Olá seja bem vindo ao cine pica, que stá repleto de ação, comédia e aventura. Desta vez o destaque vai 'Wakanda para Sempre', que conseguiram associar o sentimento de luto pelo T'Challa com a perda do Chadwick. Veja!
domingo, 23 de outubro de 2022
domingo, 16 de outubro de 2022
Indicações de Leituras Especial China.

A China é um país de muitas faces, cultura intrigante, grandioso na indústria e na população. A através do tempo conseguiu muda a história do socialismo, que atualmente é chamado de socialismo capitalista.
A China é a civilização mais antiga da Terra, mas sua história é pouco conhecida pelo resto do mundo. A narrativa brilhante de Michael Wood – que oferece um vasto panorama, combinando histórias locais e de suas próprias viagens – é um relato fascinante de uma tradição de quatro mil anos que traz à tona mistérios que vão desde a Grande Muralha da China à Cidade Proibida.
A partir de um retrato envolvente de uma civilização e seu povo, este livro está cheio de detalhes íntimos e vozes ressonantes que nos levam das desérticas estepes da Mongólia até o mundo ultramoderno de Pequim, Xangai e Hong Kong.História da China conta uma narrativa cheia de drama, criatividade e profunda humanidade de um dos países mais importantes do século XXI.
Michael Wood é um historiador, cineasta e radialista aclamado internacionalmente, autor de vários livros best-sellers. Realizou mais de uma centena de documentários aclamados pelo Independent como alguns dos “programas de história mais inovadores da televisão de todos os tempos”. O escritor também é membro da Royal Society for the Arts, da Royal Historical Society.
Se a China se tornar o principal operador de internet no mundo, será capaz de colher um ganho comercial e estratégico incalculável, com poder para reformular os fluxos globais de dados, finanças e comunicações. Poderá reter uma compreensão incomparável dos movimentos de mercado, das deliberações dos concorrentes estrangeiros e das vidas de inúmeros indivíduos enredados nas redes chinesas.
Na situação atual, o resto do mundo ainda tem uma escolha. Essa batalha exige que os países ocidentais assumam riscos audaciosos em um terreno político incerto. As redes criam grandes vencedores, e este é um embate que as democracias não se podem dar ao luxo de perder.
Jonathan E. Hillman dirige o projeto Reconnecting Asia, que é mantido pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, renomado think tank estadunidense com sede em Washington D.C. Licenciado pela Harvard Kennedy Schoool e pela Brown University, ganhou, em 2019, o Prêmio Financial Times and McKinsey & Company Bracken Bower, o qual visa encorajar novos escritores a abordar importantes desafios econômicos mundiais. Em 2020, lançou seu primeiro livro acerca do expansionismo chinês: The Emperor's New Road: China and the Project of the Century (Yale University Press).
domingo, 9 de outubro de 2022
Em Busca de Mim - Viola Davis
Em busca de mim conta a minha história, de um apartamento caindo aos pedaços na cidade de Central Falls, em Rhode Island, para os palcos de Nova York e além. Este é o caminho que percorri em busca de propósito e força, mas também para me fazer ser ouvida em um mundo que não me percebia.
Enquanto escrevia Em busca de mim, pensei no quanto nossas histórias nem sempre recebem a devida atenção. São reinventadas para serem encaixadas em um mundo louco, competitivo e crítico. Escrevi este livro para aqueles que se sentem excluídos, que estão em busca de uma forma de entender e superar um passado complicado e encontrar autoaceitação no lugar da vergonha.
Escrevi para quem precisa se lembrar de que a vida só vale a pena ser vivida se a encararmos com honestidade radical e coragem de abandonar as máscaras e apenas ser... você.
Em busca de mim é uma reflexão profunda, uma promessa e uma declaração de amor a mim mesma. Espero que minha história o inspire a revolucionar sua vida de forma criativa e a redescobrir quem você era antes que o mundo tentasse defini-lo.
“Desde a primeira página fica evidente que Viola Davis trará um relato muito mais íntimo e visceral do que a maioria das biografias de celebridades; Em busca de mim passa a sensação de que estamos frente a frente com Viola, conversando sobre sua vida, dificuldades e tudo mais.” - USA Today
“Uma narrativa de tribulações e sucesso... A belíssima escrita de Viola vai inspirar a todos que desejam se livrar de antigos rótulos.” - Los Angeles Times
segunda-feira, 3 de outubro de 2022
A Terra dos Mil Povos: História Indígena do Brasil Contada por um Índio - Kaká Werá Jecupé
O Brasil é a terra dos mil povos, o seio que abrigou os filhos de muitas terras estrangeiras e que alimentou, com amor de mãe genuína, os milhares de povos indígenas que aqui habitavam há cerca de 15 mil anos. Quem eram e o que pensavam os primeiros habitantes desta terra? Antropólogos se debruçaram sobre essa questão e deixaram contribuições definitivas para a compreensão desse capítulo da nossa história. A maioria das nações indígenas, no entanto, permaneceu calada, sofrendo passivamente as influências da civilização do homem branco, que chegou tão perto e, no entanto, optou por manter-se distante, atirando no esquecimento toda a riqueza da tradição, do pensamento e da espiritualidade indígenas. Um novo olhar foi inaugurado às vésperas do aniversário de quinhentos anos do descobrimento do Brasil, e este livro, que nos revela o caráter absolutamente universal dessas tradições, foi um de seus precursores.
Kaká Werá Jecupé é índio de origem tapuia, escritor, ambientalista, conferencista; fundador do Instituto Arapoty, organização voltada para a difusão dos valores sagrados e éticos da cultura indígena. É empreendedor social da rede Ashoka de Empreendedores Sociais e conselheiro da Bovespa Social&Ambiental. Desde 1998, leciona na Fundação Peirópolis e na UNIPAZ (Universidade da Paz). Tem como missão ajudar na construção e no desenvolvimento de uma cultura de paz pela promoção do respeito, diversidade cultural e ecológica. Já viajou e palestrou em diversos países, entre eles: Inglaterra, Estados Unidos, Israel, Índia, Escócia, México e França, sempre procurando levar mensagens da sabedoria dos povos ancestrais do Brasil. Pela Editora Peirópolis já publicou Tupã Tenondé, A terra dos mil povos e As fabulosas fábulas de Iauaretê.
Desde criança, Taisa Borges gosta de contar histórias. A menina faladeira foi percebendo que as palavras não eram suficientes para expressar-se. Quando pintou seu primeiro quadro, se deu conta de que uma imagem “esconde” inúmeras palavras. Desde então, Taisa fala pouco e conta muitas histórias. Depois de graduar-se em Artes Plásticas, estudou artes e desenho de moda em Paris. De volta a São Paulo, desenvolveu estampas e trabalhou com design gráfico. Hoje, a artista plástica dedica-se à ilustração infantil. É autora dos quatro livros que integram a coleção “Livro de imagem”, da Editora Peirópolis.
domingo, 25 de setembro de 2022
Os Supridores - José Falero
Os supridores é, assim como O avesso da pele, de Jeferson Tenório, Marrom e amarelo, de Paulo Scott, e Torto Arado, de Itamar Vieira Júnior, resultado de uma geração contemporânea de escritores que, apesar das diferenças narrativas e das influências literárias, têm em comum o foco na discussão do racismo e da desigualdade social no Brasil. “Cada um deles tem sua própria carga de inconformismo, mas o Falero possui um tom irônico que lhe é próprio. Ele leva a discussão a sério, mas sabe que é possível rir disso também”, explica Leandro Sarmatz, editor responsável por encontrá-lo e levá-lo à Todavia.
segunda-feira, 19 de setembro de 2022
Verity - Colleen Hoover
O amor é capaz de superar a pior das verdades?
Verity Crawford é a autora best-seller por trás de uma série de sucesso. Ela está no auge de sua carreira, aclamada pela crítica e pelo público, no entanto, um súbito e terrível acidente acaba interrompendo suas atividades, deixando-a sem condições de concluir a história... E é nessa complexa circunstância que surge Lowen Ashleigh, uma escritora à beira da falência convidada a escrever, sob um pseudônimo, os três livros restantes da já consolidada série.
Para que consiga entender melhor o processo criativo de Verity com relação aos livros publicados e, ainda, tentar descobrir seus possíveis planos para os próximos, Lowen decide passar alguns dias na casa dos Crawford, imersa no caótico escritório de Verity – e, lá, encontra uma espécie de autobiografia onde a escritora narra os fatos acontecidos desde o dia em que conhece Jeremy, seu marido, até os instantes imediatamente anteriores a seu acidente – incluindo sua perspectiva sobre as tragédias ocorridas às filhas do casal.
Quanto mais o tempo passa, mais Lowen se percebe envolvida em uma confusa rede de mentiras e segredos, e, lentamente, adquire sua própria posição no jogo psicológico que rodeia aquela casa. Emocional e fisicamente atraída por Jeremy, ela precisa decidir: expor uma versão que nem ele conhece sobre a própria esposa ou manter o sigilo dos escritos de Verity?
“Distintamente sinistro, com um verdadeiro toque de [Colleen] Hoover. Estive esperando um thriller como esse por anos.” – Tarryn Fisher, coautora da série Nunca Jamais
domingo, 28 de agosto de 2022
Especial Stefan Zweig.
Stefan Zweig, foi um escritor com mil e uma funções e com alguns filmes contando sua vida e outras baseadas em suas obras.
Zweig nasceu em Viena, em 1881. Era o segundo filho do industrial Moritz Zweig, originário da Boêmia, e de Ida Brettauer, oriunda de uma família de banqueiros. Seu avô materno, Joseph Brettauer viveu em Ancona, Itália, onde sua segunda filha Ida nasceu e cresceu. Seu irmão mais velho, Alfred, foi educado desde sempre para ser o sucessor do pai em seus negócios, e ambos tiveram uma infância e uma educação privilegiada, graças à boa situação financeira de seus familiares.
Sua primeira coletânea de poemas,
Silberne Saiten ("Cordas de Prata"), foi publicada em 1902.
Apaixonado pelas literaturas inglesas e francesa, o escritor traduziu
para o alemão obras de Verhaeren, Keats, Morris, Yeats, Verlaine e
Baudelaire. Seu círculo de amizades incluía Rimbaud, Romain
Rolland, Rainer Maria Rilke, Thomas Mann, Émile Verhaeren e Sigmund
Freud, com o qual se correspondeu entre 1908 e 1939.
Seu sucesso como autor dramático
foi confirmado em 1912, quando suas peças "A Metamorfose da
Comédia" e "A Mansão à Beira-mar" foram
apresentadas em Viena. Durante a Primeira Guerra Mundial, em 1915,
casou com a escritora Friderike von Winsternit e comprou uma casa
em Salzburgo, onde viveu por quinze anos. Foi uma das fases mais
ricas de sua produção literária. Escreveu as biografias de
Dostoievski, Dickens, Balzac, Nietzsche, Tolstoi e Stendhal. Anos
mais tarde, lançou as biografias de Maria Antonieta, Fouché, Rilke
e Romain Rolland.
Conseguiu o reconhecimento como narrador, poeta e ensaísta durante os anos de 1920 e 1930. Desse período, destacam-se os romances "Amok" (1922), "Angústia" (1925) e "Confusão de Sentimentos" (1927), baseados na psicanálise.
No início da Primeira Guerra Mundial, o sentimento patriótico se disseminou com força entre os cidadãos da Alemanha e da Áustria, assim como entre suas populações judaicas. Zweig, bem como outros intelectuais judeus como Martin Buber e Hermann Cohen, aderiram à causa germânica. No entanto, jamais se alistou nas forças combatentes, e trabalhou no arquivo do Ministério da Guerra. Com o desenrolar do conflito e o banho de sangue subsequente, Zweig se tornou pacifista, assim como seu amigo Romain Rolland. Até o final da guerra e pelos anos seguintes, Zweig se manteve fiel ao pensamento pacifista, defendendo a unificação da Europa como solução para os problemas do continente.
Separou-se de sua primeira esposa, Friderike von Winsternitz, e uniu-se com sua secretária, Charlotte Elizabeth Altmann (mais conhecida como "Lotte"). Em 1933, Adolf Hitler chegou ao poder na Alemanha e instalou a ditadura nazista. Com suas políticas antissemitas se disseminando até além das fronteiras, não demoraria para Zweig se sentir afetado na Áustria. Em 1934 deixou o país e passou a viver na Inglaterra, entre Londres e Bath, onde se naturalizou cidadão britânico.
Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial e o avanço das tropas de Hitler pela França e em toda a Europa Ocidental, o casal atravessou o Oceano Atlântico em 1940 e se estabeleceu inicialmente nos Estados Unidos, em Nova Iorque. Em 22 de agosto do mesmo ano, fez sua primeira viagem para o Brasil.
Conseguiu o reconhecimento como narrador, poeta e ensaísta durante os anos de 1920 e 1930. Desse período, destacam-se os romances "Amok" (1922), "Angústia" (1925) e "Confusão de Sentimentos" (1927), baseados na psicanálise.
No início da Primeira Guerra Mundial, o sentimento patriótico se disseminou com força entre os cidadãos da Alemanha e da Áustria, assim como entre suas populações judaicas. Zweig, bem como outros intelectuais judeus como Martin Buber e Hermann Cohen, aderiram à causa germânica. No entanto, jamais se alistou nas forças combatentes, e trabalhou no arquivo do Ministério da Guerra. Com o desenrolar do conflito e o banho de sangue subsequente, Zweig se tornou pacifista, assim como seu amigo Romain Rolland. Até o final da guerra e pelos anos seguintes, Zweig se manteve fiel ao pensamento pacifista, defendendo a unificação da Europa como solução para os problemas do continente.
Separou-se de sua primeira esposa, Friderike von Winsternitz, e uniu-se com sua secretária, Charlotte Elizabeth Altmann (mais conhecida como "Lotte"). Em 1933, Adolf Hitler chegou ao poder na Alemanha e instalou a ditadura nazista. Com suas políticas antissemitas se disseminando até além das fronteiras, não demoraria para Zweig se sentir afetado na Áustria. Em 1934 deixou o país e passou a viver na Inglaterra, entre Londres e Bath, onde se naturalizou cidadão britânico.
Com a eclosão da Segunda Guerra
Mundial e o avanço das tropas de Hitler pela França e em toda a
Europa Ocidental, o casal atravessou o Oceano Atlântico em 1940 e se
estabeleceu inicialmente nos Estados Unidos, em Nova Iorque. Em
22 de agosto do mesmo ano, fez sua primeira viagem para o Brasil.
O
exílio no Brasil e o suicídio
Zweig e Lotte empreenderam três viagens ao Brasil. Na primeira, entre 1940 e 1941, para uma série de palestras pelo país, escreveu da Bahia para Manfred e Hannah Altmann, seus cunhados:
“Você não pode imaginar o que significa ver este país que ainda não foi estragado por turistas e tão interessante – hoje estive nas cabanas dos pobres que vivem aqui com praticamente nada (as bananas e mandiocas estão crescendo em volta) e as crianças se desenvolvem como se estivessem no Paraíso –, a casa inteira, desde o chão, lhes custou seis dólares e, por isso, são proprietários para sempre. É uma boa lição ver como se pode viver simplesmente e, comparativamente, feliz – uma lição para todos nós que perdemos tudo e não somos felizes o bastante agora, ao pensar como viver então.”
Foi nesta primeira viagem que Zweig, com a ajuda de Lotte, reuniu suas anotações pessoais e finalizou o ensaio “Brasil, país do futuro”. A alcunha de “País do Futuro”, criada por Zweig, se tornaria um apelido para o Brasil. De fato, apesar da depressão que já sentia por conta do desenrolar da guerra na Europa, o escritor tentava encontrar no Brasil as condições não apenas de recriar sua vida particular, mas também da antiga atmosfera de seu continente natal. Segundo Alberto Dines, autor de uma biografia do escritor, Zweig seria um dos últimos remanescentes da cultura e do modo de vida europeus do século XIX. Seu desânimo com o avanço do nazismo, na verdade, viria de muito tempo antes, desde a Primeira Guerra Mundial, quando os primeiros sinais de rompimento com a velha ordem imperial europeia se mostraram.
Zweig foi recebido com entusiasmo tanto pela comunidade intelectual local quanto pelas autoridades políticas. Para os intelectuais brasileiros, a presença de tão renomado escritor em terras nacionais trazia prestígio e oportunidades de um intercâmbio com outros escritores estrangeiros. Mas para as autoridades políticas, a chegada de Zweig, com sua bagagem liberal e antinazista, era contraditória. O governo de Getúlio Vargas se mantinha no poder graças às políticas autoritárias e muitos de seus ministros e assessores militares eram simpatizantes do nazifascismo. Isso não impediu que os elementos menos autoritários do estado brasileiro usassem Stefan Zweig para atingirem seus objetivos.
“Considerando que o nosso velho mundo é, mais do que nunca, governado pela tentativa insana de criar pessoas racialmente puras, como cavalos e cães de corrida, ao longo dos séculos a nação brasileira tem sido construída sobre o princípio de uma miscigenação livre e não filtrada, a equalização completa do preto e branco, marrom e amarelo”.
A partir da terceira viagem ao
Brasil, Lotte e Zweig se estabeleceram em Petrópolis, cidade na
serra do Rio de Janeiro, onde finalizou sua autobiografia, "O
Mundo que Eu Vi"; escreveu a novela "Schachnovelle: Conto
de Xadrez" e deu início à obra "O Mundo de Ontem",
um trabalho autobiográfico com uma descrição da Europa de antes de
1914.
A Morte
Em 22 de fevereiro de
1942, deprimido com o crescimento da intolerância e do autoritarismo
na Europa e sem esperanças no futuro da humanidade, Zweig escreveu
uma carta de despedida e suicidou-se com a esposa, Lotte, com uma
dose fatal de barbitúricos, na cidade de Petrópolis, no Brasil. A
notícia chocou tanto os brasileiros quanto seus admiradores de todo
mundo. O casal foi sepultado no Cemitério Municipal de Petrópolis,
de acordo com as tradições fúnebres judaicas.
A casa onde o casal cometeu
suicídio é, hoje, um centro cultural dedicado à vida e à obra de
Stefan Zweig.
Em
uma nota de despedida, Zweig escreveu:
“Cada dia eu
aprendi a amar mais este país e não gostaria de ter que reconstruir
minha vida em outro lugar depois que o mundo da minha própria língua
se afundou e se perdeu para mim, e minha pátria espiritual, a
Europa, destruiu a si própria.
Mas para começar tudo de novo, um homem de 60 anos precisa de poderes especiais e meu próprio poder desgastou-se após anos vagando sem um assento. Por isso, prefiro terminar a minha vida no momento certo, como um homem cuja obra cultural foi sempre a mais pura de suas alegrias e também a sua liberdade pessoal – a mais preciosa fruição neste mundo.
Deixo saudações a todos os meus amigos: talvez vivam para ver o nascer do sol depois desta longa noite. Eu, mais impaciente, vou embora antes deles. - Stefan Zweig, 1942.”
Obras Literárias.
A filosofia de Hippolyte Taine (Tese de Doutorado) 1904
O Amor de Erika Ewald (Contos) 1904
As Primeiras Grinaldas (Poemas) 1906
Tersites (drama teatral em três atos) 1907
Emile Verhaeren 1910
Segredo Queimado 1911
Primeira experiência. Quatro histórias de mundo infantil 1911
A casa junto ao mar. Um drama em duas partes (Em três atos) 1912
O comediante se virou. Um jogo do rococó alemão 1913
Jeremias - Poema dramático em nove cenas 1917
Memórias de Emile Verhaeren 1917
O Coração da Europa - Uma visita à Cruz Vermelha de Genebra 1918
Lenda de uma vida (Drama teatral em três atos) 1919
Viagens - Paisagens e cidades1919
Três mestres: Balzac - Dickens – Dostoiévski 1920
Marceline Desbordes-Valmore, A imagem de um poeta vivo 1920
Romain Rolland. O homem e a obra' 1921
Carta de uma desconhecida 1922
Amok. Histórias de paixão 1922
Os olhos do irmão eterno. Uma lenda 1922
Frans Masereel (com Arthur Holitscher) 1923
Os poemas reunidos 1924
A monotonia do mundo (Ensaio)1925
Ansiedade 1925
A batalha com o demônio, Hölderlin - Kleist – Nietzsche 1925
Ben Johnson ‘Volpone’. Uma comédia sem amor em três atos (Livremente editado por Stefan Zweig. Com seis pinturas de Aubrey Beardsley) 1926
O fugitivo. Episódio do Lago Genebra 1927
Adeus a Rilke. Um discurso 1927
A confusão de emoções. Três novelas (Vinte e Quatro Horas na Vida de Uma Mulher, O Naufrágio de um Coração e A Confusão de Sentimentos) 1927
Grandes momentos da humanidade. Cinco miniaturas históricas 1927
Três poetas de sua vida. Casanova - Stendhal – Tolstoi 1928
Rachel pede a Deus 1928
Joseph Fouché. Retrato de uma pessoa política 1929
O cordeiro do pobre. Tragicomédia em três atos 1929
A cura através do Espírito. Mesmer - Mary Baker Eddy e Freud 1931
Maria Antonieta. Retrato de um personagem central 1932
Triunfo e Tragédia de Erasmo de Rotterdam 1934
A Mulher Silenciosa. Ópera cômica em três atos 1935
Mary Stuart 1935
24 horas na vida de uma mulher 1935
Pequenas Histórias Selecionadas – ‘A cadeia’ e ‘Caleidoscópio’ 1936
Castellio ou Contra Calvino. Uma consciência contra a violência 1936
O candelabro enterrado 1937
Encontros com pessoas, livros e cidades 1937
Fernão de Magalhães. O homem e sua ação (Biografia) 1938
Cuidado da Piedade 1939
Brasil, País do Futuro (Ensaio) 1941
Tempo e lugar. Ensaios e Palestras selecionados – 1904-1940 (1943)
O Mundo que Eu Vi - Memórias de um Europeu 1942
Amerigo. A história de um erro histórico 1944
Lendas de Estocolmo 1945
Balzac. Romance de sua vida 1946
Fragmentos de um romance 1961
Ruído da transformação 1982
Cordas de prata (Poemas) 1901
Zweig escreveu também uma espécie de autobiografia, intitulada O Mundo Que Eu Vi (Die Welt von Gestern), na qual relata episódios de sua vida tendo como base os contextos históricos do período em que viveu (como, por exemplo, a Monarquia Austro-Húngara e a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais).
No cinema
Seu conto foi adaptado para o cinema no filme A Coleção Invisível lançado em 2012 nos festivais e 2013 nos cinemas.
O filme O Grande Hotel Budapeste (2014) foi inspirado em seus trabalhos.
O filme Stefan Zweig - Adeus, Europa estreou em junho de 2016 na Alemanha e retrata a fuga de Stefan Zweig da Europa em guerra. Embora traduzido como "Adeus, Europa" em português e o equivalente "Farewell to Europe" em inglês, o título original "Vor der Morgenröte" (em alemão) significa "Antes do Amanhecer". O filme foi dirigido por Maria Schrader e é estrelado por Josef Hader no papel de Stefan Zweig.
O filme Schachnovelle de Philipp Stölzl, lançado em 2021
Há um filme e um documentário sobre Zweig, ambos dirigidos por Sylvio Back, intitulado Lost Zweig. Quem interpreta Zweig é o ator Rüdiger Vogler, e sua esposa Lotte é representada por Ruth Rieser.
Também poderá gostar de: Especial Svetlana Aleksiévitch.
domingo, 21 de agosto de 2022
Em Busca de Nós Mesmos - Clóvis de Barros Filho e Pedro Calabrez.
Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Perguntas manjadas, é verdade. Mas quem nunca pensou nisso pelo menos uma vez na vida? O questionamento sobre nossa existência, origem e destino tem sido tema de profunda reflexão dos maiores pensadores da humanidade ao longo de três mil anos e, mais recentemente, dos cientistas. As perguntas são as mesmas desde que o homem começou a pensar. As respostas não. Muito pelo contrário. Filósofos e cientistas de todas as épocas e escolas têm se dedicado também a inquietações bem mais pessoais. O que devo fazer para viver melhor? O que acontece dentro de mim quando me apaixono? As respostas variam. E muito. Em busca de nós mesmos é uma pequena e agradável viagem pela história da evolução do pensamento e do conhecimento humano. O diálogo informal de Clóvis de Barros Filho e Pedro Calabrez apresenta respostas da filosofia (com as ideias de Aristóteles, Platão e Spinoza, entre outros) e das ciências da mente (psicologia e neurociências) — e instiga o leitor a chegar a suas próprias conclusões. Clóvis e Calabrez aproximam a filosofia da ciência, revelando a complementaridade dessas visões. E aproximam ambas do leitor com um texto descontraído e acessível.
domingo, 14 de agosto de 2022
Pacto com o Diabo - Roger Moorhouse
A história definitiva do pacto que uniu Hitler e Stálin de 1939 a 1941.
Por quase dois anos, os dois ditadores mais implacáveis da história – e tidos como inimigos mortais – foram colaboradores ativos. Hitler e Stálin assinaram um pacto de não agressão que chocou o mundo, mas que durou quase um terço da Segunda Guerra Mundial. Entendê-lo é a chave para compreender o desenrolar da guerra e seu desfecho.
O renomado historiador Roger Moorhouse explica como dois poderes ideologicamente opostos mantiveram uma parceria brutal e eficiente, na qual trocaram matéria-prima e maquinário e orquestraram a divisão da Polônia e dos Países Bálticos. Ao compartilhar equipamentos e expertise tecnológica, os nazistas e soviéticos tornaram possível uma guerra muito mais sangrenta e prolongada. Como consequência, milhões foram mortos ou deportados.
Com base em extensa pesquisa e uma narrativa arrebatadora, O pacto do diabo é a história detalhada do pacto nazi-soviético e um retrato minucioso das pessoas cujas vidas foram irremediavelmente afetadas por ele.
"Um relato assustador de diplomacia cínica, poder sem limites e falsidade, cujos ecos podem ser ouvidos ainda hoje." – Daily Telegraph
"Um ótimo relato sobre o que o pacto significou para Hitler e Stálin – e, pior, para suas vítimas." – New York Review of Books
domingo, 7 de agosto de 2022
Escravidão volume 3 - Da independência do Brasil á Lei Áurea - Laurentino Gomes.
Na tarde em que o príncipe dom Pedro chegou às margens do Ipiranga, em 7 de setembro de 1822, o Brasil estava empanturrado de escravidão. Comprar e vender gente era o maior negócio do novo país independente. Homens e mulheres escravizados perfaziam mais de um terço do total de habitantes, estimado em 4,7 milhões de pessoas. Outro terço era composto por negros forros e mestiços de origem africana – uma população pobre, analfabeta e carente de tudo, dominada pela minoria branca. Os indígenas, já dizimados por guerras, doenças e invasão de seus territórios, sequer apareciam nas estatísticas.
O último livro da trilogia Escravidão é dedicado ao século XIX; à Independência; ao Primeiro e ao Segundo Reinados; ao movimento abolicionista, que resultou na Lei Áurea de 13 de maio de 1888; e ao legado da escravidão, que ainda hoje emperra a caminhada dos brasileiros em direção ao futuro. A escravidão era, na definição de José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência, "uma doença que contaminava e roía as entranhas da sociedade brasileira". Disseminado por todo o território, o escravismo perpassava todas as atividades e todas as classes sociais. Maior território escravista da América em 1822, o Brasil assim se manteria até o final do século XIX, com sua rotina pautada pelo chicote e pela violência contra homens e mulheres escravizados.
Nenhum outro assunto é tão importante e tão definidor da nossa identidade nacional quanto a escravidão. Conhecê-lo ajuda a explicar o que fomos no passado, o que somos hoje e também o que seremos daqui para a frente. Em um texto impactante e ricamente ilustrado com imagens e gráficos, Laurentino Gomes lança o terceiro volume de sua obra, resultado de 6 anos de pesquisas, que incluíram viagens por 12 países e 3 continentes.
Opinião
Laurentino definitivamente registra com excepcional talento seu nome na historiografia brasileira, uma vez ser ininteligível estudar um dos temas mais importantes da história do Brasil, sem a leitura desta sua atual e final trilogia.A primorosa edição oferece quase 600 páginas uma leitura completa e apurada do período da escravidão, com rico material fotográfico, completa bibliografia e 29 capítulos a revelar que "comprar e vender gente era o maior negócio do Brasil", num texto que somente com profunda pesquisa e rigor acadêmico o autor oferta ao leitor o melhor de seu trabalho.
Neste ano do Bicentenário da Independência do Brasil, a leitura de Escravidão é essencial para entendermos como chegamos até aqui e o que é ainda necessário fazer para um dia sermos verdadeiramente uma sociedade democrática e plural.














