofensivas do exército alemão, tendo passado o fim de sua vida nos guetos de Varsóvia. Ajudou, neste ínterim, a fundar e dirigir um orfanato, onde salvou a vida de inúmeras crianças judias.

Autor

Elisabeth Gifford é formada em Literatura Francesa pela universidade de Leeds, e tem mestrado em escrita criativa pelo Royal Holloway College; Trabalhou como especialista em dislexia, e começou sua carreira escrevendo a biografia da doutora Joyce Hill, humanitária com atuação na china.