quarta-feira, 15 de julho de 2015

[NOVIDADES] Saiba quando começam as filmagens de Animais Fantásticos e Onde Habitam


‘Animais Fantásticos e Onde Habitam‘ (Fantastic Beasts and Where to Find Them), o spin-off da franquia ‘Harry Potter‘, já tem data para começar a ser filmado.

Segundo uma chamada de elenco divulgada pela Warner Bros. UK, as filmagens começam em Agosto de 2015 e irão até janeiro de 2016. A Warner Bros. está preparando uma trilogia cinematográfica para a obra. O primeiro filme será rodado nos estúdios Leavesden, na Inglaterra. Trata-se do mesmo local que foram filmados os oito filmes da franquia do bruxo

O estúdio agendou o lançamento da primeira parte para 18 de novembro de 2016. O livro de 50 e poucas páginas será adaptado em três filmes de longa duração, lançados anualmente, seguindo a linha de ‘O Hobbit‘.

A cantora Alison Sudol (‘CSI: NY’) viverá a jovem Queenie, a irmã de Tina (Katherine Waterston). Ela conhece o magizoologista Newt Scamander ( Eddie Redmayne) quando ele faz uma viagem para Nova York.

Além de Sudol, a nova adição no elenco é o ator Ezra Miller (‘As Vantagens de Ser Invisível’), que deve interpretar Kredan, um mágico que conhece Scamander enquanto ele encontra e documenta criaturas mágicas. Miller também é o escolhido para interpretar o The Flash dos cinemas.

Katherine Waterston (‘Vício Inerente’) viverá Tina, abreviação de Porpentina, uma bruxa que, ao contrário dos amados personagens de “Harry Potter” de Rowling, trabalha sua mágica nos EUA. Ela conhece Newt Scamander, quando ele está em New York para encontrar e documentar criaturas mágicas.

Spin-off de ‘Harry Potter’ vai apresentar nova escola de bruxaria.

“Mesmo que [o filme] vá ser ambientado na comunidade mundial de bruxos e bruxas onde eu fui tão feliz por 17 anos, ‘Animais Fantásticos & Onde Habitam’não é nem um prólogo nem uma continuação da série ‘Harry Potter’, mas uma extensão do mundo da magia”, declarou Rowling. “As leis e os costumes da sociedade mágica secreta serão familiares a qualquer um que leu os livros de ‘Harry Potter’ ou assistiu aos filmes, mas a história de Newt terá início em Nova York, 70 anos antes da de Harry.” - finaliza.


terça-feira, 14 de julho de 2015

David Garrett Faz Uma Nova Versão de "Smells Like Teen Spirit" e outros...

David Garrett, é esse o nome do violinista que fez a versão instrumental da musica 'Smells like teen Spirit', que é tema do novo documentário: Kurt Cobain: Montage of Heck. David, também fez outras adaptações como viva la vida de coldplay, we will rock you - Queen e outros...






Poderá gostar: Tudo sobre o documentário Kurt Cobain: Montage of Heck,
                        Especial David Garret.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

A Designer Irma Boom, diz que não acredita em E-Book.

Convida da Flip, ela diz que livros vivem fase de ‘renascimento’ como objeto

Trabalhando no galpão que fica no primeiro andar de sua casa, numa área nobre de Amsterdã, a designer holandesa Irma Boom, de 55 anos, parece fazer parte das páginas de um dos livros desenhados por ela: veste roupa muito preta num cenário muito branco. Há todas as qualidades de papel em tons claros espalhados pelo estúdio iluminado, o que dá algum volume a cena, mas o ponto que concentra a atenção do ambiente é justamente o mais escuro – a figura de Irma, com seu cabelo muito negro, as mangas compridas, a saia de comprimento austero.
Umas das convidadas da Flip deste ano, onde vai ministrar uma oficina para profissionais da área previamente selecionados, a designer de livros é uma referência no mercado editorial internacional: ganhadora de diversos prêmios, entre eles o Guttemberg Prize, uma espécie de Oscar editorial, tem 40 dos seus livros integrando a MoMA, em Nova York. A procura por sua oficina em Paraty foi tão grande que dois workshops extras estão sendo as pressas em São Paulo, pós-Flip. A dias da viagem, ela parece curiosa pela audiência, quase preocupada.
  – É um evento literário, e não falo do conteúdo dos meus livros. Basicamente, sobre a forma. Não sei se esperam que eu vá ensine alguma coisa, eu vou apenas contar como faço meu trabalho, e seria interessante ouvir como os designer brasileiros fazem o seu. Vou propor que façamos um livro juntos, talvez um pequeno volume, de oito páginas – diz Irma, que nunca esteve na América do Sule montou uma listas de obras arquitetônicas que faz questão de conhecer, como as de Oscar Niemeyer. – O importante em cada trabalho é a atitude que tem frente a ele: uma maneira específica de se comportar em relação ao trabalho. As respostas às questões do projeto estão dentro do próprio livro, mas só a atitude que você tem diante dele vai leva-lo a elas.
Seu portefólio tem cerca de três centenas de livros inteiramente concebidos por ela, e o que há de especial em cada um dele é o casamento perfeito ente forma e conteúdo. Não são necessariamente, livros de literatura: há muitos catálogos de museu, guias de arte, compilações de eventos, enciclopédias de temas que vão de feminismo a ecologia. Todo detalhe passa por um conceito: o tipo de papel, o corte, tipografia, cores, a maneira como o livro vai ser lido, por quem, em qual momento, de que maneira pode ter seu mecanismo explorado. A designer é uma co-autora dos livros que faz, apesar de recusar veementemente o título de artista:
  – Não sou artista, sou uma designer. Trabalho a partir de encomendas, meus livros são feito em escala industrial. Faco questão que tenham preços acessíveis. Arte é outra coisa.
Enquanto fala, mostra exemplo s a partir de um pequeno livro vermelho, do tamanho de uma caixa de fósforos, onde estão reunidas todas capas dos livros que já fez, em miniatura. Os projetos que apresenta aos clientes são feitos em maquetes como na arquitetura.
   – Não uso PDFs, não acredito em e-books. E-book não é livro. Lido com livros reais. Meu trabalho é reinventar o objeto que ele seja uma nova forma de contar uma história. Um livro, o que faz? Espalha informações. Meu trabalho é mostrar o que você pode fazer a partir da ideia de “virar páginas”. Vou dar um exemplo: num livro, no qual estou trabalhando, a tipografia fará parte do romance,  a tipografia será um personagem . é um desafio criar um livro desses, me encanta. Eu realmente acredito que os livros vivem uma fase de renascimento – afirma.
O entusiasmo de Irma em relação ao objeto, no entanto, não é mesmo em relação às instituições que os protegem e divulgam, como bibliotecas e livrarias. Irma diz comprar pouquíssimos livros, e conta que sempre tira um de casa quando compra um novo.

  – Numa biblioteca, os livros continuam não chamando atenção se disputados com o computador. Acredito mais em pequenas coleções de livros especializados, disponíveis em lugares estratégicos – comenta. – Sempre que vou a uma livraria me deprimo. É tão difícil fazer livros; se alguém se propõe fazer um, que faça bem feito, e não de qualquer jeito, como a maioria parece ter sido feita.

terça-feira, 30 de junho de 2015

A Leituta Nossa De Cada Dia - Como conseguir um espaço estiloso para praticar a leitura e outros fins.

A leitura lhe permite viajar sem sair do lugar. Conhecer pessoas (ou personagens), outros países, viver histórias como se fossem suas, enfim, mergulhar em novos mundos. Como já é tradicional nesta época do ano, está para começar a Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, o maior maior no setor no país. O homenageado desta edição é o escritor e poeta – entre outros tantos atributos – Mário de Andrade. De 1º a 5 de julho, a cidade do litoral Sul Fluminense estará a mil, com mais de 200 eventos acontecendo, entre debates, exposições, oficinas e shows. Um clima contagiante para os amantes da literatura.
Mas, e depois, da feira já pensou onde colocar os novos exemplares? Considerando que livros são preciosidades e que merecem ser guardados como tal – com destaque e toda pompa possível – selecionamos alguns para inspirar quem ama ler. Um deles é da designer de interiores Anna Malta, em parceria com a arquiteta Andrea Duarte. Elas criaram estantes de ponta a ponta, cobrindo duas paredes e uma sala. O designe, explica Anna, foi feito para a mostra de decoração Lider.
  – Para cada projeto, há uma demanda. Na mostra, temos mais liberdade para criarmos algo  conceitual. Já quando fazemos um projeto para uma familia, é preciso ser mais objetivo e questionar problemas. Essa estante foi mais um conceito, mas poderia ser facilmente usada em uma casa de outras formas: mais alta ou mais baixa, por exemplo. Você pode modular como quiser – diz a designer,referindo se à peça composta por cinco prateleiras de nichos claros, exceto pela quarta, que tom goiaba e se destaca.
Outros exemplo dessa objetividade é o projeto que a dupla fez embaixo da escada de uma cobertura.
  – Às vezes,  há locais ociosos na casa que podem ser bem aproveitados. Usamos esse canto baixo dos degraus para otimizar o espaço – conta Anna.
Porque não agregar beleza?
Nessa linha do útil e com estilo, a dupla Andrea Spelzon, designer de interiores, e Pedro Lima, arquiteto, usou estantes em vez de guarda-corpo na beira da escada no hall da casa de uma morador que, claro, ama livros. Uma estante deve ser acima de tudo útil. Se puder ter um bom design e servir como ornamento nas salas, melhor ainda.
A famosa arquiteta iraniana Zaha Hadid sabe bem pôr isso em prática. Ela criou a estante “Tide”, que nada mais é que junção de módulos de plástico, quepodem ser encaixados. Assim você é quem define o tamanho: pode ser uma tripa ou painel inteiro na sala. O desenho modernoé uma referencia à geometria de superficies minimalistas, diz Zaha. É justamente esse espiríto memático da sua obra que permite um levado grau de variações e composições.

E engana-se quem pensa que projetos contemporânios são apenas para adultos. É de pequeno que se aprende, já diz a crença popular. Então, nada melhor que apostar em estantes no espaço das crianças. A arquiteta Andrea Chicharo instalou uma belíssima peça no quarto de uma garota de 14 anos.
  – Gosto de brincar com as estantes formando espaços diferentes. Na verdade, esse móvel é uma grande painel, onde nichos são recortados e saem dele, aumentando a profundidade. Esse efeito faz com que ele fique mais leve, principalmente quando se olha lateralmente. Nesse caso, os livros podem ficar no alto. Mas se são filhos menores, o ideal é deixa-los embaixo, à mão das crianças – explica Chicharo.
Se você gosta da sensação de estar imerso no mundo literário, mas não tem tantos livros assim, uma dica é o papel de parede. Há várias opções que fazem alusão a esse universo, imitanto uma biblioteca. A Orleans tem alguns modelos, que vão do clássico aos descolados e coloridos. Anna acredita que a função das estantes está mudando, e se tornando mais voltada para a decoração:

  – Ainda tem muita demanda de estantes para guardar livros. Mas tenho percebido que muitos moradores querem ter um espaço para colocar livros e DVDs que muitas vezes já nem leem ou escutam mais. É quase como coleção. É por apego mesmo que eles querem ter aqueles espaço.
Pode ser. Mas uma coisa é fato: seja porque é apenas bom vê-los expostos, ou para realmente escolher a próxima leitura, livros sempre merecerão lugar de honra nas casas.



sexta-feira, 26 de junho de 2015

Livro: Cidade Sem Sombras - J.R. Duran

Movido pela dor da perda, um homem decide passar um tempo em Macau, lugar repleto de possibilidades para pessoas que queiram aprender uma nova cultura ou simplesmente se embriagar e perder dinheiro nos cassinos da cidade. Entre doses de uísque e alguma luxúria momentânea, o protagonista acaba envolvendo-se com as consequências de um assassinato com o qual não tem nenhuma ligação. Devido a uma coincidência, ele estará às voltas com um mundo oculto pelas luzes da cidade sem sombras, lidando com os chefões do jogo e de todo tipo de negócio ilegal da região, e terá de cumprir uma tarefa aparentemente simples para que possa tentar reaver a vida que o permitia ser apenas mais um na multidão. Essa é a trama do novo livro lançado pelo fotógrafo J.R. Duran, Cidade sem sombras.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Comentando Sobre o Filme "O Impossível"

Sinopse:
O casal Maria (Naomi Watts) e Henry (Ewan McGregor) está aproveitando as férias de inverno na Tailândia junto com os três filhos pequenos. Mas na manhã de 26 de dezembro de 2004, enquanto curtiam aquele paraíso após uma linda noite de Natal, um tsunami de proporções devastadoras atinge o local, arrastando tudo o que encontra pela frente. Separados em dois grupos, a mãe e o filho mais velho vão enfrentar situações desesperadoras para se manterem vivos, enquanto em algum outro lugar, o pai e as duas crianças menores não têm a menor ideia se os outros dois estão vivos. É quando eles começam a viver uma trágica lição de vida, movida pela esperança do reencontro e misturando os mais diversos sentimentos.

Comentando sobre o filme
Filme incrível, não achei que enfeitaram os relatos reais como os críticos disseram. Cenas realmente impactantes tanto pelo drama vivido como pela riquezas de detalhes e sonoplastia emociante. Tom Rolland deu um banho de atuação junto com a Naomi Watts.


Mais da coluna "Comentando Sobre" em: Comentando Sobre "Winter on Fire"

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Filme Keith com Jesse McCartney

Keith é um filme em que um garoto problemático, invejoso de uma garota com vida aparentemente perfeita. Keith resolve aproveitar-se dela, mas os dois acabam por se apaixonar estranhamente.
Natalie Anderson (Elisabeth Harnois) é uma garota de dezessete anos com a vida aparentemente perfeita, que passa a maior parte de seu tempo jogando tênis para ingressar na Duke, uma faculdade bem conceituada, mas a bola de cristal que Natalie vive se quebra, quando ela conhece seu parceiro de laboratório Keith (Jesse McCartney) um rapaz problemático que vive com uma caminhonete amarela e tem uma vida bem diferente da dela. Sua mãe morreu e ele vive sozinho com o pai, por isso Keith criou um mundo de fantasia para fugir do real o que vai deixar Natalie e todos a sua volta muito atormentados. Aos poucos, Natalie vai descobrindo mais e mais sobre o rapaz, até que acaba por desvendar a razão para a forma como ele age. A trama do filme é seguida por diversas aventuras e romance. Aparentemente perfeito
Keith é um filme independente estadunidense dirigido por Todd Kessler e estrelado pelo ator/cantor Jesse McCartney e a atriz Elisabeth Harnois. Teve sua estreia em 2008.
Indicaram-me este filme em uma pagina que costumo ir e não pedi tempo vi e fiquei sem palavras. Super indico este filme!

terça-feira, 5 de maio de 2015

Tudo Sobre o Documentário Kurt Cobain: Montage of Heck.


  Uma mistura multimídia de vídeos caseiros, escritos em diários, desenhos, rabiscos em cadernos e gravações em áudio do cantor e compositor, o documentário de Brett Morgen é mais do que apenas um filme obrigatório para os fãs do Nirvana. É um trabalho coletivo feito em oito anos que oferece uma espiada na mente do artista, do primeiro indício criativo até o espiral descendente.
E quando o filme se aproxima do fim, com Kurt agradecendo a plateia no show da banda no MTV Unplugged, a sensação não é de apenas ter conhecido melhor o cara, mas, sim, de completo esgotamento emocional.

“Só queria dar à Frances algumas horas a mais com o pai dela”, disse Morgen (na foto abaixo, ao lado de Courtney e Frances). Ela estava na plateia, assim como a mãe de Kurt, a irmã (Kim), Krist Novoselic e Courtney Love, que recebeu profusos agradecimentos do diretor pela confiança dela. “Desafio você a encontrar outra pessoa que lhe daria as chaves do depósito”, disse. “E diga: ‘Vasculhe toda minha bagunça, faça um puta filme e vou assistir quando estiver pronto’.”


Dizer que Morgen teve acesso irrestrito aos pertences pessoais de Cobain seria insuficiente. Há gravações de uma Super 8 de Kurt criança com os cabelos loiros com corte estilo tigela, batendo em um piano de brinquedo e apagando velas de um bolo de aniversário. Há também fotos do músico como um adolescente calado, com a voz dele ao fundo descrevendo como as descobertas da maconha e do punk o ajudaram a lidar com um profundo senso de alienação.


Sempre quis ver a certidão de nascimento de Kurt? Ou ouvir uma conversa gravada entre Cobain e o vocalista do Melvins, Buzz Osborne, sobre como a cidade de Aberdeen era uma merda? Está tudo lá, de longas passagens com páginas de cadernos cheias de desenhos e com prováveis nomes de banda (The Reaganites, Hare Lips) até versões embrionárias das icônicas canções.
Declarações de integrantes da família, a ex-namorada Tracy Marander, Novoselic e Courtney ajudam a construir uma ponte entre as páginas e as parafernálias de Kurt. A ausência declarada de Dave Grohl foi explicada por Morgen na entrevista após a exibição: ele entrevistou o líder do Foo Fighters há algumas semanas, depois de o filme já estar pronto. Existe a possibilidade de ele reeditar o longa no futuro.

Esta pode ser a única observação sobre Montage of Heck, cujo título foi tirado de uma das mixtapes de Cobain (ouça abaixo) cheias de vozes, barulhos, trechos de músicas e uma demo ocasional. Morgen utiliza-se do formato – de achar uma finalidade por meio das esquisitices – para chegar ter um resultado extremamente pessoal.
Partes chave da mitologia acerca do Nirvana – como Kurt encontrando inspiração em um grafite de Kathleen Hanna ou como e quando aconteceu a entrada de Grohl na banda – são quase que deixados de lado. O número de telefone de David Geffen aparece rapidamente em uma anotação. E até mesmo o vídeo de “Smells Like Teen Spirit” é encoberto por uma versão da música interpretada por um coral de crianças.

Nirvana: os bastidores e detalhes da reunião.

Por isso, o espectador ganha uma experiência de Kurt Cobain sem filtros: todos os esboços perturbadores, poemas inacabados e listas de desejos. Ganha, também, uma visão desarticulada e desorientada da fama pelos olhos dele, com uma mistura confusa de shows, reportagens e questionários insípidos na TV.
Há também uma desconfortável e íntima abordagem da vida dele ao lado de Courtney, incluindo fotos deles se beijando (tiradas por eles mesmos) e imagens de Courtney grávida com os seios descobertos. Este é um casal perdidamente apaixonado e, de acordo com as matérias de tabloides que Morgen expõe, frequentemente drogado.


Mas é esta parte que ganha destaque, especialmente quando Frances Bean Cobain entra em cena. “Frances me disse: ‘As pessoas agem como se meu pai fosse o Papai Noel’”, disse Morgen, depois da exibição do documentário. “‘E ele não era o Papai Noel’. Acho que ela percebeu isso depois de assistir ao filme.”
Kurt era um pai atencioso, mesmo quando pressões externas o colocavam em má situações ou os problemas de saúde o deixavam inativo. O amor dele pela filha sempre foi de conhecimento público, mas vê-lo rolando pelo chão com ela, enquanto Frances se diverte, muda o foco do astro. Aquela cena não é a representação do porta-voz de uma geração. É apenas um ser humano, um marido e um pai.

Isso tudo deixa muito emocionante a exibição de Kurt se confessando por meio de violentas mensagens de voz ou as páginas do caderno dele que indicam um desespero por ajuda – um dos escritos é simplesmente a frase: “Vá se matar”, repetida diversas vezes.
O momento mais assombroso acontece quando o jornalista da Rolling Stone EUA, David Fricke, pode ser ouvido acima da trilha sonora questionando Cobain sobre “I Hate Myself and Want to Die” (“Eu me odeio e quero morrer”), de In Utero: “Você está sendo muito satírico ou atingido algo muito sombrio?”. A resposta de Kurt é uma risada arrepiante.

Os Últimos Dias de Kurt Cobain.

Qualquer um poderia ter feito um documentário sobre uma banda. A abordagem experimental, uma viagem sem estrada, feita por Morgen, entretanto, fez algo muito mais profundo: deixa o espectador sentir-se como se tivesse estudado o diário de alguém. Deixa a sensação de que Kurt ficaria feliz por isso. Esteja preparado para encontrar o cara que você admira. Mas esse encontro é tanto para o bem quanto para o mal.


Links que poderá gostar: David Garrett faz uma nova versão de 'smells like teen spirit' e outros