domingo, 19 de abril de 2020
Nove Noites - Bernado Carvalho.
domingo, 12 de abril de 2020
‘As livrarias servem de oxigênio social e intelectual para o confinamento’
A livraria La Buena Vida, de Madri, foi reconhecida como livraria cultural em 2018. Por conta da crise do coronavírus, está com as suas portas fechadas, mas não deixou de atender seus clientes. Jesús Trueba, proprietário e livreiro da La Buena Vida, para contar como está a sua rotina de trabalho nesse período de isolamento social. A conversa com Jesús dá início à série Papo do Confinamento.
Como você acha que o mercado do livro será afetado pela crise provocada pela pandemia de covid-19? Quais as áreas ou companhias que sofrerão mais?
Jesús Trueba – Como em qualquer setor, as consequências desta crise são totalmente imprevisíveis, porque não há precedentes. O que posso te assegurar é que o tecido das livrarias independentes tem um grau de exposição ao risco muito alto. Por um lado, estamos muito atomizadas e passamos por baixo do radar de muitas políticas públicas. Por outro, todos os grandes problemas econômicos nos afetam: a gentrificação e o boom imobiliário; a crise do comércio de vizinhança e do varejo tradicional; a escassa margem de lucro e o baixo poder de negociação.
Como livreiro, acredita que a sua livraria poderá minimizar essas perdas?
JT - Nós nos consideramos um serviço público e nos posicionamos como um comércio de bairro, que assegura uma forma de vida e a interação social em nossas comunidades. Seus problemas são nossos problemas. Temos potencializado nossa competitividade no mercado eletrônico, oferecendo serviços e atividades. Mas nada pode ser feito contra a competição desigual com multinacionais que pagam nem um terço dos impostos que nós pagamos. E pagamos com prazer porque entendemos que colaboramos com os nossos serviços sociais públicos.
Como você acredita que a crise afetará o mercado de livros digitais? Acha que pode criar um desequilíbrio com o livro físico?
JT - O livro digital segue sem decolar. É ainda uma expectativa. Em mercados mais maduros, inclusive, até diminuiu. Não quero falar do livro digital. É como se me pedisse para falar de cinema. O livro em papel subvenciona boa parte dos conteúdos digitais, cujas receitas dificilmente poderiam custear as traduções e os adiantamentos. Essa sim é uma realidade.
Como o vírus afetou a sua vida profissional?
JT - Mesmo com as portas fechadas, estamos trabalhando de segunda a sexta, das 11h às 13h para dar conta de pedidos, fazer a manutenção, cuidar da parte administrativa e para nos sentir úteis. Caso contrário...
O que recomendaria às pessoas que estão confinadas em casa?
JT - Há muito mais não leitores do que leitores. Esta crise é uma oportunidade para que pessoas que nunca pegam um livro nas mãos descubram o poder curador de se concentrar mentalmente em uma história que não é a sua própria e, mesmo assim, se envolver com ela. É aprender e adquirir empatia. Começar com sessões de leitura de dez minutos, várias vezes ao dia. Essa é a minha recomendação.
A La Buena Vida segue atendendo sua cliente pela internet. Por que tomou essa decisão?
JT - Seguimos porque, entre outras coisas, o próprio Estado tem ajudado, há alguns anos, o setor comercial como um todo a se digitalizar e nós nos aproveitamos essa oportunidade. Creio que fazer o uso dessas ferramentas agora é a única coisa que podemos fazer para ajudar-nos e fazer que as instituições vejam que as ajudas têm efeitos benéficos em todo o tecido empresarial.
No nosso caso, chegamos a um acordo com alguns dos nossos fornecedores habituais que realizam a operação de pedidos dentro das suas próprias instalações, eliminando etapas e intervenções de pessoas, assim como otimizando os recursos disponíveis, que são escassos.
Não seria justo deixar que só os grandes conglomerados, que não pagam impostos equivalentes em nosso país, pudessem operar. Se, por razões sanitárias, se decretasse que estes serviços não poderiam ser oferecidos, não teríamos nenhum problema em respeitar, porém, daí, ninguém poderia oferecê-los de igual modo.
Como tem gerenciado todo o processo, respeitando os protocolos sanitários?
JT - Não existe nenhum processo além daqueles realizados por um supermercado no fornecimento de alimentos, por exemplo. Além disso, nosso produto não é perecível. Existem serviços mínimos e não há contato com o público. Em Bruxelas, as livrarias ficaram de fora do fechamento do comércio. Eles entendem que as livrarias não são lugares de aglomeração de pessoas e que, ao contrário, servem de oxigênio social e intelectual para o confinamento.
Há algo que queira acrescentar?
JT - Me parece surpreendente que, em uma situação como a atual, sociedades de grande tradição democrática como as europeias possam confinar seus cidadãos em casa mediante um decreto e que, no entanto, não consigam decretar medidas igualmente excepcionais para impor a grandes empresas de tecnologia a retenção de impostos na fonte. É realmente triste e significativo.
Fonte: Publishnews.
sábado, 4 de abril de 2020
Como será o mundo após o coronavírus, segundo o escritor Yuval Noah Harari
Por causa do coronavírus, a humanidade está enfrentando uma das maiores crises da história, segundo o israelense Yuval Noah Harari, autor do best-seller “Sapiens– Uma Breve História da Humanidade”.
Diante desse cenário, disse o historiador em um texto publicado no Financial Times, as pessoas precisam fazer duas importantes escolhas.
A primeira é entre a vigilância totalitária de governos e o empoderamento do cidadão. A segunda é entre o isolamento nacionalista e a solidariedade global.
Vigilância excessiva ou saúde?
Na China, epicentro do vírus, o Estado tem milhões de câmeras de reconhecimento de rostos e obriga as pessoas a verificar temperatura corporal e condição médica. Já na Lombardia, região da Itália que mais sofre com a disseminação do Covid-19, os governantes estão analisando os dados de localização transmitidos pelos telefones dos italianos.
Essa vigilância, segundo Harari, tem dois lados. O aspecto positivo, falou, é que as cadeias de infecção pelo vírus podem diminuir drasticamente e até serem cortadas por completo em questão de dias por causa do monitoramento. Por outro lado, falou o escritor, isso daria legitimidade a um “novo e aterrador sistema de vigilância”.
“Se as empresas e os governos começarem a coletar nossos dados biométricos em massa, eles podem nos conhecer muito melhor do que nós mesmos, e podem não apenas prever nossos sentimentos, mas também manipular nossos sentimentos e nos vender o que quiserem – seja um produto ou um político. O monitoramento biométrico faria as táticas de hackers de dados da Cambridge Analytica parecerem algo da Idade da Pedra”.
Solidariedade global versus desunião
Outro ponto abordado por Harari no texto é a questão da colaboração entre as nações. Os países deveriam, falou o escritor, compartilhar informações de maneira aberta e humilde, tanto na área médica como na área econômica. Dessa forma, falou, uma descoberta de saúde feita na China ou na Itália, por exemplo, poderia contribuir com o combate do vírus no Brasil e em outros países.
No entanto, disse Harari, atualmente os países dificilmente agem dessa forma. “Uma paralisia coletiva tomou conta da comunidade internacional. Parece não haver adultos na sala. Esperávamos ver, há algumas semanas, uma reunião de emergência de líderes globais para elaborar um plano de ação comum. Os líderes do G7 conseguiram organizar uma videoconferência apenas nesta semana, e não resultou em nenhum plano desse tipo”, falou.
Ele exemplificou a falta de união citando os Estados Unidos, que geralmente ocupam o posto de liderança em crises globais. O presidente dos EUA, Donald Trump, falou Harari, deixou todos na Alemanha espantados ao supostamente oferecer US$ 1 bilhão a uma empresa farmacêutica do país, com o objetivo de comprar os direitos de monopólio de uma nova vacina contra o Covid-19.
Diante desse cenário de competição global mesmo no meio de uma pandemia, disse o escritor, a sociedade precisa escolher entre o caminho da desunião, exemplificado pelas atitudes do governo norte-americano, ou o caminho da solidariedade global.
“Se escolhermos a desunião, isso não apenas prolongará a crise, mas provavelmente resultará em catástrofes ainda piores no futuro. Se escolhermos a solidariedade global, será uma vitória não apenas contra o coronavírus, mas contra todas as futuras epidemias e crises que possam assaltar a humanidade no século XXI”, finalizou.
Fonte: livecoins
domingo, 29 de março de 2020
A guerra contra o Brasil - Jessé Souza
Como os EUA se uniram a uma organização criminosa para destruir o sonho brasileiro.
A guerra contra o Brasil de que trata este livro não é do tipo convencional: não incendeia cidades nem utiliza bombas e mísseis.
Para o consagrado sociólogo Jessé Souza, autor de A elite do atraso, as armas dessa guerra são o racismo, a subserviência da nossa elite econômica, a mentira, o fundamentalismo religioso e o fascismo latente da nossa tradição autoritária.
Urdida e testada na sociedade americana, a guerra híbrida de que somos vítimas é uma estratégia baseada na manipulação de informações e na desestabilização de governos populares.
Jessé defende que, no Brasil, ela encontrou uma organização criminosa disposta a colocar em prática sua máquina de morte, abrindo caminho para o assalto às nossas riquezas, o sucateamento da nossa indústria e o ataque aos direitos mais básicos da população.
Esta não é nenhuma nova teoria conspiratória para explicar a nossa tragédia, e sim uma análise aguçada e abrangente que revela os detalhes sombrios de um projeto muito bem-articulado de destruição da arte, da cultura e da autoestima do povo brasileiro – em nome de Deus, da pátria e do falso moralismo travestido de combate à corrupção.
Você também poderá gostar: A Elite do Atraso: Da Escravidão a Bolsonaro por Jessé Souza.
domingo, 22 de março de 2020
Viajando pelas Séries #017 - The Legacies (Legados)
Legacies é uma série de televisão americana
dramática, estreou em 25 de outubro de 2018 na The CW. É um spin-off de The
Originals, que por sua vez é um spin-off de The Vampire
Diaries.
Danielle Rose Russell estrela como Hope Mikaelson,
personagem concebida na quarta temporada de The Originals. Russell
começou a retratar a versão adolescente de Hope na quinta temporada de The
Originals. Matt Davis também estrela a série reprisando seu papel como
Alaric Saltzman, de The Vampire Diaries e baseado nos livros de
mesmo nome da autora L. J. Smith.
Em janeiro de 2019, a série foi renovada para uma segunda
temporada que estreou em 10 de outubro de 2019.
Em janeiro de 2020, a série foi renovada para sua terceira
temporada, com previsão de estréia pra outubro de 2020.
No Brasil, a série é exibida pela Warner Channel desde
22 de maio de 2019.
Premissa (1ª Temporada)
Dando continuidade ao universo tradicional de The
Vampire Diaries e The Originals, a história foca na próxima geração
de seres sobrenaturais e estudantes da Salvatore School for the Young and
Gifted, incluindo a filha adolescente de Klaus Mikaelson, Hope Mikaelson, as
filhas gêmeas de Alaric Saltzman, Lizzie e Josie Saltzman, além de outros
jovens adultos que amadurecem do modo mais não convencional possível, nutridos
para serem suas melhores versões, apesar de seus piores impulsos. Serão estas
jovens bruxas, vampiros e lobisomens os heróis que querem ser ou os vilões que
nasceram para ser?
2ª Temporada
"O mistério de Hope será desvendado nos primeiros
minutos da nova temporada. Será divertido vê-la perceber como não está morta,
tendo que se virar para sair da bagunça onde se encontra. Uma das nossas
histórias favoritas de TVD foi o arco de Damon e Bonnie no mundo
prisão. Amamos unir pessoas que não querem ficar juntas. Nesse caso, Hope e
Clarke estarão presos no mesmo local, nada felizes com isso. Chamamos isso de
'ideia do elevador'. Sempre gera uma nova compreensão sobre o outro: ou vocês
encontram algo em comum, ou se odiarão mais do que nunca", contou Plec.
Desenvolvimento
Em agosto de 2017, foi anunciado que um spin-off de The
Originais com foco em Hope Mikaelson, filha de Klaus e Hayley, estava em
desenvolvimento. Julie Plec, criadora de The Originals e
co-criadora de The Vampire Diaries, escreveu o roteiro e é creditada como
a criadora da série.
Em janeiro de 2018, foi revelado que as filmagens do piloto
entrariam em produção no segundo trimestre de 2018. Foi anunciado em março
de 2018 que o spin-off foi de fato pedido um piloto, mas em vez de um piloto
tradicional, Julie Plec, estava entregando uma apresentação piloto de 15
minutos da série para a CW. Também foi anunciado que o veterano
de The Vampire Diaries, Matt Davis seria a estrela no projeto
juntamente com Aria Shahghasemi, Quincy Fouse, Jenny Boyd, Kaylee Bryant.
Em 11 de maio de 2018, foi anunciado que o spin-off,
intitulado Legacies, foi encomendado para a temporada de televisão de 2018-19,
no mesmo dia em que foi revelado que The Originals estava encerrando suas
gravações.
As filmagens da série iniciaram-se em 18 de julho de 2018.
Em junho de 2018, foi anunciado que a série seria estreada em 25 de outubro de
2018. Foi revelado na San Diego Comic-Con em julho de 2018
que Paul Wesley irá dirigir um episódio, e que Zach Roerig aparecerá
na série.
Em 8 de outubro de 2018, a The CW encomendou três
scripts adicionais para a série, elevando a ordem total dos scripts para
dezesseis. Em 8 de novembro de 2018, foi anunciado que a emissora havia
encomendado mais três episódios para série, elevando assim o total da primeira
temporada para 16 episódios. A segunda temporada contém 18 episódios.
Você poderá gostar de: Viajando pelas Séries #08 - The Vampire Diaries.
domingo, 15 de março de 2020
Curiosidades Literárias
“A narrativa histórica mais importante dos últimos 100 anos. ”
Martin Sherwin, vencedor do Prêmio Pulitzer
Este é um arquivo histórico importantíssimo e raro que o leitor terá a oportunidade de conhecer a partir da curiosidade e do brilhante trabalho desta inusitada dupla de autores.
A obra cobre um período de mais de 100 anos de história mundial, é fruto de uma profunda pesquisa por cinco anos, em que os autores se debruçaram sobre arquivos da época, e conferiam dados de fontes à exaustão. O resultado mostra que tudo está conectado: Dos governos Reagan e Eisenhower a todo o conceito da Segunda Guerra Mundial; o real significado da batalha contra o nazismo; o desenvolvimento (e a alimentação) da guerra fria; os diversos momentos em que os Estados Unidos agiram, na verdade, como agressores; O Macarthismo e a tradição de espionar toda gente, desde pessoas comuns à líderes mundiais; o modus operandi em que se inserem os conflitos no Iraque, Teerã, o trabalho da CIA e tantos outros eventos que, segundo documentos, tiveram como meta criar uma guerra global ao terror e dividir o mundo.
“Napoleão disse que ‘A história é um punhado de mentiras com as quais todos concordam. ’ Bem, eu não concordo.
“Sou o cineasta Oliver Stone. Dirigi Platoon, JFK, Nascido em 4 de julho, Wall Street e muitos outros filmes emblemáticos sobre a História americana. Na minha juventude, em Nova York, acreditava que tinha recebido uma boa educação. Estudei História profundamente, sobretudo História americana e tudo fazia sentido: nós, americanos, éramos o centro do mundo. Havia um destino manifesto e nós éramos os mocinhos.
“Mas eu já rodei o planeta, continuei minha formação que se iniciou como soldado de infantaria no Vietnã, fiz vários filmes, aprendi muita coisa que não me ensinaram nas aulas de história. Então, quando ouvi dos meus filhos o que eles estavam aprendendo na escola, fiquei desconcertado ao perceber que a visão de mundo que lhes passavam era tão pouco sincera hoje quanto a que tinham transmitido na minha juventude.
“Nós vivemos a maior parte das nossas vidas envoltos em neblina, todos nós. ”
“Uma leitura irrefreável, brilhante, uma obra-prima! ”
– Daniel Ellsberg, autor de Secrets: A Memoir of Vietnam and the Pentagon Papers.
Quais habilidades estão sendo esquecidas nesta era de uso intenso das ferramentas tecnológicas e redes sociais?
Você já viveu aquele momento de estar com altas expectativas e logo depois desabar numa frustração por não alcançar o que queria? Ou que, em certos momentos, lhe faltou um pouco mais de ousadia, coragem ou cara de pau para fazer algo em que acreditava?
Neste livro, Conrado Navarro aborda como a realidade pode ser bem diferente daquilo que planejamos e até acreditamos controlar, e apresenta histórias e reflexões sobre o que podemos aprender com os fracassos e frustrações, para não nos tornarmos uma vítima constante deles.
Para alcançar destaque na carreira, você não precisa ser próximo dos grandes líderes empresariais e ter acesso aos seus segredos profissionais. Muitas vezes, conversar com o comerciante da esquina será mais eficiente para enxergar novas perspectivas. Duvida? Ele comprova aqui.
Conrado também mostra que para criar oportunidades de negócios e novos apoiadores para suas ideias, faz mais sentido convidar pessoas que você admira para uma conversa do que ficar tratando tudo virtualmente. Quebrar a caixa e furar a bolha significa olhar a realidade de um outro ângulo, assumindo riscos e responsabilidades como parte de um plano. E este livro traz as provocações certas para motivar quem, de fato, quer estourar a bolha e e sobressair em qualquer atividade.
O AUTOR:
CONRADO NAVARRO nasceu em Itajubá, sul de Minas Gerais, cercado do melhor pão de queijo e entre as lindas montanhas da Serra da Mantiqueira. Ainda na infância, aprendeu sobre responsabilidades e dinheiro de forma exemplar: passou um ano pagando com sua mesada o conserto de algo que havia quebrado com a ajuda de três “amigos”. Aos 17 anos saiu de casa para estudar e não voltou mais, atingindo sua independência financeira aos 30, criando empresas e investindo no mercado financeiro. Triatleta que aprendeu a nadar com 35 anos, tem uma coleção de mais de 500 carrinhos e uma biblioteca de 1500 livros (e contando). Graduou-se em Ciências da Computação, fez mba em Administração e Mercado de Capitais, mas quer mesmo é aprender a tocar piano. Atualmente, divide-se entre São Paulo, São José dos Campos e Itajubá. Este livro contém algumas de suas reflexões sobre a importância de assumir riscos e encarar novos desafios — ou simplesmente, quebrar a caixa e furar a bolha.
Você também poderá de: Leituras Curiosas.
Martin Sherwin, vencedor do Prêmio Pulitzer
Este é um arquivo histórico importantíssimo e raro que o leitor terá a oportunidade de conhecer a partir da curiosidade e do brilhante trabalho desta inusitada dupla de autores.
A obra cobre um período de mais de 100 anos de história mundial, é fruto de uma profunda pesquisa por cinco anos, em que os autores se debruçaram sobre arquivos da época, e conferiam dados de fontes à exaustão. O resultado mostra que tudo está conectado: Dos governos Reagan e Eisenhower a todo o conceito da Segunda Guerra Mundial; o real significado da batalha contra o nazismo; o desenvolvimento (e a alimentação) da guerra fria; os diversos momentos em que os Estados Unidos agiram, na verdade, como agressores; O Macarthismo e a tradição de espionar toda gente, desde pessoas comuns à líderes mundiais; o modus operandi em que se inserem os conflitos no Iraque, Teerã, o trabalho da CIA e tantos outros eventos que, segundo documentos, tiveram como meta criar uma guerra global ao terror e dividir o mundo.
“Napoleão disse que ‘A história é um punhado de mentiras com as quais todos concordam. ’ Bem, eu não concordo.
“Sou o cineasta Oliver Stone. Dirigi Platoon, JFK, Nascido em 4 de julho, Wall Street e muitos outros filmes emblemáticos sobre a História americana. Na minha juventude, em Nova York, acreditava que tinha recebido uma boa educação. Estudei História profundamente, sobretudo História americana e tudo fazia sentido: nós, americanos, éramos o centro do mundo. Havia um destino manifesto e nós éramos os mocinhos.
“Mas eu já rodei o planeta, continuei minha formação que se iniciou como soldado de infantaria no Vietnã, fiz vários filmes, aprendi muita coisa que não me ensinaram nas aulas de história. Então, quando ouvi dos meus filhos o que eles estavam aprendendo na escola, fiquei desconcertado ao perceber que a visão de mundo que lhes passavam era tão pouco sincera hoje quanto a que tinham transmitido na minha juventude.
“Nós vivemos a maior parte das nossas vidas envoltos em neblina, todos nós. ”
“Uma leitura irrefreável, brilhante, uma obra-prima! ”
– Daniel Ellsberg, autor de Secrets: A Memoir of Vietnam and the Pentagon Papers.
Você já viveu aquele momento de estar com altas expectativas e logo depois desabar numa frustração por não alcançar o que queria? Ou que, em certos momentos, lhe faltou um pouco mais de ousadia, coragem ou cara de pau para fazer algo em que acreditava?
Neste livro, Conrado Navarro aborda como a realidade pode ser bem diferente daquilo que planejamos e até acreditamos controlar, e apresenta histórias e reflexões sobre o que podemos aprender com os fracassos e frustrações, para não nos tornarmos uma vítima constante deles.
Para alcançar destaque na carreira, você não precisa ser próximo dos grandes líderes empresariais e ter acesso aos seus segredos profissionais. Muitas vezes, conversar com o comerciante da esquina será mais eficiente para enxergar novas perspectivas. Duvida? Ele comprova aqui.
Conrado também mostra que para criar oportunidades de negócios e novos apoiadores para suas ideias, faz mais sentido convidar pessoas que você admira para uma conversa do que ficar tratando tudo virtualmente. Quebrar a caixa e furar a bolha significa olhar a realidade de um outro ângulo, assumindo riscos e responsabilidades como parte de um plano. E este livro traz as provocações certas para motivar quem, de fato, quer estourar a bolha e e sobressair em qualquer atividade.
O AUTOR:
CONRADO NAVARRO nasceu em Itajubá, sul de Minas Gerais, cercado do melhor pão de queijo e entre as lindas montanhas da Serra da Mantiqueira. Ainda na infância, aprendeu sobre responsabilidades e dinheiro de forma exemplar: passou um ano pagando com sua mesada o conserto de algo que havia quebrado com a ajuda de três “amigos”. Aos 17 anos saiu de casa para estudar e não voltou mais, atingindo sua independência financeira aos 30, criando empresas e investindo no mercado financeiro. Triatleta que aprendeu a nadar com 35 anos, tem uma coleção de mais de 500 carrinhos e uma biblioteca de 1500 livros (e contando). Graduou-se em Ciências da Computação, fez mba em Administração e Mercado de Capitais, mas quer mesmo é aprender a tocar piano. Atualmente, divide-se entre São Paulo, São José dos Campos e Itajubá. Este livro contém algumas de suas reflexões sobre a importância de assumir riscos e encarar novos desafios — ou simplesmente, quebrar a caixa e furar a bolha.
Você também poderá de: Leituras Curiosas.
domingo, 8 de março de 2020
Não basta não ser racista: Sejamos antirracistas - Robin Diangelo
Negação, silêncio, raiva, medo, culpa… essas são algumas das reações mais comuns quando se diz a uma pessoa que agiu, geralmente sem intenção, de modo racista. Ser abertamente racista não é algo socialmente aceitável. Ninguém quer ser visto assim.
Mas cada vez que se nega o racismo, impedimos que ele seja abordado e que nossos preconceitos sejam discutidos. As reações de negação não servem apenas para silenciar quem sofre o preconceito, também escondem um sentimento que a autora Robin Diangelo passou a chamar de fragilidade branca.
Em seus estudos, Diangelo catalogou frases, palavras e sentimentos de voluntários que se veem sem qualquer preconceito e demonstrou que, no fundo, ele estava lá. Sua proposta é que todos comecem a ouvir melhor, estabeleçam conversas mais honestas e reajam a críticas com educação e tentando se colocar no lugar do outro. Não basta apenas sustentar visões liberais ou condenar os racistas nas redes sociais. A mudança começa conosco.
“É hora de todos os brancos abandonarem a ideia de superioridade e, de fato, atuarem no combate ao racismo.”
ROBIN DIANGELO é professora universitária, autora e consultora em questões de justiça racial e social há mais de vinte anos. Não basta não ser racista — Sejamos antirracistas ocupa as primeiras posições das listas de livros mais vendidos do mundo desde seu lançamento.
domingo, 1 de março de 2020
Stranger Things: Cidade das Trevas - Adam Christopher
Em Hawkins, durante o Natal de 1984, ele mal consegue conter a alegria. É sua primeira comemoração familiar com Eleven, sua chance de aproveitar momentos de tranquilidade com a filha adotiva. Mas a menina tem outros planos. Contra a vontade de Hopper, ela vasculha uma caixa em que está escrito “Nova York”. É aí que começam as perguntas. Por que Hopper foi embora de Hawkins anos atrás? Por que nunca contou sobre Nova York? O que ele está escondendo?
Embora prefira enfrentar uma horda de demogorgons a mergulhar em seu passado, Hopper sabe que não pode mais esconder a verdade. Por isso, ele conta a Eleven os detalhes de um dos casos mais avassaladores de sua carreira, o último antes de tudo mudar...
Em 1977, após retornar da Guerra do Vietnã, ele se muda com a esposa e a filha para Nova York e passa a atuar na divisão de homicídios. A cada dia, se depara com inúmeras tragédias, mas nenhuma se compara a uma série de assassinatos brutais e incompreensíveis. Quando agentes federais assumem o caso, Hopper e sua irreverente parceira, Rosario Delgado, decidem agir por conta própria, e logo o detetive se vê infiltrado entre as perigosas gangues da cidade. No momento em que está prestes a desvendar quem — ou o quê — está por trás dos assassinatos, um apagão lança a cidade nas trevas, e Hopper fica frente a frente com uma escuridão que mudará sua vida para sempre.
A terceira temporada de Stranger Things causou grande comoção, e o último episódio deixou os fãs perplexos e ansiosos por respostas. As pistas estão lançadas em Cidade nas trevas, segundo livro oficial da série, que explora o passado de um dos personagens mais queridos do público: o chefe de polícia Jim Hopper.
domingo, 16 de fevereiro de 2020
O futuro do dinheiro: Apenda a investir sem medo por Ruda Pellini
E SE UMA REVOLUÇÃO FINANCEIRA ACONTECESSE
AGORA: VOCÊ ESTARIA PREPARADO?
Falar sobre dinheiro e investimentos é quase sempre um tabu. Não falamos disso dentro de casa e, geralmente, é um assunto pouco abordado na escola. Além disso, fomos condicionados a achar que o sistema financeiro é difícil e inacessível.
Entretanto, existe uma revolução financeira acontecendo neste exato momento e vai atingir o sistema por todos os lados. Inclusive você. Esta revolução está baseada em três pilares: dinheiro, tecnologia e liberdade, e dará cada vez mais poder para você ser dono do próprio destino.
Para que você possa entender esse movimento e se preparar para gerar riqueza em um novo cenário financeiro, Rudá Pellini, cofundador da Wise&Trust, startup de gestão de fundos de investimento em criptomoedas e blockchain nos EUA, oferece, neste livro, sua visão e seu aprendizado sobre a revolução do mercado financeiro atual, cada vez
mais descentralizado e disruptivo.
Aqui você aprenderá tudo sobre como:
- Perder o medo de investir em ações e em ativos digitais, como as criptomoedas. Você entenderá que não precisa de muito dinheiro para fazer esses investimentos;
- Entender a revolução financeira de uma vez por todas e sua história, passando pelo surgimento do Bitcoin e pelo conceito de ouro digital, desmistificando os riscos desse tipo de investimento;
- Organizar a sua vida financeira, usando a tecnologia a seu favor: seja para investir melhor ou para pagar menos juros por meio de modelos alternativos de empréstimo;
- Ter um guia para identificar possíveis golpes financeiros, principalmente os golpes da moda;
- Investir no mercado de ações sendo agressivo e conservador ao mesmo tempo, mas sem se expor de maneira irresponsável. Além de entender como é possível ganhar em momentos de crise;
-Fazer a manutenção dos seus investimentos por meio de uma revisão periódica de objetivos e resultados focando o longo prazo. Dessa maneira, você construirá sua liberdade financeira.
domingo, 9 de fevereiro de 2020
O que está causando o aumento do número de livrarias independentes?
Em sua coluna, Mike Shatzkin analisa e fenômeno e conclui que, nos EUA, livrarias independentes estão substituindo a parte restante da demanda que costumava ser fornecida pelas grandes redes de lojas.
Meu primeiro trabalho de verdade foi em uma livraria, na área de vendas do novíssimo departamento de paperbacks na Brentano, que ficava na 5ª Avenida, em Nova York, no verão de 1962. Adorava aquele lugar; adorava aquele trabalho; e sempre fui apaixonado por livrarias. Mas, deixando de lado o romantismo, a verdade é que os livros são um produto que é melhor comprar on-line do que em uma loja. Por muitas razões.
Primeiro de tudo, você precisa encontrar o que quer. Uma livraria on-line pode oferecer 15 milhões de títulos aproximadamente. Uma livraria física oferece não mais do que 0,5% desse universo (que seriam 75 mil títulos) e a maioria possui muito menos que isso. Quando a Amazon começou, havia mais de meio milhão de títulos possíveis e muitas super livrarias tinham 20% a 30% deles (mais de 100 mil títulos). E mesmo assim, antes que os números tivessem mudado tanto, Jeff Bezos viu que os livros eram o melhor lugar para começar para um varejista de Internet.
Assim, as chances de encontrar qualquer livro em particular em uma loja mudaram de razoável para minúscula. Além disso, os livros são pesados; portanto, se você for a algum lugar depois da livraria, carregar uma compra pode ser incômodo. E quantas vezes você “precisa” do próximo livro agora, em vez de poder esperar por um ou dois dias? (Se você precisar agora, é melhor ter muita sorte no que está procurando e na loja que está indo).
A questão é que a compra de livros, pelo menos para leitura pessoal (livros para presentes e livros com muita ilustração são diferentes, mas representam uma fatia menor do total de vendas) foram transferidas das livrarias físicas para as on-line por razões convincentes, e não há razão para achar que isso não vai continuar. É difícil ver a venda física de livros como um negócio em crescimento.
Mas de fato, nos EUA, o número de livrarias independentes vem crescendo na última década. Esta tem sido uma verdadeira causa de comemoração em muitos setores. As editoras certamente estão felizes por ver alguns pontos adicionais de estoque surgindo.
Por que isso acontece? O professor da Harvard Business School Ryan Raffaelli formulou uma resposta baseando-se em seus "3 Cs": "Comunidade", "Curadoria" e "Convocação". Com isso, ele quer dizer que as livrarias possuem uma função de "comunidade", seus proprietários realizam um serviço de "curadoria" ao selecionar a seleção de livros, e oferecem a oportunidade de pessoas com ideias semelhantes se reunirem em torno de uma busca de informações ou um objetivo. Ele chama tudo isso de "identidade coletiva". E diz para não olharmos para a lucratividade dessas lojas; o fato de estarem crescendo em termos de números, ele acredita, constitui o indicador importante.
Mais alguém vê uma congruência notável entre essa visão das livrarias e a que sempre foi a função das bibliotecas?
Não sou acadêmico e não tenho muito a oferecer, a não ser observações para justificar qualquer análise apresentada. E posso concordar que os "3 Cs" são boas bases para qualquer proprietário de livraria ter em mente na criação de seus negócios. Mas não posso concordar que esta seja a explicação para o número crescente de livrarias.
Meu candidato à “razão mais importante para as livrarias independentes crescerem em número” é um “F”. É "Fechamento". Com isso, quero dizer o “fechamento” da rede Borders em 2009, quase exatamente o ano em que começou o ressurgimento das independentes, rastreado pelo número de lojas ativas.
Quando várias centenas de lojas da Borders fecharam ao mesmo tempo, a redução do espaço nas prateleiras ficou acima da demanda em declínio por livrarias. Mesmo no mercado de livrarias de 2010, reduzido como estava por duas décadas de Amazon e e-books, havia muitas pessoas atendidas pelas Borders que ainda não tinham feito a mudança completa de comprar todos os seus livros on-line. Isso pode ter significado o fim de 30% ou mais do espaço existente nas prateleiras das livrarias. A Borders não representava 30% das lojas, mas todas eram muito grandes.
Assim, as independentes aproveitaram uma oportunidade. Alguém mais esperto do que eu deveria olhar para onde estão as independentes e onde estavam as Borders e aposto que verão uma correlação. Se também pudessem sobrepor as lojas fechadas da Barnes & Noble e as que tiveram seu estoque de livros reduzido drasticamente, provavelmente encontrariam mais exemplos de substituição. Livrarias independentes estão substituindo a parte restante da demanda que costumava ser fornecida pelas grandes redes de lojas.
Provavelmente, também existe um outro fator em jogo - e não é novo - por trás do recente aumento no número de independentes. Para ser consistente, vamos rotular este de "compromisso". Todas essas livrarias independentes são criadas e administradas por empreendedores que, provavelmente, tinham uma carreira fazendo outra coisa antes de começarem sua livraria. Vou adivinhar, sem dados de apoio, que muitos desses proprietários de livrarias poderiam estar ganhando mais dinheiro fazendo outra coisa. Mas as recompensas psíquicas de possuir e administrar uma livraria, incluindo a atração de gerenciar os 3 primeiros "C", são suficientes para atrair pessoas capazes de se comprometer em possuir e administrar uma, em vez de gastar o tempo fazendo algo em que poderiam ganhar mais dinheiro.
Sempre foi verdade que vender livros é um trabalho de amor para muitas pessoas. Atualmente, porém, a rede de varejo de livros depende mais do que anos atrás dessa motivação para manter seu acesso físico aos consumidores de livros.
Meu primeiro trabalho de verdade foi em uma livraria, na área de vendas do novíssimo departamento de paperbacks na Brentano, que ficava na 5ª Avenida, em Nova York, no verão de 1962. Adorava aquele lugar; adorava aquele trabalho; e sempre fui apaixonado por livrarias. Mas, deixando de lado o romantismo, a verdade é que os livros são um produto que é melhor comprar on-line do que em uma loja. Por muitas razões.
Primeiro de tudo, você precisa encontrar o que quer. Uma livraria on-line pode oferecer 15 milhões de títulos aproximadamente. Uma livraria física oferece não mais do que 0,5% desse universo (que seriam 75 mil títulos) e a maioria possui muito menos que isso. Quando a Amazon começou, havia mais de meio milhão de títulos possíveis e muitas super livrarias tinham 20% a 30% deles (mais de 100 mil títulos). E mesmo assim, antes que os números tivessem mudado tanto, Jeff Bezos viu que os livros eram o melhor lugar para começar para um varejista de Internet.
Assim, as chances de encontrar qualquer livro em particular em uma loja mudaram de razoável para minúscula. Além disso, os livros são pesados; portanto, se você for a algum lugar depois da livraria, carregar uma compra pode ser incômodo. E quantas vezes você “precisa” do próximo livro agora, em vez de poder esperar por um ou dois dias? (Se você precisar agora, é melhor ter muita sorte no que está procurando e na loja que está indo).
A questão é que a compra de livros, pelo menos para leitura pessoal (livros para presentes e livros com muita ilustração são diferentes, mas representam uma fatia menor do total de vendas) foram transferidas das livrarias físicas para as on-line por razões convincentes, e não há razão para achar que isso não vai continuar. É difícil ver a venda física de livros como um negócio em crescimento.
Mas de fato, nos EUA, o número de livrarias independentes vem crescendo na última década. Esta tem sido uma verdadeira causa de comemoração em muitos setores. As editoras certamente estão felizes por ver alguns pontos adicionais de estoque surgindo.
Por que isso acontece? O professor da Harvard Business School Ryan Raffaelli formulou uma resposta baseando-se em seus "3 Cs": "Comunidade", "Curadoria" e "Convocação". Com isso, ele quer dizer que as livrarias possuem uma função de "comunidade", seus proprietários realizam um serviço de "curadoria" ao selecionar a seleção de livros, e oferecem a oportunidade de pessoas com ideias semelhantes se reunirem em torno de uma busca de informações ou um objetivo. Ele chama tudo isso de "identidade coletiva". E diz para não olharmos para a lucratividade dessas lojas; o fato de estarem crescendo em termos de números, ele acredita, constitui o indicador importante.
Mais alguém vê uma congruência notável entre essa visão das livrarias e a que sempre foi a função das bibliotecas?
Não sou acadêmico e não tenho muito a oferecer, a não ser observações para justificar qualquer análise apresentada. E posso concordar que os "3 Cs" são boas bases para qualquer proprietário de livraria ter em mente na criação de seus negócios. Mas não posso concordar que esta seja a explicação para o número crescente de livrarias.
Meu candidato à “razão mais importante para as livrarias independentes crescerem em número” é um “F”. É "Fechamento". Com isso, quero dizer o “fechamento” da rede Borders em 2009, quase exatamente o ano em que começou o ressurgimento das independentes, rastreado pelo número de lojas ativas.
Quando várias centenas de lojas da Borders fecharam ao mesmo tempo, a redução do espaço nas prateleiras ficou acima da demanda em declínio por livrarias. Mesmo no mercado de livrarias de 2010, reduzido como estava por duas décadas de Amazon e e-books, havia muitas pessoas atendidas pelas Borders que ainda não tinham feito a mudança completa de comprar todos os seus livros on-line. Isso pode ter significado o fim de 30% ou mais do espaço existente nas prateleiras das livrarias. A Borders não representava 30% das lojas, mas todas eram muito grandes.
Assim, as independentes aproveitaram uma oportunidade. Alguém mais esperto do que eu deveria olhar para onde estão as independentes e onde estavam as Borders e aposto que verão uma correlação. Se também pudessem sobrepor as lojas fechadas da Barnes & Noble e as que tiveram seu estoque de livros reduzido drasticamente, provavelmente encontrariam mais exemplos de substituição. Livrarias independentes estão substituindo a parte restante da demanda que costumava ser fornecida pelas grandes redes de lojas.
Provavelmente, também existe um outro fator em jogo - e não é novo - por trás do recente aumento no número de independentes. Para ser consistente, vamos rotular este de "compromisso". Todas essas livrarias independentes são criadas e administradas por empreendedores que, provavelmente, tinham uma carreira fazendo outra coisa antes de começarem sua livraria. Vou adivinhar, sem dados de apoio, que muitos desses proprietários de livrarias poderiam estar ganhando mais dinheiro fazendo outra coisa. Mas as recompensas psíquicas de possuir e administrar uma livraria, incluindo a atração de gerenciar os 3 primeiros "C", são suficientes para atrair pessoas capazes de se comprometer em possuir e administrar uma, em vez de gastar o tempo fazendo algo em que poderiam ganhar mais dinheiro.
Sempre foi verdade que vender livros é um trabalho de amor para muitas pessoas. Atualmente, porém, a rede de varejo de livros depende mais do que anos atrás dessa motivação para manter seu acesso físico aos consumidores de livros.
Fonte: Publishnews.
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