Duzentos anos após a Conquista, a dinastia Targaryen vive seu auge. Os
Sete Reinos de Westeros atravessam um tempo de relativa paz, nos últimos
anos
do reinado do Bom Rei Daeron.
É neste cenário que Dunk, um menino pobre da Baixada das Pulgas, tem uma
chance única: deixar a vida miserável em Porto Real para se tornar
escudeiro
de um cavaleiro andante.
Quando adulto, o cavaleiro morre e Dunk decide tomar seu lugar e fazer fama no torneio de Campina de Vaufreixo.
É quando conhece Egg, um menino de dez anos, cabeça totalmente raspada,
que é muito mais do que aparenta ser. Dunk aceita Egg como seu escudeiro
e,
juntos, viajam por Westeros em busca de trabalho e aventuras. Uma grande
amizade nasce entre eles – uma amizade pela vida toda, mesmo quando,
anos
mais tarde, os dois personagens assumem papéis centrais na estrutura de
poder dos Sete Reinos.
As aventuras de Dunk e Egg trazem para os fãs de As Crônicas de Gelo e
Fogo a oportunidade única de vivenciar outro momento da história de
Westeros,
de conhecer e analisar fatos que teriam desdobramentos noventa anos
depois, na guerra dos tronos.
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Livro Deixe A Neve Cair - John Green, Mauren Johnson, Lauren Myracle.
Na noite de Natal, uma tempestade de neve transforma uma pequena cidade
num inusitado refúgio para encontros românticos. Em “Deixe a Neve Cair”,
bem
sucedida parceria entre três autores de grande sucesso entre os jovens,
John Green, Lauren Myracle e Maureen Johnson escrevem três hilários e
encantadores contos de amor, com direito a surpreendentes armadilhas do
destino e beijos de tirar o fôlego. E provam que o amor verdadeiro pode
acontecer quando e onde menos se espera.
Mais um livro brilhante de John Green com Lauren Myracle (formaturas infernais).
Crítica
Mais um livro brilhante de John Green com Lauren Myracle (formaturas infernais).
Crítica
A princípio parece que estamos lendo
contos separados, escritos por autores diferentes, com estilos
diferentes e apenas o tema em comum, mas Deixe a Neve Cair nos
surpreende de forma bela quando liga todos eles através de pequenos
detalhes e personagens. As tramas, vistas de forma individual, são
ótimas, mas ao terminar o livro a sua maior vontade é reler tudo para
notar os encontros entre os três contos. O último, que une os
personagens de todos eles juntos, é o que melhor apresenta a ligação,
tornando tudo uma única grande história, mas nem por desvalorizando as
partes isoladas. Cada conto funciona bem sem essas ligações.
Vivemos tempos de descrença. A geração
de jovens atuais passa por uma fase complicada, dúvidas, preconceitos e
barreiras afundam inúmeros em depressões. E não é diferente com os
personagens presentes no livro. Ao terminar de lê-lo a sensação de
felicidade ao se relacionar com tudo é indescritível, e, quem sabe, ele
não faz a gente voltar a acreditar nos milagres de natal?
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Livro A Irmã de Freud - Goce Smilevski.
Teria Sigmund Freud sido responsável pela morte de sua irmã em um campo de concentração nazista?
Vencedor do Prêmio da União Europeia para a Literatura, A irmã de Freud,
quando lançado, chocou os leitores, que se perguntavam se a história
criada por Goce Smilevski seria verdade. Apesar de ser ficção, a
premissa da obra é verdadeira: Freud fugiu da Áustria em plena ascensão
nazista deixando quatro irmãs para trás. Todas morreram em campos de
concentração.
Na Viena ocupada pelos nazistas, Sigmund Freud recebeu o direito de fugir para o exterior levando consigo alguns entes queridos. Na lista do fundador da psicanálise, entram a mulher, os filhos, a cunhada, duas assistentes, o médico pessoal com sua família e até o cachorro, mas não quatro irmãs idosas: Marie, Rosa, Pauline e Adolfine. É a voz desta última, deportada para o campo de concentração de Terezín, que relembra com dolorosa mágoa o episódio.
Smilevski narra, com maestria, a trajetória da família do famoso Freud, com destaque, obviamente à narradora. Por meio de Adolfine, o leitor descobre a intimidade do famoso psiquiatra, suas fraquezas e como ele se relacionava com os parentes. Além disso, mostra a vida miserável que ela própria teve. Há também um intenso debate de teorias psicanalíticas, mostrando como elas não eram seguidas pelo próprio criador.
Um dos principais temas tratados na obra é a loucura, que culmina com uma inteligente discussão entre os dois protagonistas a respeito da felicidade e do sentido da vida.
A irmã de Freud é o relato de uma mulher que, esquecida nas sombras da história, revive relações familiares gélidas, um amor trágico, o sonho não realizado da maternidade e a aceitação de encontrar a paz apenas no esquecimento tranquilizador de uma loucura autoimposta.
“Um livro chocante e sepulcral.” (The Wall Street Journal) “Impressionante, ousado e surpreendente. A irmã de Freud se atreve a revelar uma biografia sombria de Freud.” (Joyce Carol Oates, The New York Review of Books)
“A irmã de Freud é uma realização artística rara — informativo, mas também sábio; perspicaz e comovente. Um livro emocionante.” (The Jewish Daily Forward).
Na Viena ocupada pelos nazistas, Sigmund Freud recebeu o direito de fugir para o exterior levando consigo alguns entes queridos. Na lista do fundador da psicanálise, entram a mulher, os filhos, a cunhada, duas assistentes, o médico pessoal com sua família e até o cachorro, mas não quatro irmãs idosas: Marie, Rosa, Pauline e Adolfine. É a voz desta última, deportada para o campo de concentração de Terezín, que relembra com dolorosa mágoa o episódio.
Smilevski narra, com maestria, a trajetória da família do famoso Freud, com destaque, obviamente à narradora. Por meio de Adolfine, o leitor descobre a intimidade do famoso psiquiatra, suas fraquezas e como ele se relacionava com os parentes. Além disso, mostra a vida miserável que ela própria teve. Há também um intenso debate de teorias psicanalíticas, mostrando como elas não eram seguidas pelo próprio criador.
Um dos principais temas tratados na obra é a loucura, que culmina com uma inteligente discussão entre os dois protagonistas a respeito da felicidade e do sentido da vida.
A irmã de Freud é o relato de uma mulher que, esquecida nas sombras da história, revive relações familiares gélidas, um amor trágico, o sonho não realizado da maternidade e a aceitação de encontrar a paz apenas no esquecimento tranquilizador de uma loucura autoimposta.
“Um livro chocante e sepulcral.” (The Wall Street Journal) “Impressionante, ousado e surpreendente. A irmã de Freud se atreve a revelar uma biografia sombria de Freud.” (Joyce Carol Oates, The New York Review of Books)
“A irmã de Freud é uma realização artística rara — informativo, mas também sábio; perspicaz e comovente. Um livro emocionante.” (The Jewish Daily Forward).
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Livro Cidade de Papel - John Green.
A história é sobre Quentin, um garoto em seu último ano de escola,
que é apaixonado por sua vizinha e, em sua opinião, o seu milagre: Margo
Roth Spielgelman, a garota mais amada da escola. Eles se conhecem desde
os dois anos de idade, e sempre foram amigos. Um dia, aos dez anos, os
dois encontram um cara morto em um parque, quando estavam andando de
bicicleta. Margo concluiu que os fios dele tinham se arrebentado, e isso
fica na cabeça de Q. Com o tempo, cada um segue um caminho diferente,
mas os dois lembram daquele homem
Anos depois, em um noite, Margo aparece na janela de Q o convidando para uma aventura, e ele aceita. Os dois invadem o Sea World, deixam três bacalhaus de presente para alguns amigos de Margo, visitam o SunTrust e depilam a sobrancelha de Chuck. No SunTrust, os dois conseguem enxergar quase toda a cidade de papel que é Orlando. Quando chega em casa, Q percebe que aquela foi a melhor noite de sua vida.
Porém, tudo muda quando Margo some no dia seguinte. Não é a primeira vez, e ela sempre deixa dicas de onde foi para alguém, seja na sopa de letrinhas ou em um comentário anônimo na internet. Depois de uns dias, o sumiço já está muito longo e todos ficam preocupados, e Q resolve investigar o paradeiro de Margo.
No meio de investigações, cidades de papel e locais abandonados, o livro tem um ritmo tranquilo e conquistador, típico do Green. A história conquista quem a lê o nós, leitores, começamos a investigar o sumiço de Margo junto à Q. As dicas levam à vários lugares, porém apenas um é o certo. Q tem certeza de onde Margo está quando vê um comentário online do jeito que apenas ela escrevia, e mesmo que esse lugar talvez nem existisse, ele vai atrás dela com Lacey, Ben e Radar.
A escrita de John é leve e fácil, e em nenhum momento o leitor fica entediado. Sem largar o livro nos últimos dois dias, achei o final meio previsível, porém a estrada até ele é interessante e a melhor parte.
A pesquisa do John para escrever esse livro deve ter sido cansativa e longa, e mais uma vez ele mostrou ser um autor talentoso e dedicado, que se importa com todos os detalhes. Cidades de papel tem romance, aventura, festas e papais noéis negros e tudo isso se encaixa perfeitamente, formando uma ótima história.
O livro mostrou como as pessoas são apenas… pessoas. E devemos olha-las como uma janela, não um espelho. É um livro bastante reflexivo, que nos faz pensar sobre a vida e sobre o que as pessoas significam para nós, e também sobre como botamos algumas delas num pedestal e esquecemos que elas são seres humanos como qualquer um. E o que eu mais amo na escrita do John Green, é o fato dele conseguir criar um livro com tudo isso de uma forma que é divertida e atraente, sem ficar tedioso e de uma maneira que consegue nos segurar até o final da história.
Anos depois, em um noite, Margo aparece na janela de Q o convidando para uma aventura, e ele aceita. Os dois invadem o Sea World, deixam três bacalhaus de presente para alguns amigos de Margo, visitam o SunTrust e depilam a sobrancelha de Chuck. No SunTrust, os dois conseguem enxergar quase toda a cidade de papel que é Orlando. Quando chega em casa, Q percebe que aquela foi a melhor noite de sua vida.
Porém, tudo muda quando Margo some no dia seguinte. Não é a primeira vez, e ela sempre deixa dicas de onde foi para alguém, seja na sopa de letrinhas ou em um comentário anônimo na internet. Depois de uns dias, o sumiço já está muito longo e todos ficam preocupados, e Q resolve investigar o paradeiro de Margo.
No meio de investigações, cidades de papel e locais abandonados, o livro tem um ritmo tranquilo e conquistador, típico do Green. A história conquista quem a lê o nós, leitores, começamos a investigar o sumiço de Margo junto à Q. As dicas levam à vários lugares, porém apenas um é o certo. Q tem certeza de onde Margo está quando vê um comentário online do jeito que apenas ela escrevia, e mesmo que esse lugar talvez nem existisse, ele vai atrás dela com Lacey, Ben e Radar.
A escrita de John é leve e fácil, e em nenhum momento o leitor fica entediado. Sem largar o livro nos últimos dois dias, achei o final meio previsível, porém a estrada até ele é interessante e a melhor parte.
A pesquisa do John para escrever esse livro deve ter sido cansativa e longa, e mais uma vez ele mostrou ser um autor talentoso e dedicado, que se importa com todos os detalhes. Cidades de papel tem romance, aventura, festas e papais noéis negros e tudo isso se encaixa perfeitamente, formando uma ótima história.
O livro mostrou como as pessoas são apenas… pessoas. E devemos olha-las como uma janela, não um espelho. É um livro bastante reflexivo, que nos faz pensar sobre a vida e sobre o que as pessoas significam para nós, e também sobre como botamos algumas delas num pedestal e esquecemos que elas são seres humanos como qualquer um. E o que eu mais amo na escrita do John Green, é o fato dele conseguir criar um livro com tudo isso de uma forma que é divertida e atraente, sem ficar tedioso e de uma maneira que consegue nos segurar até o final da história.
terça-feira, 1 de abril de 2014
CINE PIPOCA 4.
Começamos o mês com grandes filmes, Noé (Noah), Rio 2, Capitão América 2: O Soldado Invernal, entre outros.
Elenco: Russell Crowe, Emma Watson, Logan Lerman, Jennifer Connelly, Douglas Booth, Ray Winstone, Anthony Hopkins, Nick Nolte.
Dirigido por: Darren Aronofsky.
Elenco: Russell Crowe, Emma Watson, Logan Lerman, Jennifer Connelly, Douglas Booth, Ray Winstone, Anthony Hopkins, Nick Nolte.
Dirigido por: Darren Aronofsky.
quarta-feira, 12 de março de 2014
Livro Supernova: o Encantador de Flechas - Livro I.
Imersa em uma ditadura ideológica, a isolada cidade de Acigam sofre com a
ameaça da guerra civil. De um lado, a Guilda, um grupo que usa os
ensinamentos da Ciência das Energias para exigir os direitos da
população. Do outro, um governo tirano, com soldados especialistas em
aniquilar
magos, nome vulgar dado aos praticantes de tal ciência. No meio desse
conflito vive Leran, um garoto prestes a se formar na escola e não sabe
qual
futuro pode ter em uma cidade como Acigam. Após o envolvimento dos
membros de sua família na rebelião, ele percebe que também está fadado a
participar da guerra e vive uma aventura alucinante para descobrir mais
sobre a misteriosa ciência que permite encantar objetos com a energia
dos
elementos. Leran deverá conciliar suas preocupações com a irmã mais
nova, a recente vida amorosa e o medo de ser capturado pelos terríveis
silenciadores. Usando uma narrativa dinâmica e envolvente, Supernova
promete entreter o leitor com muita ação, suspense e reviravoltas
incríveis.
sábado, 8 de março de 2014
Linkin Park - Guilty All The Same (feat. Rakim) New Song.
Culpado do Mesmo Jeito (part. Rakim)
Diga-nos de novoO que você pensa que devíamos ser
Quais são as respostas
O que é que não conseguimos ver
Diga-nos de novo
Como fazer o que você diz
Como cair em fileiras
Como não há outro jeito
Mas, ooh
Tentar novamente
Você é culpado do mesmo jeito
Muito doente para se sentir envergonhado
Você quer apontar o dedo
Mas não há ninguém para culpar
Você é culpado do mesmo jeito
Muito doente para se sentir envergonhado
Você quer apontar o dedo
Mas não há ninguém para culpar
Você é culpado do mesmo jeito
Mostre-nos de novo
Que nossas mãos são sujas
Que estamos despreparados
Que você tem o que precisamos
Mostre-nos de novo
Pois não podemos ser salvos
Pois o fim está próximo
Agora não há outro jeito
E, ooh
Você saberá
Você é culpado do mesmo jeito
Muito doente para se sentir envergonhado
Você quer apontar o dedo
Mas não há ninguém para culpar
Você é culpado do mesmo jeito
Muito doente para se sentir envergonhado
Você quer apontar o dedo
Mas não há ninguém para culpar
Não há mais ninguém para culpar
Culpado do mesmo jeito
Culpado do mesmo jeito
Você é culpado do mesmo jeito
Sim
Você já sabe como é
Vocês todos podem explicar que terra é essa
Em que um homem tem planos de ficar rico
Mas os planos dos chefes é juntar fortuna
Haverá um esquema para ganhar dinheiro
Uma divisão limpa
Absurdo do mesmo jeito, até a confiança é suja
Falam em "time", eles pegam o caminho da grana
Tudo que pensam é a conta do banco, posses e I'móveis
A custa de qualquer pessoa, sem vergonha
Com a consciência limpa
Sem arrependimentos, são livres de culpa
Mas alegam que não foi assim que me construíram
Cortina de fumaça antes da chama
Saiba, assim que se forem, qual será o plano
Digo que é hora de as coisas mudarem
Reorganizar aquele produto bom que fizemos barato
Qualquer coisa se for para ganhar mais
Sugar, manipular dizendo "isso é muito profundo"
Até não sobrar mais nada, mas ainda sou eu
Um autêntico hip-hop e rock, do pop e da rádio
E as gravadoras me matam
Tentam me forçar a exceder isso, de jeito nenhum
Você tem a amargura de dizer
"Quão real a realidade pode ser?"
Você me entende?
Sim, veremos
Se a ganância é a culpada
Gananciosos pela fama
Da tv ou um nome
Da mídia e do jogo
Para mim, vocês são todos iguais
Você é culpado
Você é culpado do mesmo jeito
Muito doente para se sentir envergonhado
Você quer apontar o dedo
Mas não há ninguém para culpar
Você é culpado do mesmo jeito
Muito doente para se sentir envergonhado
Você quer apontar o dedo
Mas não há ninguém para culpar
Não há ninguém para culpar
Culpado do mesmo jeito
Culpado do mesmo jeito
Culpado do mesmo jeito
quinta-feira, 6 de março de 2014
É renovada a terceira temporada da série Continuum na Showcase.
É renovada a terceira temporada da série Continuum da emissora canadense Showcase. Estreia dia 16 de março no Canadá.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Nova Série STAR-CROSSED estreiou esta semana.
Sinopse: Star-Crossed
conta a história de convivência entre alienígenas e humanos, dez anos
após centenas de extraterrestres terem chegado a Terra e sido feitos
prisioneiros. A trama é centrada no épico romance entre uma garota
humana e um rapaz alienígena, quando ele e mais oito de sua espécie são
integrados ao Ensino Médio.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Desvendando o Tabu: Intolerância Religiosa.
"Sou
ateu e mereço o mesmo respeito que tenho pelos religiosos."
(Drauzio Varella).
A
humanidade inteira segue uma religião ou crê em algum ser ou
fenômeno transcendental que dê sentido à existência. Os que não
sentem necessidade de teorias para explicar a que viemos e para onde
iremos são tão poucos que parecem extraterrestres.
Dono
de um cérebro com capacidade de processamento de dados incomparável
na escala animal, ao que tudo indica só o homem faz conjecturas
sobre o destino depois da morte. A possibilidade de que a última
batida do coração decrete o fim do espetáculo é aterradora. Do
medo e do inconformismo gerado por ela, nasce a tendência a
acreditar que somos eternos, caso único entre os seres vivos.
Os
religiosos que têm dificuldade para entender como alguém pode
discordar de sua visão devem pensar que eles também são ateus
quando confrontados com crenças alheias.
Na
realidade, a religião do próximo não passa de um amontoado de
falsidades e superstições. Não é o que pensa o evangélico na
encruzilhada quando vê as velas e o galo preto? Ou o judeu quando
encontra um católico ajoelhado aos pés da virgem imaculada que
teria dado à luz ao filho do Senhor?
"O
ateu desperta a ira dos fanáticos, porque aceitá-lo como ser
pensante obriga-os a questionar suas próprias convicções." Não é
outra a razão que os fez apropriar-se indevidamente das melhores
qualidades humanas e atribuir as demais às tentações do Diabo.
Generosidade, solidariedade, compaixão e amor ao próximo constituem
reserva de mercado dos tementes a Deus, embora em nome Dele sejam
cometidas as piores atrocidades.
'Os
pastores milagreiros da TV que tomam dinheiro dos pobres são
tolerados porque o fazem em nome de Cristo. O menino que explode com
a bomba no supermercado desperta admiração entre seus pares porque
obedeceria aos desígnios do Profeta. Fossem ateus, seriam
considerados mensageiros de Satanás.'
Ajudamos
um estranho caído na rua, damos gorjetas em restaurantes aos quais
nunca voltaremos e fazemos doações para crianças desconhecidas,
não para agradar a Deus, mas porque cooperação mútua e altruísmo
recíproco fazem parte do repertório comportamental não apenas do
homem, mas de gorilas, hienas, leoas, formigas e muitos outros, como
demonstraram os etologistas.
'O
fervor religioso é uma arma assustadora, sempre disposta a disparar
contra os que pensam de modo diverso. Em vez de unir, ele divide a
sociedade - quando não semeia o ódio que leva às perseguições e
aos massacres.'
Para
o crente, os ateus são desprezíveis, desprovidos de princípios
morais, materialistas, incapazes de um gesto de compaixão,
preconceito que explica por que tantos fingem crer no que julgam
absurdo.
Fui
educada para respeitar as crenças de todos, por mais bizarras que a
mim pareçam. Se a religião ajuda uma pessoa a enfrentar suas
contradições existenciais, seja bem-vinda, desde que não a torne
intolerante, autoritária ou violenta.
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