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segunda-feira, 6 de novembro de 2023

Viajando pelas Séries #025 - Fundação

Introdução

A série Fundação é uma obra de ficção científica escrita por Isaac Asimov que descreve em detalhes a história de um futuro distante e de como o destino de seus habitantes é influenciado por uma instituição chamada Fundação Enciclopédica. Ao escrever em forma de uma saga científica e enfatizar a procura da sabedoria, o objetivo de Asimov no primeiro livro da série era descrever em detalhes a queda de um Império Galático - o qual, segundo a maioria dos críticos de sua obra, não é nada além do mundo em que ele viveu, um mundo cheio de contradições – e o surgimento de um mundo científico, orientado pela verdade, sem subterfúgios ou "golpes baixos". Asimov tomou como inspiração a queda do Império Romano.

O personagem central da série chama-se Hari Seldon, que, embora só apareça pessoalmente em três dos livros, influencia toda as obras da série através da ciência que desenvolveu: a Psico-história, com a informática e o computador.

A Psico-história seria um misto de sociologia e matemática. Aplicando fórmulas matemáticas a acontecimentos de seu presente, Seldon conseguia calcular acontecimentos futuros e assim permitir ou tentar evitar que viessem a se confirmar.

As previsões feitas por Seldon eram todas baseadas em estatísticas e probabilidades. A Psico-história usava desses elementos matemáticos aplicados às massas. Funcionava apenas para sociedades inteiras. Para uma elaboração matemática precisa, era necessário que fosse feita a avaliação sociológica, cultural e econômica de sociedades com muitos milhões, ou bilhões de indivíduos. Era totalmente ineficaz a tentativa de aplicar a Psico-história a indivíduos, porque o indivíduo é imprevisível.

Os seguintes livros formam a série de Fundação, em ordem cronológica:

  • Prelúdio à Fundação

  • Origens da Fundação (título no Brasil. Originalmente lançado pela editora Hemus como "Crônicas da Fundação", no original chama-se Forward the Foundation)

  • Fundação

  • Fundação e Império

  • Segunda Fundação

  • Limites da Fundação (segundo título no Brasil, pela editora Hemus "Fundação II" e no original chama-se Foundation's Edge)

  • Fundação e Terra

Inspirações e Publicação

Fundação era originalmente uma série de oito pequenas histórias publicadas na Astounding Magazine entre Maio de 1942 e Janeiro de 1950. De acordo com Asimov, a premissa foi baseada em ideias colocadas pelo livro de Edward Gibbon, "História do Declínio e Queda do Império Romano", e foi inventada espontaneamente no caminho para um encontro com o editor John W. Campbell, com quem ele desenvolveu o conceito.

Trilogia original

As primeiras quatro histórias foram reunidas, junto a uma outra história tomando lugar antes das outras, em um volume único publicado pela Gnome Press nos Estados Unidos em 1951 como Fundação. O resto das histórias foi publicado em pares pela Gnome como Fundação e Império (1952) e Segunda Fundação (1953), resultando na "Trilogia da Fundação", como a série ficou conhecida por décadas.

Continuações

Em 1981, após a série ter sido considerada um dos trabalhos mais importantes da ficção científica moderna, Asimov foi convencido por seus leitores a escrever um quarto livro, que se tornou Limites da Fundação (1982).

Quatro anos depois, Asimov continuou com outra sequência, Fundação e Terra (1986), que mais tarde foi acompanhada por dois livros cronologicamente anteriores à trilogia, Prelúdio para Fundação (1988) e Origens da Fundação (1993). Durante o hiato entre escrever as sequências, Asimov interligou na sua série vários outros trabalhos, criando um universo ficcional unificado. Um elo básico é mencionado pela primeira vez em Limites da Fundação: uma história obscura a respeito de uma primeira onda de colonização com robôs e mais tarde uma segunda sem eles.

A história nos livros

Prelúdio à Fundação

Prelúdio para Fundação começa em Trantor, o planeta capital do Império Galáctico, no dia após o discurso do matemático Hari Seldon em uma conferência. Vários partidos se tornaram conscientes do conteúdo de seu discurso e artigo, a respeito do uso de técnicas matemáticas que tornariam possível uma predição do futuro da história humana, a ciência conhecida como psicohistória. Seldon é convocado pelo Imperador, onde admite que a técnica não passa de uma mera possibilidade teórica.

A despeito disso, o Império pretende lhe forçar a exílio, onde trabalharia em constante vigilância para estarem sempre cientes do desenvolvimento de sua ciência. Durante o enredo, Seldon e Dors Venabili, uma companhia feminina, são levados de um lado para o outro por um ajudante, Chetter Hummin, que tenta mantê-los longe das garras do Imperador para o desenvolvimento saudável da psicohistória.

Durante as aventuras por Trantor, Seldon continuamente nega a praticidade da psicohistória. Argumenta que mesmo que fosse possível, levaria décadas para ser desenvolvida. Hummin, no entanto, está convencido de que Seldon sabe de alguma coisa e, como resultado, continua a pressioná-lo para que trabalhe em um ponto inicial para o desenvolvimento da ciência.

Após viagens e introduções a diversas culturas em Trantor, Seldon percebe que usando a Galáxia inteira como um modelo de início é uma tarefa muito complicada, e decide portanto em utilizar Trantor como seu modelo, devido a sua complexidade e variedade cultural que serviria como modelo representativo de todo o Império. Começa portanto a trabalhar na ciência, com o objetivo de usá-la para impedir o declínio e queda da civilização humana.

Origens da Fundação

Oito anos após os eventos de Prelúdio, Seldon já conseguiu desenvolver alguns pontos da ciência psico histórica e está gradativamente aplicando-a em escala galáctica. Sua notabilidade e fama aumentam com os anos, culminando com sua promoção a Primeiro

Ministro do Imperador. Conforme o livro progride, Seldon, através de várias tramas políticas, problemas com o Império e seus governos e partidos dissidentes, perde aqueles mais próximos a ele, incluindo sua própria ele, Dors Venabili. Sua saúde deteriora-se com a idade avançada. Tendo trabalhado sua vida inteira para entender a psicohistórica, ele instrui sua neta, Wanda, que possui o toque mental, à criação da Segunda Fundação.

Fundação

Chamado para responder a julgamento em Trantor por acusações de traição -- por prever a queda do Império Galáctico - Seldon explica que a sua ciência de psicohistória pode ver várias alternativas, todas que terminam com a eventual queda do Império. Se a humanidade seguir naturalmente este caminho, o governo cairia e trinta mil anos de conflitos iriam afligir a espécie humana antes da criação de um Segundo Império.

Entretanto, um caminho alternativo diminuiria este período de hiato em apenas mil, se Seldon fosse permitido a reunir as pessoas mais inteligentes do planeta e criar um compêndio de todo o conhecimento humano, a Enciclopédia Galáctica. A banca permite a reunião de Seldon, com a condição de que eles fossem exilados para o longínquo planeta de Terminus. Seldon concorda e reúne sua coleção de Enciclopedistas, e cria as duas Fundações em "extremos opostos" da Galáxia.

Em Terminus, os seus habitantes enfrentam calamidades. Quatro planetas recém declarados independentes estão ao seu redor, e os Enciclopedistas não tem defesas além de sua própria inteligência. O Prefeito da Cidade de Terminus, Salvor Hardin, propõe jogar os planetas uns contra os outros. O seu plano é um sucesso, e a Fundação se mantém intocada. Hardin é promovido e declarado Prefeito de toda Terminus.

Enquanto isso, as mentes da Fundação continuam a desenvolver tecnologias novas e melhores do que as contrapartes imperiais. Usando sua vantagem científica, Terminus desenvolve rotas de comércio com os planetas próximos, eventualmente os conquistando quando sua tecnologia se transforma em uma comodidade essencial para a manutenção de suas vidas.

Comerciantes interplanetários, mercadores, eventualmente se tornam os novos diplomatas em outros planetas. Um dos mercadores, Hober Mallow, torna-se poderoso o suficiente para desafiar e ganhar o governo, tornando-se Prefeito da Fundação. Cortando suprimentos de outros planetas de uma região, consegue ganhar cada vez mais mundos para o alcance fundacional.

Fundação e Império

O Imperador atual percebe a Fundação como uma ameaça crescente e ordena que seja atacada, utilizando a ainda grande tropa imperial. Entretanto, convencido depois que seu poder seria mais vulnerável do que o de seu general caso ele obtivesse sucesso (uma possível analogia com o Império Romano), o imperador acaba por remover sua tropa do ataque. Apesar de sua inferioridade militar a Fundação emerge portanto como a vitoriosa, e o próprio Império é derrotado.

Enquanto isso um estrangeiro desconhecido conhecido apenas como "O Mulo" começa a conquistar planetas pertencentes à Fundação em ritmo veloz. Torna-se conhecido que o Mulo é, na verdade, um mutante que mantém uma habilidade de alterar psiquicamente as emoções daqueles com quem entra em contato. Usando este poder para sua vantagem, o Mulo conquista planetas apenas visitando-os com seu próprio exército, deixando os habitantes com medo, e mais tarde lealdade para com ele. Quando a Fundação percebe que o Mulo não foi previsto pelo plano psicohistórico de Hari Seldon, e que não há um modo planejado de derrotá-lo, Torã e Bayta Darell, acompanhados por Ebling Mis - o maior psicólogo atual da Galáxia - e um palhaço chamado Magnífico (que eles concordam em proteger, como a sua vida está sob a ameaça do próprio Mulo), saem para descobrir a localização da Segunda Fundação, que poderia trazer o fim ao reinado do Mulo.

Trabalhando na ainda funcional Biblioteca Galáctica de Trantor, Mis descobre a localização da Segunda Fundação. Entretanto, descobrindo que o Mulo também está tentando descobrir esta localização, Bayta mata Mis antes que ele possa revelar a localização da Segunda Fundação. Bayta então explica que ela se arrepende de suas ações, mas o segredo deveria ser mantido longe do Mulo a qualquer custo. Descobre-se então que o palhaço Magnífico na verdade é o Mulo, confirmando as suspeitas de Bayta, e que ele estava de fato buscando o controle da Segunda Fundação assim como já mantinha o da primeira. Ele então deixa Trantor para governar os seus planetas conquistados enquanto continua a sua própria busca.

Segunda Fundação

Conforme o Mulo chega perto de descobri-la, a Segunda Fundação sai brevemente de seu esconderijo para encarar a ameaça diretamente. É revelado que a Segunda Fundação é uma coleção dos seres humanos mais inteligentes da galáxia. Enquanto a primeira Fundação desenvolveu-se com base nas ciências físicas, a Segunda Fundação vinha desenvolvendo as ciências mentais. Usando o poder de suas fortes mentes, a Segunda Fundação eventualmente derrota o Mulo. Sua atitude destrutiva é ajustada para uma benevolente. Ele retorna para governar o seu reino pacificamente pelo resto de sua vida, com nenhum pensamento subsequente de derrotar a Segunda Fundação.

A Primeira Fundação, entendendo as implicações de uma Segunda que será a real herdeira do futuro Império prometido por Seldon, ressente-a fortemente e busca destruí-la, acreditando que podem sobreviver sem ela. Após algumas tentativas para decifrar a única pista que Seldon deu a respeito de sua localização ("no outro extremo da Galáxia"), a Fundação é levada a acreditar por saltos de lógica que a Segunda Fundação é localizada em Terminus.

Desenvolvendo uma tecnologia que causa grande dor a telepatas, a Fundação descobre um grupo de aproximadamente cinquenta segundo-fundacionistas e os executa, acreditando que tinham vencido. Apesar de tudo, a Segunda Fundação havia planejado esta eventualidade e mandado cinquenta de seus membros para suas mortes como mártires em ordem de reconquistar sua anônimidade.

Fundação II (Limites da Fundação)

Ao contrário dos anteriores, Limites da Fundação não se trata de uma série de histórias, mas uma única.

Aos quinhentos anos da Fundação, Golan Trevize, um conselheiro de Terminus, cai em desgraça e é exilado pela Prefeita. É exilado por um suposto discurso subversivo de acreditar ainda na existência e sobrevivência da Segunda Fundação. Dão-lhe uma nave e uma missão: procurar pela tal Segunda Fundação, só podendo voltar caso a encontrasse. Como disfarce, leva um historiador, Janov Pelorat, obcecado pela procura do planeta original da humanidade, a Terra, que desde o final do império não se sabe a localização. Oficialmente, Trevize e Pelorat saem à procura da Terra, e no seu caminho passam em muitos planetas, inclusive Trantor e Comporellon.

Ao mesmo tempo, é contada a história de Stor Gendibal, um membro proeminente da Segunda Fundação, que descobre uma nativa do planeta que sofreu uma pequena alteração mental. A alteração em sua mente é mais delicada do que qualquer toque possível pela Segunda Fundação, de forma que se cria a suspeita que algum tipo de mentálicos mais poderosos está agindo através da galáxia. Suspeitando das ações tomadas por Trevize até então, é enviado si mesmo em uma missão de observar suas ações, em busca de encontrar seja lá que força superior está interferindo com mentes na galáxia.

Trevize e Pelorat acabam encontrando Gaia, o planeta vivo, onde todos os seres vivos e até os inanimados compartilham uma consciência, com poderes suficientes para alterar a mente de qualquer ser humano. No clímax do livro, Trevize, encurralado pela Prefeita da Fundação e Gendibal, é chamado a escolher entre a Fundação, a Segunda Fundação e Gaia, como modelos para o futuro da humanidade.

Fundação e Terra

Ainda incerto sobre a decisão que tomou, Trevize continua por sua busca à Terra com Pelorat e uma habitante de Gaia, acreditando que encontrará no planeta de origem a resposta que buscava. Eventualmente eles acham uma lista de planetas que poderiam se tratar do planeta lendário, e descobrem Aurora, Solaria e Melpomenia, planetas fora dos mapas, mas não encontra a resposta para seus dilemas em nenhum deles.

Aurora e Melpomenia estavam desertos há muito tempo, mas Solaria contém uma pequena população extremamente avançada na área de mentálica. Quando sua vida é ameaçada, Bliss -- a mulher de Gaia -- usa suas habilidades para destruir um solariano prestes a matá-los. Descobrindo que ele havia deixado para trás uma criança pequena que seria exterminada caso deixada sozinha, Bliss convence os outros a levá-la consigo.

Eventualmente Trevize descobre a Terra mas, de novo, não há nenhuma satisfação para seu dilema. Apesar disso, Trevize percebe que a resposta pode não estar na Terra, mas em seu satélite: a Lua. Ao chegar no astro, eles são recebidos em seu núcleo por um robô conhecido como R. Daneel Olivaw. Olivaw explica que ele vem guiando a história humana por milhares de anos, e que esta é a razão que o plano de Seldon vem mantendo-se em curso, apesar das intervenções feitas pelo Mulo. Olivaw também afirma que ele está no fim de sua vida e que, apesar de ter reposto suas partes e seu cérebro cada vez mais complexo -- que contém vinte mil anos de memórias -- ele está para morrer brevemente.

Também explica que nenhum cérebro robótico desenvolvido é complexo o bastante para substituir o seu atual e que para continuar guiando os passos da humanidade -- que pode acabar sob ataque de outros seres de além da galáxia -- ele precisa fundir sua mente com a de um intelecto orgânico.

Mais uma vez, Trevize é colocado na escolha de deixar Olivaw fundir seu cérebro com o da mente superior da criança solariana, e se isso seria o melhor para o bem estar da Galáxia.

Edições no Brasil

Em Junho de 2009 até 2010, a Editora Aleph relançou a Trilogia, reeditada e com nova tradução em diversas edições. Foi lançado em formato box, com os três livros em separado.

Em 2012, a Aleph lança Limites da Fundação, que havia sido publicado nos anos 80 pela extinta Editora Hemus sob o título "Fundação II" e em 2013 lançou também "Fundação e Terra" (antes intitulado "Fundação e A Terra").

Ainda em 2013, a mesma editora lançou a obra complementar Prelúdio á Fundação, (antes chamada de Prelúdio Para Fundação) 6º livro da série, e finalmente em 2014, Origens da Fundação, (antes publicada como "Crônicas da Fundação"), 7º e último livro da série original, completando assim toda obra da Fundação de Asimov de volta as livrarias brasileiras.

A série ganha vida nas telas

Estreou em 24 de setembro em 2021, pela Apple TV+. Uma produção de aproximadamente $50 milhões de dólares.

Primeira temporada

Logo nos primeiros episódios, vemos que o cientista Hari Seldon convoca a matemática Gaal Dornick para lhe auxiliar nos estudos de psico-história sobre a futura queda do Império Galácticos. Vinda de um planeta rural, Gaal rapidamente se vê envolvida na trama política perigosa idealizada pelos Irmãos Dia, Alvorada e Crepúsculo.

Os dois chegam a ser presos, mas são perdoados pelo Irmão Dia, com a condição de migrarem para um novo planeta chamado Terminus. Lá, a dupla, junto com Raych, filho adotivo de Hari, devem fundar um novo repositório de conhecimento chamado Fundação. O intuito é fazer com que o colapso do Império Galáctico previsto por Hari e Gaal seja encurtado. No entanto, uma tragédia ocorre contra Hari e Gaal se vê sozinha para tentar salvar o futuro da galáxia.

Segunda temporada

Quando o revolucionário Dr. Hari Seldon prevê a queda iminente do Império, ele e um grupo de seguidores leais se aventuram nos confins da galáxia para estabelecer a Fundação em uma tentativa de reconstruir e preservar o futuro da civilização. Enfurecidos pelas alegações de Hari, os governantes Cleons — uma longa linhagem de clones imperadores — temem que seu domínio sobre a galáxia possa estar enfraquecendo, pois são forçados a contar com a realidade potencial de perder seu legado para sempre.

Terceira temporada

Em produção. David S. Goyer, o criador, esta animado pela continuação da série e sobre o futuro dos personagens. E vai toda sobre o Mulo, um mutante capaz de manipular as emoções dos outros. Ele também é um estrategista militar brilhante e representa uma grande ameaça para a Fundação.


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sábado, 14 de agosto de 2021

Devoradores de Estrelas - Andy Weir


Ryland Grace é o único sobrevivente de uma desesperada missão de emergência ― se ele falhar, toda a humanidade e o planeta Terra serão destruídos.

Mas no momento ele não sabe disso. Ryland não se lembra nem do próprio nome, muito menos de sua missão ou de como cumpri-la. Tudo o que ele sabe é que dormiu por muito, muito tempo. E que despertou a milhões de quilômetros de casa, com apenas dois cadáveres como companhia.
Com os colegas de tripulação mortos e as memórias confusas retornando aos poucos, Ryland vai perceber a tarefa impossível que tem nas mãos. Viajando pelo espaço em sua pequena nave, cabe a ele descobrir a resposta para um enorme mistério científico ― e derrotar a ameaça de extinção da nossa espécie.
O tempo está acabando, e o humano mais próximo está a anos-luz de distância, então Ryland terá que fazer tudo isso sozinho.
Ou será que não?

Sobre o livro Devoradores de Estrelas

“Só agora me dou conta: não sei quem eu sou. Não sei o que faço. Não me lembro de absolutamente nada.”

O protagonista vai aos poucos tendo alguns flashbacks que ajudam a entender onde está e o que está fazendo. Devoradores de Estrelas é todo escrito em primeira pessoa, tipo de escrita que geralmente eu não gosto, mas que aqui foi feita de maneira incrível. Não tinha lido nada do autor antes e só vi a adaptação de seu livro mais famoso, Perdido em Marte, então estava esperando uma ficção científica um pouco divertida, mas é muuuuuuuuuuito além das expectativas.

A narrativa flui seguindo os pensamentos do personagem. Cada comentário, piada, ou interrupção de pensamento são escritas com muita naturalidade e dão um ótimo humor, que ajuda muito uma situação que vemos ser cada vez mais sinistra e tensa. A cada capítulo de Devoradores de Estrelas, vamos descobrindo junto ao protagonista o que está acontecendo e por que está ali, e o coração só vai apertando cada ver mais.

O tempo é crucial aqui. E, infelizmente, enquanto eu dormia, passaram-se pelo menos treze anos na Terra.”

Desde o início, Weir apresenta uma ficção científica com uma característica muito típica dos clássicos, mas que vem sumindo um pouco hoje em dia (exceto em filmes do Christopher Nolan, para total desprezo de nosso colega redator, Tiago Soares): as explicações científicas. Devoradores de Estrelas é cheio delas, mas o autor trabalha todas de forma que fica sendo mais uma explicação prática e divertida do que uma aula chata e entediante. Elas são super importantes também para entender tudo o que está acontecendo ao redor do protagonista e no estranho cenário onde ele se encontra.

[…] estamos testemunhando fenômenos bizarros em todo o mundo. A temporada de ciclones está dois meses adiantada. Semana passada nevou no Vietnã.”

Sendo um livro bastante científico, os momentos de tensão são gerados em torno da situação em que nosso herói se encontra e dos experimentos que tem que fazer. Mas não se engane, são tensos mesmos, de prender a respiração até ver o resultado. Existem algumas poucas cenas de ação, que adicionam mais tensão ainda, porém realmente tem um foco mais voltado para esse lado laboratorial da ciência, além de todo o drama e tensão causado pelos Devoradores de Estrelas em si.

O livro apresenta poucos personagens. Na narrativa presente, temos nosso protagonista sozinho por boa parte do tempo. Em seus flashbacks conhecemos as pessoas que se envolveram em todo o plot e como elas colaboraram para que ele se encontre onde está. Devoradores de Estrelas mostra uma grande diversidade de pessoas, inclusive por ter partes que passam em vários países diferentes.


Fonte: aodisseia.

domingo, 21 de junho de 2020

Viajando pelas Séries #019 - Dark


Quatro diferentes famílias vivem em uma pequena cidade alemã. Suas vidas pacatas são completamente atormentadas quando duas crianças desaparecem misteriosamente e os segredos obscuros das suas famílias começam a ser desvendados.

Dark é uma série alemã de drama, suspense e ficção científica criada por Baran bo Odar e Jantje Friese e distribuída pela Netflix. E ganhou diversos prêmios.


Primeira e Segunda temporada para que você possa entender

E uma série sobre viagens no tempo e daí vem grande parte da complexidade da trama: o público acompanha tudo o que aconteceu na pequena cidade fictícia de Winden, na Alemanha, principalmente nos anos de 1953, 1986 e 2019 (ou seja, em pontos-chave de dois ciclos de exatamente 33 anos cada). Os acontecimentos não são mostrados de forma linear ou cronológica; e os personagens aparecem em diferentes fases da suas vidas.
As viagens no tempo são possíveis porque, em uma caverna em um bosque de Winden, existe um "buraco de minhoca" - uma característica hipotética do espaço-tempo que funcionaria como um "túnel" entre dois momentos distintos. O surgimento do buraco de minhoca está ligado de alguma forma a uma explosão que aconteceu em 1986 na usina nuclear que existe em Winden.
Acontece que, em Dark, os acontecimentos ao longo do tempo não se influenciam apenas na ordem que parece lógica. "O tempo não influencia apenas o futuro: o futuro também influência o passado. É igual à questão do ovo ou da galinha. Eles estão conectados”, afirma o personagem H.G. Tannhaus, relojoeiro de Winden e autor, na série, de um livro chamado Uma Viagem no Tempo. Nas entradas dos portais que possibilitam as viagens no tempo, está escrita, em latim, a frase "Sic mundus creatus est” (E então o mundo foi criado).
Já na primeira temporada, o público é apresentado ao personagem Noah, que tem o objetivo de criar uma máquina do tempo para estabilizar as viagens cíclicas de 33 anos e controlar o que acontece no mundo. Nos anos 1980, com a ajuda de Helge, Noah construiu uma máquina do tempo em um quarto acima da caverna onde está o buraco de minhoca, e passou a conduzir diversos testes com crianças para descobrir se a viagem controlada no tempo seria possível. O problema todas as crianças que foram submetidas aos experimentos acabaram mortas.

Em 2019, porém, um garoto chamado Mikkel Nielsen viaja no tempo sem passar pelos experimentos: ele se perde na caverna e entra sem querer no buraco de minhoca, indo parar em 1986. Mikkel vive a experiência de conhecer seus pais adolescentes, e não consegue voltar para casa e nem convencer ninguém de que veio do futuro. Ele aceita sua nova realidade, é adotado e ganha o nome de Michael e é o homem que cometeu suicídio logo antes de a primeira temporada de Dark começar.


















As relações familiares de Dark


Entender quem é quem, e quais são as relações entre os personagens, facilita a vida de quem assiste Dark. Como já falamos, o protagonista e Jonas Kahnwald: ele é filho de Michael (na verdade Mikkel Nielsen) e Hannah Kahnwald. Hannah tem um caso com Ulrich Nielsen (que é pai de Mikkel/Michael); e Jonas é apaixonado por Martha Nielsen (filha de Ulrich, irmã de Mikkel/Michael, e, consequentemente, tia de Jonas). A mãe adotiva de Michael é Ines Kahnwald; uma enfermeira que adota Mikkel quando ele fica preso em 1986. Em 1953, conhecemos também o chefe de polícia Daniel Kahnwald, que faz parte das investigações sobre a descoberta dos corpos de Erick Obendorf e Yasin Friese.
A outra família já citada, portanto, é a dos Nielsen. Ulrich (um policial que tem um caso com Hannah Kahnwald) e Katharina (diretora da escola de Winden) são pais de Martha (interesse amoroso de Jonas), Magnus (namorado de Franziska Doppler) e Mikkel. Em 1986, Ulrich perdeu um irmão, Mads Nielsen, que desapareceu em circunstâncias muito parecidas com as do desaparecimento do próprio Mikkel. A avó de Ulrich é Agnes Nielsen, mãe de Tronte Nielsen: ela chega em Winden em 1953, sozinha com o filho, e passa um tempo morando com os Tiedemann. Tronte Nielsen, pai de Ulrich, teve um caso com Claudia Tiedemann nos anos 1980.
A já citada Franziska Doppler (namorada de Magnus Nielsen) é filha de Peter (psiquiatra que atende Jonas Kahnwald quando ele entra em depressão após o suicídio do pai) e Charlotte Doppler (Charlotte é chefe de polícia em Winden e colega de trabalho de Ulrich Nielsen). Peter é filho de Helge, que hoje está internado em um asilo, e que trabalhou com Noah durante um período nos anos 1980. O pai de Helge, por sua vez, era Bernd Doppler, fundador e diretor da usina nuclear até sua substituição por Claudia Tiedemann, em 1986. Já Charlotte é neta de H.G. Tannhaus, o relojoeiro e estudioso de viagens no tempo. Peter e Charlotte tem também uma filha mais nova, Elisabeth.
O diretor da usina nuclear em 2019 é Aleksander Tiedemann: Aleksander assumiu o sobrenome de sua esposa, Regina Tiedemann (dona do hotel da cidade), que é filha de Claudia Tiedemann (que é quem dirige a usina nuclear em 1986). Regina Tiedemann, aliás, foi a última pessoa a ver Mads Nielsen com vida. Claudia, por sua vez, era filha de um policial chamado Egon Tiedemann, que esteve envolvido nas investigações a respeito do desaparecimento de Mads Nielsen em 1986. Aleksander e Regina tem um filho, Bartosz, amigo de Jonas.
Nós, o público, sabemos que o verdadeiro nome de Aleksander Tiedemann é Boris Niewald: ao chegar a Winden em 1986, ele esconde seu passaporte na floresta, assume a identidade de Aleksander Köhler, e consegue emprego na usina nuclear com Claudia Tiedemann. Hannah Kahnwald conhece a verdadeira identidade de Aleksander Tiedemann, e o chantageia por isso.


Os desaparecimentos


Além de Mikkel e Mads, outras crianças que desapareceram são citadas - como Erick Obendorf, que some antes de Mikkel; e Yasin Friese, amigo de Elisabeth Doppler. O corpo de Mads é encontrado por Ulrich Nielsen logo no início da primeira temporada de Dark, durante a busca por Mikkel e o que espanta é que Mads está com a exata aparência que teria se tivesse desaparecido na véspera, e não 33 anos antes. Já os corpos de Eric e Yasin são encontrados enterrados em uma pilha de areia em 1953, no terreno que estava em obras para a construção da usina nuclear.
















Ou seja: todas as crianças que morreram em função do experimento temporal de Noah (lembrando que Mikkel escapou da morte por ter entrado sem querer no buraco de minhoca, sem passar por nenhum tipo de teste) tiveram seus corpos enterrados em outras décadas, para não levantar suspeitas sobre a dupla de sequestradores que atuava nos anos 1980, é por isso que Mads aparece em 2019; e Erick e Yasin, em 1953. Os corpos das crianças têm algumas características em comum, como os olhos queimados e os tímpanos arrebentados.

Outras viagens no tempo


Ao longo da série, além de Mikkel, outros personagens também viajam no tempo. Um deles é Ulrich Nielsen, que descobre o que aconteceu com Mads (e suspeita que o mesmo pode ter acontecido com Mikkel) e consegue voltar para 1953 - onde tenta matar um Helge ainda criança, para evitar que ele cresça e sequestre os meninos. Helge, porém, sobrevive (é por causa do ataque de Ulrich, aliás, que o Helge adulto tem cicatrizes no rosto); e Ulrich vai parar na prisão em 1953. Ele é preso, aliás, por um jovem policial Egon Tiedemann, que, em 1986, acusaria o mesmo Ulrich Nielsen, então adolescente, de ser responsável pelo desaparecimento do irmão Mads.
O Helge de 2019, idoso, também volta ao passado, para tentar impedir o Helge jovem, de 1986, de ajudar Noah. Helge tenta matar o Helge mais jovem em um acidente de carro - mas acaba morto ele mesmo.
E, claro, há O Estranho: um homem misterioso que aparece em Winden e se hospeda no hotel de Regina Tiedemann. No final da primeira temporada, descobrimos que O Estranho é a versão adulta de Jonas que volta ao passado para deixar instruções a si mesmo a respeito do que fazer. O grande objetivo de Jonas é descobrir uma maneira de interromper a repetição de ciclos de 33 anos e modificar os acontecimentos do futuro; o que, até agora, parece impossível, visto que cada acontecimento de 2019, por exemplo, já foi estritamente definido pelo desenrolar das coisas em 1953 e 1986.
Dark brinca diversas vezes com um paradoxo famoso entre os entusiastas das viagens no tempo, o Paradoxo de Bootstrap: o Jonas de 2019 só sabe o que fazer porque o O Estranho (que é o próprio Jonas do futuro) o ensina, o que nos leva a supor que O Estranho, por sua vez, aprendeu tudo o que sabe com outro Jonas, que veio do futuro quando O Estranho se encontrava em 2019. Então de onde veio esse conhecimento, afinal? Qual é a fonte original dessas informações? Outro exemplo: em 1986, o Jonas adulto, seguindo instruções de Claudia Tiedemann, aciona a máquina do tempo porque acha que isso pode anular o buraco de minhoca dentro da caverna. Mas Noah afirma que essa ação foi justamente o que criou o buraco de minhoca.
E há mais: no final da primeira temporada, Jonas vai parar em 2052, em uma sociedade com ar pós-apocalíptico, onde a usina nuclear foi quase totalmente destruída em um acidente (é em 1952 que Jonas adquire as cicatrizes no pescoço que vemos n'O Estranho desde sua primeira aparição). Elisabeth Doppler, que é apenas uma criança em 2019, é a implacável líder da comunidade de Winden em 2052.
Outra viajante frequente do tempo é Claudia Tiedemann, a ex-diretora da usina nuclear, que, já idosa, confronta Noah na batalha pelo controle das viagens no tempo. Claudia influencia fortemente O Estranho; e os dois, juntos, são quem fornece as instruções para que H.G. Tannhaus consiga construir sua "máquina do tempo", usada diversas vezes na série. Outro Paradoxo de Bootstrap: como Jonas poderia ter voltado no tempo e ensinado alguém a criar a máquina do tempo, sem a existência prévia da tal máquina?

Mais um ciclo temporal e a identidade de Adam


Na segunda temporada, Jonas acessa mais uma data nos ciclos de 33 anos: 1921, onde conhece um Noah ainda jovem, que o recruta para finalmente conhecer o grupo de Viajantes. É em 1921 que Jonas descobre a real identidade de Adam, o verdadeiro líder dos Viajantes: Adam é o próprio Jonas; um Jonas ainda mais velho que O Estranho, com o rosto profundamente marcado por suas dezenas, talvez centenas, de viagens pelo tempo. Adam revela a Jonas que descobriu como viajar para qualquer data no tempo, independente dos ciclos de 33 anos, com a ajuda de uma massa de energia criada por ele mesmo. O desejo de Adam é que Jonas viaje até a véspera do suicídio de Michael e o impeça, porque o suicídio seria o estopim de tudo o que aconteceu depois.

Acontece que, ao retornar para 2019, Jonas descobre que é ele mesmo quem orquestra o desaparecimento de Mikkel e o suicídio do próprio pai, tornando a repetir os acontecimentos no tempo, exatamente como já se desenrolaram antes. No final da temporada, fica claro que o verdadeiro objetivo de Adam é garantir que tudo realmente aconteça como sempre aconteceu (diferente do que ele disse ao Jonas jovem): por motivos que ainda não conhecemos, ele quer se tornar exatamente quem é.

A Matéria Escura e "A Partícula de Deus"


A segunda temporada é também o momento em que Dark mergulha mais fundo em alguns conceitos físicos: a massa negra - que parece um pouco um líquido, um pouco fumaça, um pouco algo vivo, um pouco simplesmente um vazio na escuridão, descoberta por Jonas nas ruínas da usina nuclear na Winden de 2052 é explicada por Adam como sendo matéria escura, teoria que diz que boa parte do universo é formada por essa matéria, invisível por não emitir ou refletir luz.
Adam também cita o Bóson de Higgs, também conhecido como "Partícula de Deus", uma partícula subatômica responsável por conceder massa a todas as outras. Aquela massa negra, diz a série, seria resultado de uma imensa descarga de energia, como um "mini Big-Bang" ("e então o mundo foi criado"?). O próprio Adam descobriu como produzir, ele mesmo, essa massa de energia negra, e a fez interagir com a massa vista por Jonas na usina.

Noah e Claudia


Assim como Jonas, outros personagens centrais ao longo da série são Noah e Claudia. Até a aparição de Adam, acreditamos que Noah é o líder dos Viajantes - mas depois descobrimos que Noah só seguia as ordens de Adam por acreditar que o líder tinha o objetivo de evitar o Apocalipse (supostamente, um acidente nuclear ocorrido em Winden em 27 de junho de 2020, sim, exatamente a data de estreia da terceira temporada). Ao descobrir que essa não é verdadeira intenção de Adam (e que, consequentemente, a família de Noah não será salva do apocalipse), Noah tenta matá-lo e acaba morto por Agnes, outra dos Viajantes (Agnes Nielsen, a avó de Ulrich).
O interessante é que Noah se envolveu com a Elisabeth de 2052, e com ela, teve uma filha, Charlotte, que foi enviada para ser criada no passado. Sim, Charlotte Doppler, mãe da menina Elisabeth em 2019: as duas são mães e filhas uma da outra, ao mesmo tempo. Charlotte descobre que Noah é seu pai, mas ainda não sabe a verdade sobre sua mãe.
A Clauda idosa, por sua vez, viaja bastante entre as décadas, e parece agir no sentido de garantir que sua versão mais jovem desenvolva o interesse necessário para seguir seus passos: ela visita a si mesma para contar tudo o que aconteceu, e enterra o dispositivo de viagem no tempo no terreno da casa de sua versão adulta. Em 1986, Claudia (que ganha o livro Uma Viagem no Tempo de Helge Doppler) começa a entender o que aconteceu e a pesquisar sobre a Partícula de Deus, para tentar descobrir como evitar o apocalipse. Ela viaja para o futuro e aprende, por meio da internet, que, em 1986, foi considerada desaparecida. Claudia também acaba causando a morte do pai, o policial Egon Tiedemann, ao tentar evitá-la.

Os sobreviventes do apocalipse


A segunda temporada fez com que a maioria dos personagens principais fosse parar em lugares ou épocas que vão permitir que eles sobrevivam ao apocalipse previsto para o dia 27 de junho de 2020. Ulrich Nielsen e Hannah Kahnwald estão em 1953. Mikkel e Bartosz estão em 1987, e Katharina Nielsen também pode estar lá, uma vez que é vista tentando chegar ao buraco de minhoca escondido na caverna momentos antes da explosão. Magnus e Franziska foram levados pelo Jonas adulto para uma época ainda não revelada, mas já vimos o casal, agora como dois adultos, como parte do grupo de Viajantes em 1921: será que é para lá que eles foram?

[Spoiler!] [Não leia se não tiver assistido ainda]
Final da segunda temporada


No último episódio da segunda temporada de Dark, Adam chega a 2020 e mata Martha - supostamente, porque isso é necessário para que Jonas desenvolva sentimentos e objetivos que vão fazê-lo "tornar-se" Adam no futuro. Acontece que, logo em seguida, Jonas recebe a visita de outra Martha, que diz que veio não de um tempo diferente, e sim de um mundo diferente e, usando um dispositivo parecido com a máquina do tempo que já conhecemos, leva Jonas dali.


Pode essa nova Martha ter vindo de uma linha temporal diferente, ou seja, uma linha originada por um acontecimento ou uma ação de alguém que descobriu como quebrar o eterno ciclo repetitivo do tempo? Ou ela de fato veio de um outro universo? A teoria do multiverso também é forte na física, e pode ser o próximo passo de uma série que já lida com viagens no tempo e outras teorias científicas complexas.

Vídeo da terceira temporada



Obs: Só digo uma coisa os criadores arramaram todas as pontas soltas no final.


E aí, está preparado para essa série paradoxal?

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