terça-feira, 30 de junho de 2015

A Leituta Nossa De Cada Dia - Como conseguir um espaço estiloso para praticar a leitura e outros fins.

A leitura lhe permite viajar sem sair do lugar. Conhecer pessoas (ou personagens), outros países, viver histórias como se fossem suas, enfim, mergulhar em novos mundos. Como já é tradicional nesta época do ano, está para começar a Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, o maior maior no setor no país. O homenageado desta edição é o escritor e poeta – entre outros tantos atributos – Mário de Andrade. De 1º a 5 de julho, a cidade do litoral Sul Fluminense estará a mil, com mais de 200 eventos acontecendo, entre debates, exposições, oficinas e shows. Um clima contagiante para os amantes da literatura.
Mas, e depois, da feira já pensou onde colocar os novos exemplares? Considerando que livros são preciosidades e que merecem ser guardados como tal – com destaque e toda pompa possível – selecionamos alguns para inspirar quem ama ler. Um deles é da designer de interiores Anna Malta, em parceria com a arquiteta Andrea Duarte. Elas criaram estantes de ponta a ponta, cobrindo duas paredes e uma sala. O designe, explica Anna, foi feito para a mostra de decoração Lider.
  – Para cada projeto, há uma demanda. Na mostra, temos mais liberdade para criarmos algo  conceitual. Já quando fazemos um projeto para uma familia, é preciso ser mais objetivo e questionar problemas. Essa estante foi mais um conceito, mas poderia ser facilmente usada em uma casa de outras formas: mais alta ou mais baixa, por exemplo. Você pode modular como quiser – diz a designer,referindo se à peça composta por cinco prateleiras de nichos claros, exceto pela quarta, que tom goiaba e se destaca.
Outros exemplo dessa objetividade é o projeto que a dupla fez embaixo da escada de uma cobertura.
  – Às vezes,  há locais ociosos na casa que podem ser bem aproveitados. Usamos esse canto baixo dos degraus para otimizar o espaço – conta Anna.
Porque não agregar beleza?
Nessa linha do útil e com estilo, a dupla Andrea Spelzon, designer de interiores, e Pedro Lima, arquiteto, usou estantes em vez de guarda-corpo na beira da escada no hall da casa de uma morador que, claro, ama livros. Uma estante deve ser acima de tudo útil. Se puder ter um bom design e servir como ornamento nas salas, melhor ainda.
A famosa arquiteta iraniana Zaha Hadid sabe bem pôr isso em prática. Ela criou a estante “Tide”, que nada mais é que junção de módulos de plástico, quepodem ser encaixados. Assim você é quem define o tamanho: pode ser uma tripa ou painel inteiro na sala. O desenho modernoé uma referencia à geometria de superficies minimalistas, diz Zaha. É justamente esse espiríto memático da sua obra que permite um levado grau de variações e composições.

E engana-se quem pensa que projetos contemporânios são apenas para adultos. É de pequeno que se aprende, já diz a crença popular. Então, nada melhor que apostar em estantes no espaço das crianças. A arquiteta Andrea Chicharo instalou uma belíssima peça no quarto de uma garota de 14 anos.
  – Gosto de brincar com as estantes formando espaços diferentes. Na verdade, esse móvel é uma grande painel, onde nichos são recortados e saem dele, aumentando a profundidade. Esse efeito faz com que ele fique mais leve, principalmente quando se olha lateralmente. Nesse caso, os livros podem ficar no alto. Mas se são filhos menores, o ideal é deixa-los embaixo, à mão das crianças – explica Chicharo.
Se você gosta da sensação de estar imerso no mundo literário, mas não tem tantos livros assim, uma dica é o papel de parede. Há várias opções que fazem alusão a esse universo, imitanto uma biblioteca. A Orleans tem alguns modelos, que vão do clássico aos descolados e coloridos. Anna acredita que a função das estantes está mudando, e se tornando mais voltada para a decoração:

  – Ainda tem muita demanda de estantes para guardar livros. Mas tenho percebido que muitos moradores querem ter um espaço para colocar livros e DVDs que muitas vezes já nem leem ou escutam mais. É quase como coleção. É por apego mesmo que eles querem ter aqueles espaço.
Pode ser. Mas uma coisa é fato: seja porque é apenas bom vê-los expostos, ou para realmente escolher a próxima leitura, livros sempre merecerão lugar de honra nas casas.



sexta-feira, 26 de junho de 2015

Livro: Cidade Sem Sombras - J.R. Duran

Movido pela dor da perda, um homem decide passar um tempo em Macau, lugar repleto de possibilidades para pessoas que queiram aprender uma nova cultura ou simplesmente se embriagar e perder dinheiro nos cassinos da cidade. Entre doses de uísque e alguma luxúria momentânea, o protagonista acaba envolvendo-se com as consequências de um assassinato com o qual não tem nenhuma ligação. Devido a uma coincidência, ele estará às voltas com um mundo oculto pelas luzes da cidade sem sombras, lidando com os chefões do jogo e de todo tipo de negócio ilegal da região, e terá de cumprir uma tarefa aparentemente simples para que possa tentar reaver a vida que o permitia ser apenas mais um na multidão. Essa é a trama do novo livro lançado pelo fotógrafo J.R. Duran, Cidade sem sombras.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Comentando Sobre o Filme "O Impossível"

Sinopse:
O casal Maria (Naomi Watts) e Henry (Ewan McGregor) está aproveitando as férias de inverno na Tailândia junto com os três filhos pequenos. Mas na manhã de 26 de dezembro de 2004, enquanto curtiam aquele paraíso após uma linda noite de Natal, um tsunami de proporções devastadoras atinge o local, arrastando tudo o que encontra pela frente. Separados em dois grupos, a mãe e o filho mais velho vão enfrentar situações desesperadoras para se manterem vivos, enquanto em algum outro lugar, o pai e as duas crianças menores não têm a menor ideia se os outros dois estão vivos. É quando eles começam a viver uma trágica lição de vida, movida pela esperança do reencontro e misturando os mais diversos sentimentos.

Comentando sobre o filme
Filme incrível, não achei que enfeitaram os relatos reais como os críticos disseram. Cenas realmente impactantes tanto pelo drama vivido como pela riquezas de detalhes e sonoplastia emociante. Tom Rolland deu um banho de atuação junto com a Naomi Watts.


Mais da coluna "Comentando Sobre" em: Comentando Sobre "Winter on Fire"

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Filme Keith com Jesse McCartney

Keith é um filme em que um garoto problemático, invejoso de uma garota com vida aparentemente perfeita. Keith resolve aproveitar-se dela, mas os dois acabam por se apaixonar estranhamente.
Natalie Anderson (Elisabeth Harnois) é uma garota de dezessete anos com a vida aparentemente perfeita, que passa a maior parte de seu tempo jogando tênis para ingressar na Duke, uma faculdade bem conceituada, mas a bola de cristal que Natalie vive se quebra, quando ela conhece seu parceiro de laboratório Keith (Jesse McCartney) um rapaz problemático que vive com uma caminhonete amarela e tem uma vida bem diferente da dela. Sua mãe morreu e ele vive sozinho com o pai, por isso Keith criou um mundo de fantasia para fugir do real o que vai deixar Natalie e todos a sua volta muito atormentados. Aos poucos, Natalie vai descobrindo mais e mais sobre o rapaz, até que acaba por desvendar a razão para a forma como ele age. A trama do filme é seguida por diversas aventuras e romance. Aparentemente perfeito
Keith é um filme independente estadunidense dirigido por Todd Kessler e estrelado pelo ator/cantor Jesse McCartney e a atriz Elisabeth Harnois. Teve sua estreia em 2008.
Indicaram-me este filme em uma pagina que costumo ir e não pedi tempo vi e fiquei sem palavras. Super indico este filme!

terça-feira, 5 de maio de 2015

Tudo Sobre o Documentário Kurt Cobain: Montage of Heck.


  Uma mistura multimídia de vídeos caseiros, escritos em diários, desenhos, rabiscos em cadernos e gravações em áudio do cantor e compositor, o documentário de Brett Morgen é mais do que apenas um filme obrigatório para os fãs do Nirvana. É um trabalho coletivo feito em oito anos que oferece uma espiada na mente do artista, do primeiro indício criativo até o espiral descendente.
E quando o filme se aproxima do fim, com Kurt agradecendo a plateia no show da banda no MTV Unplugged, a sensação não é de apenas ter conhecido melhor o cara, mas, sim, de completo esgotamento emocional.

“Só queria dar à Frances algumas horas a mais com o pai dela”, disse Morgen (na foto abaixo, ao lado de Courtney e Frances). Ela estava na plateia, assim como a mãe de Kurt, a irmã (Kim), Krist Novoselic e Courtney Love, que recebeu profusos agradecimentos do diretor pela confiança dela. “Desafio você a encontrar outra pessoa que lhe daria as chaves do depósito”, disse. “E diga: ‘Vasculhe toda minha bagunça, faça um puta filme e vou assistir quando estiver pronto’.”


Dizer que Morgen teve acesso irrestrito aos pertences pessoais de Cobain seria insuficiente. Há gravações de uma Super 8 de Kurt criança com os cabelos loiros com corte estilo tigela, batendo em um piano de brinquedo e apagando velas de um bolo de aniversário. Há também fotos do músico como um adolescente calado, com a voz dele ao fundo descrevendo como as descobertas da maconha e do punk o ajudaram a lidar com um profundo senso de alienação.


Sempre quis ver a certidão de nascimento de Kurt? Ou ouvir uma conversa gravada entre Cobain e o vocalista do Melvins, Buzz Osborne, sobre como a cidade de Aberdeen era uma merda? Está tudo lá, de longas passagens com páginas de cadernos cheias de desenhos e com prováveis nomes de banda (The Reaganites, Hare Lips) até versões embrionárias das icônicas canções.
Declarações de integrantes da família, a ex-namorada Tracy Marander, Novoselic e Courtney ajudam a construir uma ponte entre as páginas e as parafernálias de Kurt. A ausência declarada de Dave Grohl foi explicada por Morgen na entrevista após a exibição: ele entrevistou o líder do Foo Fighters há algumas semanas, depois de o filme já estar pronto. Existe a possibilidade de ele reeditar o longa no futuro.

Esta pode ser a única observação sobre Montage of Heck, cujo título foi tirado de uma das mixtapes de Cobain (ouça abaixo) cheias de vozes, barulhos, trechos de músicas e uma demo ocasional. Morgen utiliza-se do formato – de achar uma finalidade por meio das esquisitices – para chegar ter um resultado extremamente pessoal.
Partes chave da mitologia acerca do Nirvana – como Kurt encontrando inspiração em um grafite de Kathleen Hanna ou como e quando aconteceu a entrada de Grohl na banda – são quase que deixados de lado. O número de telefone de David Geffen aparece rapidamente em uma anotação. E até mesmo o vídeo de “Smells Like Teen Spirit” é encoberto por uma versão da música interpretada por um coral de crianças.

Nirvana: os bastidores e detalhes da reunião.

Por isso, o espectador ganha uma experiência de Kurt Cobain sem filtros: todos os esboços perturbadores, poemas inacabados e listas de desejos. Ganha, também, uma visão desarticulada e desorientada da fama pelos olhos dele, com uma mistura confusa de shows, reportagens e questionários insípidos na TV.
Há também uma desconfortável e íntima abordagem da vida dele ao lado de Courtney, incluindo fotos deles se beijando (tiradas por eles mesmos) e imagens de Courtney grávida com os seios descobertos. Este é um casal perdidamente apaixonado e, de acordo com as matérias de tabloides que Morgen expõe, frequentemente drogado.


Mas é esta parte que ganha destaque, especialmente quando Frances Bean Cobain entra em cena. “Frances me disse: ‘As pessoas agem como se meu pai fosse o Papai Noel’”, disse Morgen, depois da exibição do documentário. “‘E ele não era o Papai Noel’. Acho que ela percebeu isso depois de assistir ao filme.”
Kurt era um pai atencioso, mesmo quando pressões externas o colocavam em má situações ou os problemas de saúde o deixavam inativo. O amor dele pela filha sempre foi de conhecimento público, mas vê-lo rolando pelo chão com ela, enquanto Frances se diverte, muda o foco do astro. Aquela cena não é a representação do porta-voz de uma geração. É apenas um ser humano, um marido e um pai.

Isso tudo deixa muito emocionante a exibição de Kurt se confessando por meio de violentas mensagens de voz ou as páginas do caderno dele que indicam um desespero por ajuda – um dos escritos é simplesmente a frase: “Vá se matar”, repetida diversas vezes.
O momento mais assombroso acontece quando o jornalista da Rolling Stone EUA, David Fricke, pode ser ouvido acima da trilha sonora questionando Cobain sobre “I Hate Myself and Want to Die” (“Eu me odeio e quero morrer”), de In Utero: “Você está sendo muito satírico ou atingido algo muito sombrio?”. A resposta de Kurt é uma risada arrepiante.

Os Últimos Dias de Kurt Cobain.

Qualquer um poderia ter feito um documentário sobre uma banda. A abordagem experimental, uma viagem sem estrada, feita por Morgen, entretanto, fez algo muito mais profundo: deixa o espectador sentir-se como se tivesse estudado o diário de alguém. Deixa a sensação de que Kurt ficaria feliz por isso. Esteja preparado para encontrar o cara que você admira. Mas esse encontro é tanto para o bem quanto para o mal.


Links que poderá gostar: David Garrett faz uma nova versão de 'smells like teen spirit' e outros

sábado, 25 de abril de 2015

FILME LIVRE (WILD) com Reese Witherspoon.


Após a morte de sua mãe, um divórcio e uma fase de autodestruição repleta de heroína, Cheryl Strayed (Reese Witherspoon) decide mudar e investir em uma nova vida junto à natureza selvagem. Para tanto, ela se aventura em uma trilha de 1100 milhas ( 4.200 Km) pela costa do oceano Pacífico. A aventura inclui toda a costa oeste dos Estados Unidos, da fronteira com o México até o Canadá, conhecida como "Pacific Crest Trail".
No geral o filme é bem no estilo "na natureza selvagem".

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Vivendo na Natureza Selvagem com o Filme 'Na Natureza Selvagem'.






















Sinopse:
Um filme baseado em uma história real que conta a história de Christopher McCandless, um jovem que acabou de se formar na faculdade. Ele não via sentido na vida que levava e não sabia o que fazer depois de ter concluído o curso. Dentro de uma realidade que ele não conseguia se encontrar, Christopher resolve sair de casa em busca de liberdade e de uma razão para viver. Com uma mochila nas costas e pouco dinheiro ele viaja sem rumo pelos Estados Unidos e conhece várias pessoas que influenciam sua vida. Até que, após dois anos na estrada, decide fazer a maior das viagens e partir rumo ao Alasca, vivendo experiências de sobrevivência e autoconhecimento.

Minha opinião: 
Em primeiro lugar o filme é excelente, umas das raridades do cinema.
Vou confessar-lhe uma coisa, o documentário acima era basicamente meu plano pôs estudos. Passar vilarejo em vilarejo observando os mais diferentes estilos de vida, ambientes, climas etc. Fazendo um trampo aqui outro ali só para conseguir algum para poder ir ao vilarejo seguinte. Sempre em cidadezinhas remotas que o único meio de comunicação seria celular por satélite, sem qualquer contato com pessoas fora da região. Cruzando montanhas se distrair, acampando em meio aos 'Andes'. NÔMADE uma palavra que veio do grego 'NOMAS', que também pode definir-se como andarilho. Assim redefinindo fronteiras ao seu bel-prazer a cada dia sem se preocupar com o temido amanhã.
Saindo dessa maravilhosa e estonteante utopia em qual não fui agraciada. A realidade que nos assola é um trágico assalto a psique.



Post que poderá gostar:critica sobre o filme enders-game o jogo do exterminador