domingo, 31 de maio de 2020

Viajando pelas Séries #018 - New Armsterdan




Produzida por Peter Horton (de ‘Grey’s Anatomy’), e inspirada em histórias reais passadas no hospital mais antigo dos Estados Unidos, ‘New Amsterdam’ acompanha a rotina do dedicado e brilhante Dr. Max Goodwin (Ryan Eggold), novo diretor médico do hospital, que faz de tudo para superar os problemas de infraestrutura e a burocracia e atender os pacientes. Sem aceitar ‘não’ como resposta, Max incentiva seus funcionários a irem além, buscando excelência, para assim transformar o que antes era um hospital subestimado e sem investimento em referência no universo médico.
A NBC revelou que a série estrelada por Ryan Eggold foi renovada para mais 3 temporadas.

1ª Temporada

Inspirada no histórico hospital de Nova Iorque, Bellevue, Hospital New Amsterdam acompanha o charmoso Dr. Max Goodwin (Ryan Eggold), o mais novo diretor médico do hospital-título. Empenhado em dar nova vida ao hospital, Dr. Goodwin luta contra a burocracia e a falta de fundos para trazer a instituição de volta aos seus dias de glória.

2ª Temporada

Max (Ryan Eggold) tenta voltar a rotina, após um acidente catastrófico e o nascimento de sua filha. Iggy (Tyler Labine) e Kapoor (Anupam Kher) descobrem que um paciente pode ter sofrido envenenamento por chumbo.

Elenco
Ryan Eggold, Janet Montgomery, Freema Agyeman, Jocko Sims, Daniel Dae Kim, Tyler Labine, Anupam Kher.

Por causa do covid-19 a série foi cancela as gravações esse ano. Metade do Elenco testou positivo.

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domingo, 24 de maio de 2020

Box Nórdicos - contos, lendas, sagas e mitos nórdicos

A coleção Nórdicos reúne histórias encantadoras dos povos antigos que habitaram o norte da Europa, região que, atualmente, é composta pelos países Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia. Nele, o leitor conhecerá os melhores contos de fadas, lendas, sagas e mitos nórdicos. São histórias cheias de simbologia, cujos personagens são venerados como deuses, semideuses e heróis, e que vão proporcionar uma experiência muito agradável, seja para crianças, jovens ou adultos. Primeiro volume – Contos e lendas A primeira parte traz contos de fadas mágicos e histórias extraordinárias de autores como Hans Christian Andersen, J. Jakobsen, Peter Christen Asbjørnsen e Jørgen Moe, que falam sobre valores como bravura, coragem, humildade e perseverança. Em suas narrativas a bondade é sempre recompensada. A segunda parte introduz o leitor em um mundo de aventura povoado por criaturas místicas como trolls, anões, orcs, elfos e gigantes. Segundo volume – Mitos e sagas Na primeira parte desse volume, dedicada aos mitos, reunimos contos que abordam desde a criação da humanidade, o nascimento, os feitos e as personalidades de deuses como Odin, Thor e Loki, até a grande batalha de Ragnarók, que tudo destruirá para que o mundo renasça. Das Eddas de Snorri Sturluson selecionamos algumas histórias que foram traduzidas em uma linguagem simples e acessível para o público moderno. As sagas, por outro lado, contam histórias de homens e heróis, e são a grande inspiração por trás de boa parte da literatura de fantasia que, ainda hoje, continua a fascinar leitores e a inspirar autores e artistas no mundo todo. Os vikings, por exemplo, tornaram-se uma constante no imaginário ocidental contemporâneo. Estão presentes em obras populares, como os livros de J. R. R. Tolkien, a série de TV Game of Thrones, as HQs e os filmes da Marvel. Neste volume você vai encontrar algumas aventuras, viagens marítimas, grandes batalhas, explorações e descobertas.

domingo, 17 de maio de 2020

A Realidade de Madhu - Melissa Tobias (obra que previu a pandemia)

Nesta obra escrita a quase duas décadas a autora descreve o cenário pandêmico de hoje.

Pela primeira vez, não haverá vitoriosos.
O fim das polaridades está próximo.

Neste surpreendente romance de ficção científica, Madhu é abduzida por uma nave intergaláctica. A bordo da colossal nave alienígena, fará amizade com uma bizarra híbrida, conhecerá um androide que vai abalar seu coração e aprenderá lições que mudarão sua vida para sempre.
Madhu é uma Semente Estelar e terá que semear a Terra para gerar uma Nova Realidade que substituirá a ilusória realidade criada por Lúcifer. Porém, a missão não será fácil, já que Marduk, personificação de Lúcifer na Via Láctea, com a ajuda de seus fiéis sentinelas reptilianos, fará de tudo para não deixar a Nova Realidade florescer.
Madhu terá que tomar uma difícil decisão. E aprenderá a usar seu poder sombrio em benefício da Luz.

"Em 2020, quando a Terceira Realidade terminou de
envolver todo o planeta Terra, uma pandemia global matou mais
de três bilhões de terráqueos. Foi um momento muito caótico que durou dois anos. Foi uma pandemia viral psicossomática que
penetrava somente em corpos incompatíveis com a vibração de
amor ao próximo. Não havia para onde fugir – explicou Tarala.
E, depois do caos, veio a ordem. Atualmente as cidades
grandes estão completamente desérticas. Ninguém mais mora em
cidades grandes. As pessoas migraram para locais mais próximos
da natureza e do ar limpo para tentar fugir da pandemia. Vivem
no campo, ou em pequenas cidades de interior. Todos cultivam
plantações e dividem seus plantios entre eles." 
(Fragmentos do livro p. 165/166.)

domingo, 10 de maio de 2020

Especial Svetlana Aleksiévitch - autora de Vozes de Chernobyl.



Nascida em 31 de maio de 1948 no oeste da Ucrânia em uma família de professores rurais, formada em jornalismo pela Universidade de Minsk, Svetlana Alexsiévitch , trabalhou na década de 1970 na editoria de cartas à redação do "Selskaya Gazeta", o jornal das fazendas coletivas soviéticas.

Foi repórter em vários jornais locais e, em seguida correspondente para revista literária Neman. Passou parte da carreira se dedicando a escrita narrativas de entrevistas com testemunhas de acontecimentos dramáticos no país, como a Segunda Guerra Mundial, a queda da União Soviética e do desastre do Chernobyl. Por conta da perseguição no regime do presidente Aleksander Lukashenko, Aleksiévitch abandonou o leste europeu e foi morar em cidades como Paris, Berlim e Gotemburgo. Em 2011, voltou para Minsk.
Em 2015 ganho o Nobel por desmitificar a União Soviética em seus livros.


Algumas de suas obras:



VOZES DE TCHERNÓBIL

Em 26 de abril de 1986, uma explosão seguida de incêndio na usina nuclear de Tchernóbil, na Ucrânia - então parte da finada União Soviética -, provocou uma catástrofe sem precedentes em toda a era nuclear: uma quantidade imensa de partículas radioativas foi lançada na atmosfera da URSS e em boa parte da Europa. Em poucos dias, a cidade de Prípiat, fundada em 1970, teve que ser evacuada. Pessoas, animais e plantas, expostos à radiação liberada pelo vazamento da usina, padeceram imediatamente ou nas semanas seguintes.
Tão grave quanto o acontecimento foi a postura dos governantes e gestores soviéticos (que nem desconfiavam estar às vésperas da queda do regime, ocorrida poucos anos depois). Esquivavam-se da verdade e expunham trabalhadores, cientistas e soldados à morte durante os serviços de reparo na usina. Pessoas comuns, que mantinham a fé no grande império comunista, recebiam poucas informações, numa luta inglória, em que pás eram usadas para combater o átomo. A morte chegava em poucos dias. Com sorte, podia-se ser sepultado como um patriota em jazigos lacrados.
É por meio das múltiplas vozes - de viúvas, trabalhadores afetados, cientistas ainda debilitados pela experiência, soldados, gente do povo - que Svetlana Aleksiévitch constrói esse livro arrebatador, a um só tempo, relato e testemunho de uma tragédia quase indizível. Cenas terríveis, acontecimentos dramáticos, episódios patéticos, tudo na história de Tchernóbil aparece com a força das melhores reportagens jornalísticas e a potência dos maiores romances literários. Eis uma obra-prima do nosso tempo.


A GUERRA NÃO TEM ROSTO DE MULHER

A história das guerras costuma ser contada sob o ponto de vista masculino: soldados e generais, algozes e libertadores. Trata-se, porém, de um equívoco e de uma injustiça. Se em muitos conflitos as mulheres ficaram na retaguarda, em outros estiveram na linha de frente.
É esse capítulo de bravura feminina que Svetlana Aleksiévitch reconstrói neste livro absolutamente apaixonante e forte. Quase um milhão de mulheres lutaram no Exército Vermelho durante a Segunda Guerra Mundial, mas a sua história nunca foi contada. Svetlana deixa que as vozes dessas mulheres ressoem de forma angustiante e arrebatadora, em memórias que evocam frio, fome, violência sexual e a sombra onipresente da morte.

O FIM DO HOMEM SOVIÉTICO

O povo russo assistiu com espanto à queda do Império Soviético. A política de abertura do governo Gorbatchóv impôs uma mudança drástica da estrutura social, do cotidiano e, sobretudo, da direção ideológica da população.

Svetlana Aleksiévitch examina a vida das pessoas afetadas por essa transformação. Em cada personagem está um pouco da história russa - a mãe cuja filha morreu em um atentado; a antiga funcionária do Partido Comunista que coleciona carteiras abandonadas de ex-filiados; o velho militante que passou dez anos em um campo de trabalhos forçados.

O livro traz um painel fantástico de russos de todas as idades que se movem entre a possibilidade de uma vida diferente e a derrocada da sociedade que conhecem.

AS ÚLTIMAS TESTEMUNHAS

Neste livro doloroso e potente, a Nobel de literatura Svetlana Aleksiévitch reuniu os relatos francos de vários sobreviventes da Segunda Guerra que, quando crianças, testemunharam horrores que nenhum ser humano jamais deveria experimentar.
A Segunda Guerra Mundial matou quase 13 milhões de crianças e, em 1945, apenas na Bielorrússia, havia cerca de 27 mil delas em orfanatos, resultado da devastação tremenda causada pelo conflito no país. Entre 1978 e 2004, a jornalista Svetlana Aleksiévitch entrevistou uma centena desses sobreviventes e, a partir de seus testemunhos, criou uma narrativa estupenda e brutal de uma das maiores tragédias da história. A leitura dessas memórias não é nada além de devastadora. Diante da experiência dessas crianças se revela uma dimensão pavorosa do que é viver num tempo de terror constante, cercado de morte, fome, desamparo, frio e todo tipo de sofrimento. E o que resta da infância em uma realidade em que nada é poupado aos pequenos? Neste retrato pessoal e inédito sobre essas jovens testemunhas, a autora realizou uma obra-prima literária a partir das próprias vozes de seus protagonistas, que emprestaram suas palavras para construir uma história oral da Segunda Guerra.


MENINOS DE ZINCO

A brutalidade da guerra soviético-afegã é retratada nesta extraordinária obra, com o olhar sempre preciso e humano.
Entre 1979 e 1989, as tropas soviéticas se envolveram em uma guerra devastadora no Afeganistão, que causou milhares de baixas em ambos os lados. Enquanto a URSS falava de uma missão de "manutenção da paz", levas e levas de mortos eram enviadas de volta para casa em caixões de zinco lacrados. Este livro apresenta os testemunhos honestos de soldados, médicos, enfermeiras, mães, esposas e irmãos que descrevem os efeitos duradouros da guerra.
Ao tecer suas histórias, Svetlana Aleksiévitch nos mostra a verdade sobre o conflito soviético-afegão: a destruição e a beleza de pequenos momentos cotidianos, a vergonha dos veteranos que retornaram, as preocupações com todos que ficaram para trás. Publicado pela primeira vez em 1991, Meninos de zinco provocou enorme controvérsia por seu olhar perspicaz e angustiante sobre as realidades da guerra.

"A proeza de Aleksiévitch elevou a história oral a uma dimensão totalmente diversa." – Antony Beevor


domingo, 3 de maio de 2020

O jovem Hitler: Os anos de formação do Führer - Paul Ham.


Biógrafos normalmente deixam em segundo plano a história de Hitler na Primeira Guerra Mundial. Censores nazistas fizeram de tudo para suprimir os fatos de sua juventude, e, para a maioria das pessoas, seu papel na Grande Guerra permanece obscuro.
Quando jovem, ninguém diria que Adolf Hitler seria o futuro líder da Alemanha, conquistador da Europa e exterminador dos judeus. Sem ambições acadêmicas e com poucos amigos, ele era teimoso e obstinado, considerado excêntrico e sem habilidades sociais. Então, quais combinações de traços, circunstâncias e eventos o moldaram para que se tornasse quem se tornou?
As respostas estão nas experiências de sua juventude, em Linz, Viena e Munique, e como um jovem soldado na Grande Guerra. Quando Hitler foi para a guerra, em 1914, com 25 anos, embarcou no que mais tarde definiria como “a experiência mais estupenda da vida”. Ao fim da guerra, na cama de um hospital e temporariamente cego pelo gás de mostarda, ele abriu os olhos em um novo e terrível mundo: a Alemanha havia sido derrotada e o Kaiser estava foragido.
Hitler, porém, nunca aceitou esses eventos. A guerra foi uma marca dolorosa em sua personalidade, e dela nasceu a determinação para a vingança contra os “criminosos” que assinaram o armistício, contra os socialistas que ele acusava de esfaquear o exército pelas costas e, mais violentamente, contra os judeus.

“Um estudo conciso de um dos homens mais fascinantes e cruéis da história… Essencial para qualquer um interessado em história militar.” ― Soldier.

domingo, 26 de abril de 2020

O Tatuador de Auschiwitz - Heather Morris.


Nesse romance histórico, um testemunho da coragem daqueles que ousaram enfrentar o sistema da Alemanha nazista, o leitor será conduzido pelos horrores vividos dentro dos campos de concentração nazistas e verá que o amor não pode ser limitado por muros e cercas.

Lale Sokolov e Gita Fuhrmannova, dois judeus eslovacos, se conheceram em um dos mais terríveis lugares que a humanidade já viu: o campo de concentração e extermínio de Auschwitz, durante a Segunda Guerra Mundial. No campo, Lale foi incumbido de tatuar os números de série dos prisioneiros que chegavam trazidos pelos nazistas – literalmente marcando na pele das vítimas o que se tornaria um grande símbolo do Holocausto. Ainda que fosse acusado de compactuar com os carcereiros, Lale, no entanto, aproveitava sua posição privilegiada para ajudar outros prisioneiros, trocando joias e dinheiro por comida para mantê-los vivos e designando funções administrativas para poupar seus companheiros do trabalho braçal do campo.

Nesse ambiente, feito para destruir tudo o que tocasse, Lale e Gita viveram um amor proibido, permitindo-se viver mesmo sabendo que a morte era iminente.





domingo, 19 de abril de 2020

Nove Noites - Bernado Carvalho.


Na noite de 2 de agosto de 1939, um jovem e promissor antropólogo americano, Buell Quain, se matou aos 27 anos, de forma violenta, enquanto tentava voltar de uma aldeia indígena no coração do Brasil para a civilização. O caso se tornou um tabu para a antropologia brasileira, foi logo esquecido e permaneceu em grande parte desconhecido do público. Sessenta anos depois, ao tomar conhecimento da história por acaso, num artigo de jornal, o narrador é levado a investigar de maneira obsessiva e inexplicada as razões do suicídio do antropólogo. Em sua busca obstinada pelas cartas do morto ou pelo testamento de um humilde engenheiro que ficara amigo do antropólogo nos seus últimos meses de vida, o narrador é guiado por razões pessoais que não serão reveladas até o final do romance, mas que dizem respeito a sua experiência de criança na selva, à história e à morte de seu próprio pai. Este livro narra a descida ao coração das trevas vivenciadas pelo jovem expoente da antropologia americana às vésperas da Segunda Guerra. A história é contada em dois tempos, na combinação progressiva entre a busca pelo testamento do engenheiro e a pesquisa que o narrador vai fazendo em arquivos, atrás das cartas do antropólogo e dos que o conheceram na época e na tribo dos índios krahô, no interior do sertão brasileiro. A história de Buell Quain revela as contradições e os desejos de um homem sozinho numa terra estranha, confrontado com seus próprios limites e com a alteridade mais absoluta, numa narrativa que faz referências aos romances de Joseph Conrad e aos relatos do escritor inglês Bruce Chatwin.

domingo, 12 de abril de 2020

‘As livrarias servem de oxigênio social e intelectual para o confinamento’




A livraria La Buena Vida, de Madri, foi reconhecida como livraria cultural em 2018. Por conta da crise do coronavírus, está com as suas portas fechadas, mas não deixou de atender seus clientes. Jesús Trueba, proprietário e livreiro da La Buena Vida, para contar como está a sua rotina de trabalho nesse período de isolamento social. A conversa com Jesús dá início à série Papo do Confinamento.

Como você acha que o mercado do livro será afetado pela crise provocada pela pandemia de covid-19? Quais as áreas ou companhias que sofrerão mais?

Jesús Trueba – Como em qualquer setor, as consequências desta crise são totalmente imprevisíveis, porque não há precedentes. O que posso te assegurar é que o tecido das livrarias independentes tem um grau de exposição ao risco muito alto. Por um lado, estamos muito atomizadas e passamos por baixo do radar de muitas políticas públicas. Por outro, todos os grandes problemas econômicos nos afetam: a gentrificação e o boom imobiliário; a crise do comércio de vizinhança e do varejo tradicional; a escassa margem de lucro e o baixo poder de negociação.



Como livreiro, acredita que a sua livraria poderá minimizar essas perdas?

JT - Nós nos consideramos um serviço público e nos posicionamos como um comércio de bairro, que assegura uma forma de vida e a interação social em nossas comunidades. Seus problemas são nossos problemas. Temos potencializado nossa competitividade no mercado eletrônico, oferecendo serviços e atividades. Mas nada pode ser feito contra a competição desigual com multinacionais que pagam nem um terço dos impostos que nós pagamos. E pagamos com prazer porque entendemos que colaboramos com os nossos serviços sociais públicos.

Como você acredita que a crise afetará o mercado de livros digitais? Acha que pode criar um desequilíbrio com o livro físico?

JT - O livro digital segue sem decolar. É ainda uma expectativa. Em mercados mais maduros, inclusive, até diminuiu. Não quero falar do livro digital. É como se me pedisse para falar de cinema. O livro em papel subvenciona boa parte dos conteúdos digitais, cujas receitas dificilmente poderiam custear as traduções e os adiantamentos. Essa sim é uma realidade.

Como o vírus afetou a sua vida profissional?

JT - Mesmo com as portas fechadas, estamos trabalhando de segunda a sexta, das 11h às 13h para dar conta de pedidos, fazer a manutenção, cuidar da parte administrativa e para nos sentir úteis. Caso contrário...

O que recomendaria às pessoas que estão confinadas em casa?

JT - Há muito mais não leitores do que leitores. Esta crise é uma oportunidade para que pessoas que nunca pegam um livro nas mãos descubram o poder curador de se concentrar mentalmente em uma história que não é a sua própria e, mesmo assim, se envolver com ela. É aprender e adquirir empatia. Começar com sessões de leitura de dez minutos, várias vezes ao dia. Essa é a minha recomendação.

A La Buena Vida segue atendendo sua cliente pela internet. Por que tomou essa decisão?

JT - Seguimos porque, entre outras coisas, o próprio Estado tem ajudado, há alguns anos, o setor comercial como um todo a se digitalizar e nós nos aproveitamos essa oportunidade. Creio que fazer o uso dessas ferramentas agora é a única coisa que podemos fazer para ajudar-nos e fazer que as instituições vejam que as ajudas têm efeitos benéficos em todo o tecido empresarial.

No nosso caso, chegamos a um acordo com alguns dos nossos fornecedores habituais que realizam a operação de pedidos dentro das suas próprias instalações, eliminando etapas e intervenções de pessoas, assim como otimizando os recursos disponíveis, que são escassos.

Não seria justo deixar que só os grandes conglomerados, que não pagam impostos equivalentes em nosso país, pudessem operar. Se, por razões sanitárias, se decretasse que estes serviços não poderiam ser oferecidos, não teríamos nenhum problema em respeitar, porém, daí, ninguém poderia oferecê-los de igual modo.

Como tem gerenciado todo o processo, respeitando os protocolos sanitários?

JT - Não existe nenhum processo além daqueles realizados por um supermercado no fornecimento de alimentos, por exemplo. Além disso, nosso produto não é perecível. Existem serviços mínimos e não há contato com o público. Em Bruxelas, as livrarias ficaram de fora do fechamento do comércio. Eles entendem que as livrarias não são lugares de aglomeração de pessoas e que, ao contrário, servem de oxigênio social e intelectual para o confinamento.

Há algo que queira acrescentar?

JT - Me parece surpreendente que, em uma situação como a atual, sociedades de grande tradição democrática como as europeias possam confinar seus cidadãos em casa mediante um decreto e que, no entanto, não consigam decretar medidas igualmente excepcionais para impor a grandes empresas de tecnologia a retenção de impostos na fonte. É realmente triste e significativo.

Fonte: Publishnews.

sábado, 4 de abril de 2020

Como será o mundo após o coronavírus, segundo o escritor Yuval Noah Harari


Por causa do coronavírus, a humanidade está enfrentando uma das maiores crises da história, segundo o israelense Yuval Noah Harari, autor do best-seller “Sapiens– Uma Breve História da Humanidade”.

Diante desse cenário, disse o historiador em um texto publicado no Financial Times, as pessoas precisam fazer duas importantes escolhas.
A primeira é entre a vigilância totalitária de governos e o empoderamento do cidadão. A segunda é entre o isolamento nacionalista e a solidariedade global.

Vigilância excessiva ou saúde?


Para enfrentar a pandemia, diversos países já estão monitorando a saúde de seus cidadãos. Na Coréia do Sul, por exemplo, o governo está usando dados de localização de smartphones e registros de compras com cartão de crédito para rastrear movimentos de pacientes com coronavírus.

Na China, epicentro do vírus, o Estado tem milhões de câmeras de reconhecimento de rostos e obriga as pessoas a verificar temperatura corporal e condição médica. Já na Lombardia, região da Itália que mais sofre com a disseminação do Covid-19, os governantes estão analisando os dados de localização transmitidos pelos telefones dos italianos.

Essa vigilância, segundo Harari, tem dois lados. O aspecto positivo, falou, é que as cadeias de infecção pelo vírus podem diminuir drasticamente e até serem cortadas por completo em questão de dias por causa do monitoramento. Por outro lado, falou o escritor, isso daria legitimidade a um “novo e aterrador sistema de vigilância”.

Se as empresas e os governos começarem a coletar nossos dados biométricos em massa, eles podem nos conhecer muito melhor do que nós mesmos, e podem não apenas prever nossos sentimentos, mas também manipular nossos sentimentos e nos vender o que quiserem – seja um produto ou um político. O monitoramento biométrico faria as táticas de hackers de dados da Cambridge Analytica parecerem algo da Idade da Pedra”.

Solidariedade global versus desunião


Outro ponto abordado por Harari no texto é a questão da colaboração entre as nações. Os países deveriam, falou o escritor, compartilhar informações de maneira aberta e humilde, tanto na área médica como na área econômica. Dessa forma, falou, uma descoberta de saúde feita na China ou na Itália, por exemplo, poderia contribuir com o combate do vírus no Brasil e em outros países.

No entanto, disse Harari, atualmente os países dificilmente agem dessa forma. “Uma paralisia coletiva tomou conta da comunidade internacional. Parece não haver adultos na sala. Esperávamos ver, há algumas semanas, uma reunião de emergência de líderes globais para elaborar um plano de ação comum. Os líderes do G7 conseguiram organizar uma videoconferência apenas nesta semana, e não resultou em nenhum plano desse tipo”, falou.

Ele exemplificou a falta de união citando os Estados Unidos, que geralmente ocupam o posto de liderança em crises globais. O presidente dos EUA, Donald Trump, falou Harari, deixou todos na Alemanha espantados ao supostamente oferecer US$ 1 bilhão a uma empresa farmacêutica do país, com o objetivo de comprar os direitos de monopólio de uma nova
vacina contra o Covid-19.

Diante desse cenário de competição global mesmo no meio de uma pandemia, disse o escritor, a sociedade precisa escolher entre o caminho da desunião, exemplificado pelas atitudes do governo norte-americano, ou o caminho da solidariedade global.

Se escolhermos a desunião, isso não apenas prolongará a crise, mas provavelmente resultará em catástrofes ainda piores no futuro. Se escolhermos a solidariedade global, será uma vitória não apenas contra o coronavírus, mas contra todas as futuras epidemias e crises que possam assaltar a humanidade no século XXI”, finalizou.

Fonte: livecoins

domingo, 29 de março de 2020

A guerra contra o Brasil - Jessé Souza


Como os EUA se uniram a uma organização criminosa para destruir o sonho brasileiro.
A guerra contra o Brasil de que trata este livro não é do tipo convencional: não incendeia cidades nem utiliza bombas e mísseis.
Para o consagrado sociólogo Jessé Souza, autor de A elite do atraso, as armas dessa guerra são o racismo, a subserviência da nossa elite econômica, a mentira, o fundamentalismo religioso e o fascismo latente da nossa tradição autoritária.

Urdida e testada na sociedade americana, a guerra híbrida de que somos vítimas é uma estratégia baseada na manipulação de informações e na desestabilização de governos populares.

Jessé defende que, no Brasil, ela encontrou uma organização criminosa disposta a colocar em prática sua máquina de morte, abrindo caminho para o assalto às nossas riquezas, o sucateamento da nossa indústria e o ataque aos direitos mais básicos da população.

Esta não é nenhuma nova teoria conspiratória para explicar a nossa tragédia, e sim uma análise aguçada e abrangente que revela os detalhes sombrios de um projeto muito bem-articulado de destruição da arte, da cultura e da autoestima do povo brasileiro – em nome de Deus, da pátria e do falso moralismo travestido de combate à corrupção.