O
novo filme nos mostra uma sequência de luta entre Batman e um grupo
de capangas com maquiagem de palhaço. É válido questionar se essa
gangue está de alguma forma conectada ao Coringa ou se eles são um
prelúdio para a ascensão do pior supervilão de Gotham.
De qualquer forma, Batman realmente
sai no braço com esses bandidos. Nós até o vemos destruir um taser
para se livrar de um inimigo. O olhar no rosto de Pattinson sugere
que Bruce está lutando para conter uma fúria assassina. O ator
chegou a falar sobre essa raiva em entrevista sugerindo que o Batman
está consumindo rapidamente a vida de Bruce.
Mais perturbador, o próprio Bruce
diz: "Não ligo pro que acontecer comigo." Ele claramente
se perdeu e pode estar tão consumido por sua cruzada de vigilante e
sede de vingança que tem um desejo real de morte. Mesmo como Bruce,
ele tem a aparência de alguém que oscila no limite da sanidade. O
peso que ele se auto impôs está lhe custando muito.
Ao que parece Bruce/batman, não planeja viver muito segundo a cena que mostras as inúmeras cicatrizes pelo corpo. Até Alfred parece genuinamente preocupado com o caminho que Mestre Bruce está trilhando.
O
morcego, mulher-gata e pinguim
Mais nem tudo é dor e sofrimento, tem
a origem do romance com Selina/mulher-gata e o preludio dos vilões
como charada, pinguim e seus comparsas.
O
longa deixa claro um o romance de Batman e Selina , e a química que
eles conseguem promover. Além de ser totalmente capaz de se defender
da vilania de Gotham City.
Mas há uma cena que possui um tom
muito diferente. Nela, Selina parece genuinamente com medo enquanto
assiste ao Batman esmagar o cérebro de alguém. Ela parece estar
fascinada e repelida por seu novo amigo.
Mas se a cena da Mulher-Gato
carregando uma arma for qualquer indicação, ela pode ter uma missão
sombria própria. Nos quadrinhos, Selina é frequentemente retratada
como a filha ilegítima do chefe do crime Carmine Falcone, que é
interpretado por John Turturro neste filme. Ela poderia ter uma rixa
com a máfia?
Vemos várias novas imagens do
Pinguim desta vez, incluindo algumas que parecem ser ambientadas em
sua base de operações, o Iceberg Lounge. O chefe do crime está em
alta, mas ele é poderoso o suficiente para bater de frente com o
Cavaleiro das Trevas?
Olá pessoal, fiz uma seleção dos melhores filmes para assistir nesse fimzinho de ano e sugestões também para 2021, que ao que parece promete no quesito superprodução. Veja!
Olá pensadores, essa semana assisti e
analisei a duas obras cinematográficas que traz uma reflexão sobre
tabus e crises existenciais. Curiosos?
High Life - Uma nova vida
Há
um certo clima de horror inerente em High
Life. Logo na primeira
cena, em uma conversa de Monte (Robert
Pattinson) com sua filha,
a câmera de Claire Denis
parece gerar uma
expectativa. A relação entre os ambientes, a perda de uma
ferramenta, os computadores apitando. Tudo nessa relação espacial
gera uma correlação meio tensa, nervosa de um universo destroçado.
A vista do mesmo personagem a outras pessoas mortas dão ainda mais
uma certeza de um medo. Mas o que e qual seria esse medo afinal? Bom,
o terror provocado aqui é relacionado a nossa memória, ao passado
de forma a gerar um fardo para os personagens.
No presente, o filme acompanha a
história de Monte no espaço, mas também lembrando os
acontecimentos que o levaram até ali. Sua ida para o espaço se deve
a um programa do governo de levar criminosos para fora da Terra, com
objetivo de realizarem uma missão. No comando de todos, Dibs
(Juliette Binoche)
passa o tempo tentando entender e perceber os instintos selvagens de
cada um.
Esse horror toma conta de cada
relação, cada conversa presente. Existe até um grande nível de
estresse pelo lugar causado aos personagens – salientado pelos big
closes em mãos, testas, olhos -, passado ao público. Tudo parece
estar a um ponto de explodir nesse passado, algo salientado ainda
mais por um presente complexo.
Entretanto, ao alcançar o futuro,
o peso dessas escolhas e decisões deixam o personagem principal um
pouco refém do tempo. Claire Denis foca, inclusive, em um lado mais
observativo de Pattinson, ao parecer se questionar do que realmente
aconteceu e de seu papel nisso tudo. Existe também um laço de falar
sobre paternidade. Todavia, tais fatos acabam sendo mais passáveis
adiante por causa de um conceito maior desse tempo sendo um fardo. Os
relances anteriores acabam se potencializado no presente.
A tentativa de um debate mais
aprofundado filosoficamente traz a história um elemento meio
confuso. Quando se deixar tudo acontecer quase em preceitos
aleatórios (algo muito presente no segundo ato) ocorre uma maior
funcionalidade e naturalidade narrativa. Todavia, principalmente
próximo ao fim, há uma tentativa de rememorar ‘Solaris’,
de 1972, ao trazer quase uma eventualidade da morte e da loucura. É
um caminho quase genérico, acontecido de maneira meio
despretensiosa.
Enfim, “High Life” é confuso,
(tanto pelo seu enredo complexo, quanto seus acontecimentos não
lineares), mas talvez ainda mais intenso que esse sentimento, é a
tristeza avassaladora que acompanha a sua odisseia espacial. Este é
um estudo sobre aqueles que estão radicalmente sozinhos no mundo e
acaba por se transmutar em algo maior e mais complicado, um grito
gutural de reprodução em harmonia com um poema épico sobre o
mergulho da Humanidade no ominoso desconhecido. Nas palavras da
realizadora, é também um filme sobre ternura no espaço, sobre
fidelidade, sinceridade e confiança. É um retrato do laço que une
o pai e uma filha, o afeto e o amor que sobrevivem e perduram mesmo
por entre a brutalidade de que o ser humano é capaz. Pode ser
difícil encarar os seus mistérios, mas há glória cinematográfica
à espera dos espectadores que aguentarem e foram generosos o
suficiente. No final, a Terra está longe, talvez não exista, talvez
tudo tenha morrido. No fim, só existe um pai, uma filha, e uma linha
amarela. O infinito, o desconhecido abre seus braços negros e
abraça-nos no reconforto do seu horror e da sua maravilha.
Deixemo-nos ser abraçados.
Por Lugares Incríveis
A
história de Jennifer Niven oferece aos jovens histórias palpáveis
do que o velho faz de conta. O enredo acompanha Violet e Finch, dois
jovens que vivem mundos distintos no colegial, mas cujos caminhos se
cruzam em circunstâncias especiais.
Durante uma de suas
corridas matinais pela cidade, Finch se depara com Violet em cima de
uma ponte. A jovem perdeu a irmã e ainda não aprendeu a lidar com a
ausência. Seus amigos não entendem a duração do luto e a própria
Violet prefere se afastar até das atividades escolares. A relação
entre ela e Finch se fortalece quando eles precisam fazer um trabalho
em dupla sobre os "lugares incríveis" de Indiana.
A amizade dos dois cresce, Finch
quebra a casca criada por Violet para se proteger apenas por saber
ouvir e tentar se colocar no lugar dela. "Por Lugares Incríveis"
é um filme sobre empatia, sobre se enxergar nos outros, mas também
é um filme sobre saúde mental e doenças sociais.
Enquanto Violet é transparente em
sua dor, Finch esconde a sua atrás de citações inteligentes e
tiradas espertas. Aos poucos vamos, juntamente com Violet, conhecendo
o personagem. O contraste entre eles é curioso e confere
profundidade à trama. Algumas descobertas parecem repentinas, mas
talvez seja assim que a vida funcione nesses casos; é aquela velha
história de que a depressão não tem rosto e pode estar escondida
por trás de sorrisos e piadas.
No início o longa é dinâmico e
de cara fala para que veio, conforme a trama vai passando a história
vai se arrastando até chegar ao final quase previsível. Enquanto
Violet vesti uma couraça para o mundo exterior, Finch tem um olhar
sofrido como se já tivesse vivido tempo demais.
Jennifer Niven cria ótimos
personagens, complexos e encantadores, para mostrar ao mundo que os
dramas adolescentes vão além da popularidade na escola. É também
um alerta que nunca houve tantos problemas a serem enfrentados pelos
jovens como há atualmente.
"Por Lugares Incríveis"
é divertido, adorável, mas também é pesado sem se tornar
explícito. O filme, assim como o livro, mostra que nunca se sabe
pelo que o outro está passando, qual a dor de cada um.
Obs:Tenho que parabenizar a Netflix
por estar fazendo filmes cada vez mais com uma pegada psicológica
seja com temas clichês ou conceituais.