domingo, 10 de novembro de 2019

Livro Stranger Things: Raízes do Mal - Gwenda Bond





Em plena década de 1960, os Estados Unidos estão passando por profundas mudanças políticas e sociais, e Terry Ives, estudante de uma cidadezinha em Indiana, se vê à parte dos acontecimentos. Cansada de ser uma mera espectadora das mudanças à sua volta, ela enxerga sua grande chance de entrar para a história ao se voluntariar para participar de um projeto ultrassecreto do governo chamado MKULTRA, realizado no laboratório de Hawkins.

É lá que ela conhece o dr. Martin Brenner, um homem cruel capaz das maiores atrocidades para alcançar seus objetivos. Terry logo se vê presa em uma trama repleta de manipulações e perigos, travando com Brenner uma guerra em que a mente humana é o campo de batalha. E sua única chance de vitória reside em uma menininha com poderes sobre-humanos e um número no lugar do nome.

A editora Intrínseca lança o primeiro livro oficial da série, que explora o passado de dois dos personagens mais enigmáticos da produção: Terry Ives, a mãe de Eleven, e o dr. Martin Brenner, o homem que separou as duas.

Obra oficial de Stranger Things, Raízes do mal expande o universo da série, aprofundando a trama, e volta no tempo para explicar como os destinos de Terry, Brenner, Eleven e Eight se cruzaram pela primeira vez.

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domingo, 3 de novembro de 2019

Cine Pipoca #015


Olá, o post de hoje deixo as melhores indicações de filmes das telonas. Ressaltando o brilhante fim de ciclo de Star Wars 9 (A Ascensão Skywalker). Vamos lá!












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domingo, 20 de outubro de 2019

Livro Eterna Vigilância por Edward Snowden

Em 2013, Edward Snowden, ex-analista da CIA (Agência Central de Inteligência) que também trabalhou como agente da NSA (Agência Nacional de Segurança), chocou o mundo ao desmascarar detalhes dos serviços secretos americanos. Snowden revelou que o governo dos Estados Unidos estava sigilosamente desenvolvendo meios para coletar todos os telefonemas, mensagens de texto e e-mails enviados em qualquer país do mundo. O resultado seria um sistema sem precedente de vigilância em massa capaz de se intrometer na vida particular de qualquer pessoa. Uma invasão à privacidade de pessoas e países que feria as liberdades individuais dos cidadãos e de governos. As revelações causaram um mal-estar diplomático entre os Estados Unidos e nações aliadas. Entre os inúmeros documentos que vazou, apareceram vários apontando para o monitoramento de mensagens da então presidenta Dilma Roussef e seus principais assessores e outros mostrando que o governo americano espionava o Ministério de Minas e Energia, a Petrobras e as descobertas do pré-sal. Pivô de um escândalo de proporções globais, Snowden virou da noite para o dia o homem mais procurado do planeta. Considerado inimigo público pelo governo americano e herói por milhões de pessoas, acabou buscando asilo na Rússia, onde vive até hoje. Em Eterna vigilância, ele conta como ajudou a criar este sistema de espionagem mundial e também como atuou para desvendá-lo ao se dar conta dos perigos deste projeto. Afirma não ser contra que os governos coletem informações por medidas de segurança, mas alerta para o risco de se vigiar pessoas da hora em que nascem até a hora que morrerem. E alerta para que todos, homens e mulheres de todas as idades e em todos os países, tenham muito cuidado ao dar um telefonema, mandar uma mensagem de áudio ou digitar dados de sua conta bancária.

domingo, 13 de outubro de 2019

Comentando sobre a série 'Chernobyl' da HBO


A aclamada minissérie americana Chernobyl, sobre a catástrofe nuclear, traz lembranças dolorosas na Rússia, com um realismo tão elogiado quanto criticado por exagerar o papel nefasto das autoridades soviéticas. A HBO transmitiu esta semana o último dos cinco episódios da minissérie, uma imagem implacável do pior acidente nuclear na história civil.

Em 26 de abril de 1986, a explosão do reator número quatro na fábrica de Chernobyl, na Ucrânia soviética, dispersou uma nuvem radioativa na Europa. A URSS tentou por várias semanas esconder o incidente, antes de resolver evacuar a área, inabitável mesmo 30 anos depois. "Os graus de realismo de Chernobyl são mais altos do que na maioria dos filmes russos neste período", reconhece o jornal pró-governo Izvestia. "Acho que é um trabalho de alta qualidade na televisão", disse Susanna Alperina, jornalista cultural do jornal pró-Kremlin Rossiïskaïa Gazeta.

Na Rússia, a série não é transmitida pela televisão, mas é acessível através da plataforma de streaming Amediateka, que ganhou os direitos de muitas séries populares, como Game of Thrones. O trabalho é elogiado porque consegue reproduzir a atmosfera da URSS e às vezes lembra os espectadores russos de sua infância. As filmagens foram feitas entre a Ucrânia e uma antiga usina nuclear soviética na Lituânia, equipada com os mesmos reatores RBMK em Chernobyl.

Feita pelo sueco Johan Renck, Chernobyl tem como personagem principal o vice-diretor do maior centro de pesquisas da URSS. A série concentra-se no heroísmo dos personagens comuns, mas os principais líderes soviéticos, começando por Mikhail Gorbachev, são mostrados como inúteis e mentirosos. A série expressa "respeito e simpatia pelo povo, pelo nosso povo soviético", disse no Facebook a jornalista Ksenia Larina, da rádio independente Echo, em Moscou. "Mas ele expressa muito desdém pelas autoridades que menosprezaram seus cidadãos."

Agora que as relações entre a Rússia e os países ocidentais são as piores desde o fim da Guerra Fria, alguns vêem na série uma crítica injustificada ao regime soviético e um ataque ao poder atual. O popular diário
Argumenty i Fakty criticou uma "mentira brilhantemente filmada" que divide o povo soviético entre "executores sanguinários e vítimas inocentes".

Trinta pessoas morreram imediatamente após a explosão do reator número quatro da usina de Chernobyl, e vários milhares de pessoas indiretamente, especialmente entre os encarregados das operações de descontaminação da zona.

A jornalista Susanna Alperina não acredita que há propaganda na série. Pelo contrário, a série "mostra como a propaganda é fabricada, o que é diferente", diz. Alperina acrescenta que "uma visão externa é às vezes mais justa" e destaca o fato de que produções russas similares não foram vistas.

Na Rússia, Chernobyl, também levanta a questão de saber por que um trabalho dessa qualidade nunca foi feito no país. Uma das razões seria o orçamento de séries russas, que não é comparável ao das produções ocidentais. "Talvez as pessoas tenham medo de fazer esse tipo de projeto por medo de que os espectadores não gostem delas, mas é o que elas esperam", diz Susanna Alperina.

Fonte: Estadão

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segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Livro Rondon: Uma Biografia - Larry Rohter


Um dos maiores exploradores da história mundial, Cândido Rondon teve uma vida extraordinária. Nesta minuciosa biografia, o jornalista Larry Rohter revela para o leitor a amplitude de seu legado para o país e os povos indígenas.

No início da tarde de 26 de abril de 1914, um grupo de dezenove homens chegou à confluência de dois rios no coração da selva amazônica. Durante meses eles enfrentaram uma sucessão de dificuldades e privações para realizar um feito notável: navegar e mapear um rio ainda desconhecido, chamado rio da Dúvida, porque seu curso e comprimento eram um mistério. Os líderes dessa expedição eram Theodore Roosevelt, ex-presidente dos Estados Unidos, e o brasileiro Cândido Mariano da Silva Rondon, que há mais de vinte anos explorava a região.

Depois que a jornada com Roosevelt chegou ao fim, Rondon continuaria por muitos anos seu importante trabalho, que incluiu o levantamento de rios, montanhas e vales até então ignorados, a instalação de quilômetros de linhas telegráficas, a construção de estradas, pontes e a fundação de povoamentos. Foi também Rondon quem primeiro estabeleceu contatos pacíficos com dezenas de etnias indígenas. Em 1910, fundou o Serviço de Proteção aos Índios, em um esforço de inclusão dos índios ao Estado nacional brasileiro.

Hoje Rondon empresta seu nome a ruas, museus, cidades e até a um estado, Rondônia. O lema que norteou suas expedições e contatos com os povos indígenas “Morrer se preciso for, matar nunca”, porém, se perdeu no tempo, e muitos de seus incríveis feitos como explorador permanecem ignorados.

A grandiosidade de seus feitos inspirou o jornalista Larry Rohter a mergulhar por mais de cinco anos em sua trajetória, oferecendo agora ao leitor brasileiro um livro que redimensiona o lugar de Rondon na história do Brasil.


domingo, 29 de setembro de 2019

Viajando pelas Séries #016 - Mindhunter


Mindhunter é uma série de televisão norte-americana de drama policial criada por Joe Penhall, e baseada no livro Mind Hunter: Inside the FBI’s Elite Serial Crime Unit escrito por John E. Douglas e Mark Olshaker. A série é produzida por David Fincher e Charlize Theron entre outros, e estreou na Netflix em 13 de outubro de 2017.
A série foi renovada para uma segunda temporada em abril de 2017, seis meses antes da estreia da primeira.

A série coloca o policial na pele do protagonista Holden Ford (Jonathan Groff), um jovem investigador dedicado a tentar prever o que leva um número cada vez maior de criminosos a cometer ações violentas e de crueldade premeditada contra estranhos.

Com a ajuda de Bill Tench (Holt McCallany), um relutante agente veterano, Ford começa a entrevistar alguns dos mais bizarros assassinos em série presos no período (a história começa em 1977). A dupla logo ganha o auxílio de uma pesquisadora com sólida carreira acadêmica, Wendy Carr (Anna Torv).

Nesta segunda temporada, a expectativa é que os agentes finalmente saiam para as ruas. A Unidade de Ciência Comportamental irá utilizar esse conhecimento adquirido através das entrevistas para buscar um assassino de crianças.

Veja abaixo uma lista das mentes criminosas que são retratadas na obra de John Douglas, que vão aparecer no seriado: (spoiler para quem ainda não assistiu)

Assassino BTK
Durante a primeira temporada, um assassino faz pequenas aparições nas aberturas de capítulo, dando a sensação de que será importante. Mas sua história só ganhará atenção na segunda fase de Mindhunter. Trata-se de Dennis Rader (Sonny Valicenti), que fugiu da polícia por 29 anos e matou cerca de dez pessoas, entre adultos e crianças. Ele é apelidado de “O Assassino BTK” – bind(amarrar), torture (torturar) and kill (matar). Em um dos trailers, os protagonistas pedem a ajuda do ex-criminoso Edmund Kemper (Cameron Britton) para prendê-lo.

Charles Manson
Considerado um dos maiores serial killers da história, ele foi o mandatário do assassinato de sete pessoas em 1969 e por liderar a gangue que invadiu a casa do diretor de cinema Roman Polanski e assassinou brutalmente sua esposa, a atriz Sharon Tate, e outros quatro hóspedes.

Filho de Sam
Com um revólver calibre 44, David Berkowitz realizou oito ataques em Nova York, deixando seis mortos e sete feridos, entre 1976 e 1977. O título "Filho de Sam" foi atribuído por ele mesmo em carta deixada em uma das cenas dos crimes que cometeu. Após ser capturado, David disse que tudo foi a mando do cachorro do seu vizinho, chamado de Sam, que estaria possuído por um demônio. Anos mais tarde, ele confessou que era tudo mentira.

Wayne Williams
Conforme antecipado pelo próprio David Fincher em 2017, a segunda temporada falaria sobre assassinos de crianças em Atlanta, na Geórgia. O exemplo mais claro deste perfil - no período em que a série se passa - é o de Wayne Williams, que cometeu uma série de crimes entre 1978 e 1981. Ele foi suspeito por mais de 30 desaparecimentos, principalmente de crianças negras entre 8 e 15 anos. Wayne matou suas vítimas por asfixia ou espancamento e tinha o costume de desovar os corpos no rio Chattahoochee. Ele foi capturado em 1981 e cumpre sua sentença até hoje.

domingo, 22 de setembro de 2019

Livro CHURCHILL & ORWELL: A Luta pela liberdade - Thomas E. Ricks


A fascinante história de dois homens com posições políticas diferentes, aliados pelo mesmo princípio: a defesa da liberdade individual Figuras essenciais na luta contra as ameaças do autoritarismo de esquerda e de direita em um momento crítico do século XX, Churchill e Orwell surgem aqui como fonte de inspiração e exemplo para os dias de hoje. Filho de aristocratas, Winston Churchill (1874-1965) era um liberal conservador alinhado ao governo colonialista britânico. George Orwell (1903-1950), que vinha da classe média baixa, era militante socialista e anti-imperialista.

Escrita pelo vencedor do Prêmio Pulitzer Thomas E. Ricks, essa atualíssima biografia dupla se concentra no período crucial da vida de Churchill e de Orwell: os anos 1930 e 1940, da ascensão dos nazistas até o rescaldo da Segunda Guerra Mundial. Hoje, impressiona testemunhar quão solitária era a posição de Churchill e de Orwell num momento em que a Europa parecia destinada à ditadura, fosse nazifascista ou comunista.

Apresentados como um par complementar, o político marginalizado em busca de redenção e o grande escritor ainda em formação trabalharam pelo mesmo objetivo, embora nunca tenham se encontrado.


domingo, 15 de setembro de 2019

Desvendando o Tabu: personalidades psicológicas - Introvertidos vs. Extrovertidos


      (...) O que realmente quero dizer quando falo que uma pessoa é introvertida? (...) a primeira coisa que quis descobrir exatamente como os pesquisadores definem 'introversão' e 'extroversão'. Eu sabia que, em 1921, o influente psicólogo Carl Jung publicara um livro bombástico, Tipos psicológicos, popularizando os termos 'introvertido' e 'extrovertido' como os pilares centrais da personalidades. Introvertido são atraídos pelos mundo interior do pensamento e do sentimento, disse Jung, extrovertidos pela vida externas de pessoas e atividades. Introvertidos focam no significado que tiram dos eventos ao seu redor; extrovertidos mergulham nos próprios acontecimentos. Introvertidos carregam suas baterias ficando sozinhos; extrovertidos precisam recarregar quando não socializam o suficiente. (...)
      Mas o que os pesquisadores contemporâneos têm a dizer? Logo descobri que não há uma definição geral para introversão e extroversão; estas não são categorias unitárias como "cabelos cacheados" ou "dezesseis anos", com as quais todos podem concordar em quem se enquadra em uma delas. Por exemplo, os defensores do modelo dos cinco grandes tipos de personalidade psicológica definem introversão não em termos de uma rica vida interior, mas pela alta de qualidades como autoconfiança e sociabilidade. Há quase tantas definições de 'introvertido' e 'extrovertido' quanto há psicólogas da personalidade, que passam um bom tempo discutindo qual significado é o mais acertado. Alguns acham que as ideias de Jung são datadas; outros juram que ele foi o único a entender.
      Ainda assim, os psicólogos de hoje tendem a concordar em vários pontos importantes; por exemplo, que introvertidos e extrovertidos diferem quanto ao nível de estímulo externo que precisam para funcionar bem. Introvertidos sentem-se 'bem' com menos estímulo, como quando tomam uma taça de vinho com um amigo próximo, fazem palavras cruzadas ou leem um livro. Extrovertidos gostam da vibração extra de atividades como conhecer pessoas novas, esquiar em montanhas perigosas ou colocar música alta. "Outras pessoas são estimulantes demais", diz o psicólogo da personalidade David Winter, explicando por que os introvertidos preferem passar as férias lendo na praia em vez de fazer a festa em um cruzeiro. "Elas despertam sensações de ameaça, medo, escape e amor. Cem pessoas são muito estimulantes se comparadas a cem livros ou cem grãos de areias."
      É de pleno acordo que tanto um quanto outro tem maneiras distintas de trabalhar. Extrovertidos tendem a terminar tarefas rapidamente. Eles tomam decisões rápidas ( e as vezes drásticas) e sentem se confortáveis com muitas tarefas ao mesmo tempo e ao correr riscos. Gostam da "excitação da caça" por recompensas como dinheiro e status.
      Introvertidos muitas vezes trabalham de forma mais lenta e ponderada. Eles gostam de se focar em uma tarefa de cada vez e podem ter um grande poder de concentração. Relativamente imunes ás tentações da fama e fortuna.
      Nossas personalidades também moldam nossos estilos sociais. Extrovertidos serão pessoas que darão vida ao seu jantar e riram generosamente de suas piadas. Eles tendem a ser assertivos, dominantes e necessitam muito de companhia. Extrovertidos pensam em voz alta e rapidamente; preferem falar ao escutar, raramente se encontram sem palavras e ocasionalmente vomitam palavras que nunca quiseram dizer. Sentem-se confortáveis em conflitos, mas não com solidão.
      Os introvertidos, por outro lado, podem ter várias habilidades sociais e gostar de festas e reuniões de negócios, mas depois de um tempo desejam estar em casa de pijamas. Eles preferem devotar suas energias sociais aos amigos íntimos, colegas e família. Ouvem mais do que falam e muitas vezes sentem que se expressam melhor escrevendo do que falando. Tendem a não gostar de conflitos. Muitos tem horror a jogar conversa fora, mas gostam de discussões profundas.
      Algumas coisas que os introvertidos não são: a palavra 'introvertido' não significa eremita ou misantropo. Eles podem ser assim, mas a maioria é perfeitamente amigável. Umas das frases mas humanas "Apenas conecte-se!" foi escrita pelo distintamente introvertido. E. M. Forster em um romance explorando a questão de como conquistar "o amor humano em seu auge".
      Os introvertidos também não são necessariamente tímidos. Timidez é o medo de desaprovação social e da humilhação, enquanto a introversão é a preferência por ambiente que não sejam tão estimulante demais. A timidez é inerentemente dolorosa; a introversão, não. Umas das razões pelas quais as pessoas confundem os dois conceitos é que muitas vezes eles se sobrepõem (apesar de psicólogos discutirem até que ponto). Com isso ficamos com os seguintes tipos de personalidade: extrovertidos calmos, extrovertidos ansiosos (ou impulsivos), introvertidos calmos e introvertidos ansiosos. Em outras palavras, você pode ser um extrovertido tímido, como a cantora Barbra Streisand, que tem uma grande personalidade, mas um medo do palco paralisante; ou um introvertido não tímido, como Bill Gates, que sempre fica na dele mas nunca é perturbado pelas opiniões dos outros.

      Mas com todas as diferenças, timidez e introversão têm algo de profundo em comum. O estado mental de um extrovertido tímido sentado quieto em uma reunião de negócios pode ser muito diferente daquele de um introvertido calmo - a pessoa tímida tem medo de falar, enquanto o introvertido está simplesmente super estimulado - , mas para o mundo externo os dois parecem iguais.
(...) Como Jung acertadamente colocou, "não existe introvertido ou extrovertido puro. Um homem assim estaria em um sanatório para lunáticos".
      Isso se deve ao fato de que somos indivíduos gloriosamente complexos, mas também ao fato de que há muitos tipos diferentes de introverti dos e extrovertidos. Os dois tipos interagem com nossos outros traços de personalidade e histórias pessoas, produzindo tipos de pessoas radicalmente diferentes.

Conclusão
      (...) Cometemos um erro grave ao abraçar o "Ideal da Extroversão", (desde Dale carnegie, foi quando o conceito tornou-se popular), tão inconsequentemente. Algumas das nossas maiores ideias, a arte, as invenções - desde a teoria da evolução até os girassóis de Van Gogh e os computadores pessoas - vieram pessoais quietas e cerebrais que sabiam como se comunicar com seu mundo interior e os tesouros que lá seriam encontrados. Sem os introvertidos, o mundo não teriam:

A teoria da gravidade - Isaac Newton
A teoria da relatividade - Albert Einstein
"O segundo advento" - W. B. Yeats
Os noturnos de chopin
Em busca do tempo perdido - Marcel Proust
Peter Pan - J. M. Barrie
1984 e A revolução dos bichos - George Orwell
"O gato do chapéu" - Dr. Seuss
Charlie Brown
A lista de Schindler, E. T. ... por Steven Spielberg
O Google - Larry page
Harry Potter - J. K. Rowling

      Como escreveu o jornalista científico Winifred Gallagher: "A glória da disposição que faz com que se pare para considerar estímulos em vez render-se a eles é sua longa associação com conquistas intelectuais e artísticas. (...)".

(Fragmentos do livro "O poder dos quietos" - Susan Cain).

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domingo, 8 de setembro de 2019

Livro Um de Nós Está Mentindo - Karen M. McManus

Cinco alunos entram em detenção na escola e apenas quatro saem com vida. Todos são suspeitos e cada um tem algo a esconder.
Numa tarde de segunda-feira, cinco estudantes do colégio Bayview entram na sala de detenção: Bronwyn, a gênia, comprometida a estudar em Yale, nunca quebra as regras.
Addy, a bela, a perfeita definição da princesa do baile de primavera.
Nate, o criminoso, já em liberdade condicional por tráfico de drogas.
Cooper, o atleta, astro do time de beisebol.
E Simon, o pária, criador do mais famoso app de fofocas da escola.
Só que Simon não consegue ir embora. Antes do fim da detenção, ele está morto. E, de acordo com os investigadores, a sua morte não foi acidental. Na segunda, ele morreu. Mas na terça, planejava postar fofocas bem quentes sobre os companheiros de detenção. O que faz os quatro serem suspeitos do seu assassinato. Ou são eles as vítimas perfeitas de um assassino que continua à solta?
Todo mundo tem segredos, certo? O que realmente importa é até onde você iria para proteger os seus.


domingo, 1 de setembro de 2019

[Destaque da Bienal] Livro Escravidão - Vol. 1 - Laurentino Gomes


Depois de receber diversos prêmios e vender mais de 2,5 milhões de exemplares no Brasil, em Portugal e nos Estados Unidos com a série 1808, 1822 e 1889, o escritor Laurentino Gomes dedica-se a uma nova trilogia de livros-reportagem, desta vez sobre a história da escravidão no Brasil. Resultado de seis anos de pesquisas e observações, que incluíram viagens por doze países e três continentes, este primeiro volume cobre um período de 250 anos, do primeiro leilão de cativos africanos registrado em Portugal, na manhã de 8 de agosto de 1444, até a morte de Zumbi dos Palmares. Entre outros aspectos, a obra explica as raízes da escravidão humana na Antiguidade e na própria África antes da chegada dos portugueses, o início do tráfico de cativos para as Américas e suas razões, os números, os bastidores e os lucros do negócio negreiro, além da trajetória de alguns de seus personagens mais importantes, como o Infante Dom Henrique, patrono das grandes navegações e descobrimentos do século XV e também um dos primeiros grandes traficantes de escravos no Atlântico. Esta é uma história de dor e sofrimento cujos traços ainda são visíveis atualmente em muitos dos locais visitados pelo autor, como Luanda, em Angola; Ajudá, no Benim; Cidade Velha, em Cabo Verde; Liverpool, na Inglaterra; e o cais do Valongo, no Rio de Janeiro.Os dois volumes seguintes, a serem publicados até as vésperas do bicentenário da Independência Brasileira, em 2022, serão dedicados ao século XVIII, o auge do tráfico de escravos, e ao movimento abolicionista que resultou na Lei Áurea de 13 de maio de 1888, chegando até o persistente legado da escravidão que ainda hoje assombra o futuro dos brasileiros.

SOBRE O AUTOR


Jornalista e escritor brasileiro, José Laurentino Gomes nasceu em Maringá, em 1956. Diplomado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná, Gomes tem pós-graduação em Administração de Empresas pela Universidade de São Paulo e cursos na Universidade de Cambridge e na Universidade de Vanderbilt. O jornalista atuou como repórter e editor para vários veículos de comunicação do Brasil, incluindo o jornal O Estado de S. Paulo e a revista Veja. Autor de 1808, 1822 e 1889.