segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Desvendando o Tabu: Declínio da Inteligência Humana.


   
     Discussões inúteis, intermináveis, agressivas. Gente defendendo as maiores asneiras, e se orgulhando disso. Pessoas perseguindo e ameaçando as outras. Um tsunami infinito de informações falsas. Reuniões, projetos, esforços que dão em nada. Decisões erradas. Líderes políticos imbecis. De uns tempos pra cá parece que o mundo está mergulhado na burrice. Você já essa sensação? Talvez não seja só uma sensação. Estudos realizados com dezenas de milhares de pessoas, em vários países, revelam algo inédito e assustador: aparentemente, a inteligência humana começou a cair.
     Os primeiros sinais vieram da Dinamarca. Lá, todos os homens que se alistam no serviço militar são obrigados a se submeter a um teste de inteligência: o famoso, e o mesmo tempo misterioso, teste de QI. Os dados revelaram que, depois de crescer sem parar depois do século 20, o quociente de inteligência dos dinamarqueses virou o fio, e em 1998 iniciou uma queda contínua: está descendo 2,7 pontos a cada década. A mesma coisa está acontecendo na Holanda (onde tem sido observada queda de 1,35 ponto por década), na Inglaterra (2,5 a 3,4 de QI a menos por década, dependendo da faixa etária analisada), e na França (3,8 perdidos por décadas). Noruega, Suécia e Finlândia – bem Alemanha e Portugal, onde foram realizados estudos menores – detectam efeito similar.
     “Há um declínio contínuo na pontuação do QI ao longo do tempo. E é um fenômeno real, não um simples desvio”, diz o antropólogo inglês Edward Dutton, autor de uma revisão analítica das principais pesquisa já feitas a respeito. A regressão pode parecer lenta; mas, sob perspectiva histórica, definitivamente não é. No atual ritmo de queda, alguns países poderiam regredir para QI médio de 80 pontos, patamar definido como “baixa inteligência” já na próxima geração de adultos. Não há dados a respeito no Brasil, mas nossos indicadores são terríveis. Um estudo realizado neste ano pelo Ibope Inteligência com 2 mil pessoas revelou que 29% da população adulta é analfabeta funcional, ou seja, não consegue ler sequer um cartaz ou um bilhete. E o número de analfabetos absolutos, que não consegue ler nada, cresceu de 4% para 8% nos últimos três anos.
     No caso brasileiro, a piora pode ser atribuída á queda nos investimento na educação, que já são baixos (o país gasta US$ 3.800 anuais com cada aluno do ensino básico, menos da metade da média das nações da OCDE) e têm caído nos últimos anos. Mas como explicar aparente proliferação da burrice mesmo entre foi a escola? O primeiro passo é entender a base da questão: o que é, e como se mede a inteligência.

De 0 a 160
     O primeiro teste de QI (quociente de inteligência) foi elaborado em 1905, pelos psicólogos franceses Alfred Binet e Théodore Simon, para identificar crianças com algum tipo de deficiência mental. Em 1916, o americano Lewis Terman, da  Universidade Stanford, aperfeiçoou o exame, que acabou sendo adaptado e usados pelos EUA, na 1ª Guerra Mundial, para avaliar os soldados. Mas o questionário tinha vários problemas – a começar pelo fato de que ele havia sido desenvolvido para aferir deficiência mental em crianças, não medir a inteligência de adultos. Inconformado com isso, o psicólogo romeno-americano David Wechsler resolveu começar do zero. E, em 1955, publicou o WAIS: Wechsler Adult Intelligence Scale, exame que se tornou o teste de QI mais aceito entre os psicólogos, psiquiatras e demais pesquisadores da cognição humana (só neste ano, foi realizado ou citado em mais de 900 estudos sobre o tema).
     Ele leva em média 1h30, e deve ser aplicado por um psicólogo. Consiste numa bateria de perguntas e testes que avaliam 15 tipos de capacidade intelectual, divididos em quatro eixos: compreensão verbal, raciocínio, memória e velocidade de processamento. Isto inclui teste de linguagem (o psicólogo diz, por exemplo: ”defina o termo abstrato”, e avalia a rapidez e a complexidade da sua resposta), conhecimentos gerais, aritmética, reconhecimentos de padrões (você vê uma sequência de símbolos, tem de entender a relação entre eles e indicar o próximo), memorização avançada, visualização espacial – reproduzir formas 3D usando blocos de madeira – e outros exercícios. O grau de dificuldade do exame é cuidadosamente calibrado para que a média das pessoas marque de 90 a 110 pontos. Esse é o nível que indica inteligência normal, média. Se você fizer mais de 130 pontos, é enquadrado na categoria mais alta, de inteligência “muito superior” (a pontuação máxima é 160).
     Mas é preciso encarar esses números em sua devida perspectiva. O teste de QI não diz se uma pessoa vai ter sucesso na vida, nem determina seu valor como indivíduo. Não diz se você é sensato, arguto ou criativo, entre outras dezenas de habilidades intelectuais que um ser humano pode ter. O ele faz é medir a cognição básica, ou seja, sua capacidade de executar operações mentais elementares, que formam a base de todas as outras. É um mínimo denominador comum. E, por isso mesmo pode ajudar a enxergar a evolução (ou involução) da inteligência.
     Ao longo do século 20, o QI aumentou consistentemente no mundo todo – foram três pontos a mais por década em média. É o chamado “efeito Flynn”, em alusão ao psicólogo James Flynn, que o identificou documentou. Não foi difícil de entender essa evolução. Melhore a saúde a nutrição e a educação das pessoas, elas naturalmente se saíram melhor em qualquer teste de inteligência. O QI da população japonesa, por exemplo, chegou a crescer 7,7 pontos por década após 2ª Guerra Mundial; uma consequência direta da melhora nas condições de vida por lá. Os cientistas se referem ao efeito atual, de queda de inteligência, como “efeito Flynn reverso”. Como explica-lo?

Involução natural
     A primeira hipótese é a mais simples, e a mais polemica também. “A capacidade cognitiva é fortemente influenciada pela genética. E as pessoas com alto nível delas vêm tendo cada vez menos filhos”, afirma o psicólogo Michael Woodley, da Universidade de Umeã, na Suécia. Há décadas a ciência sabe que boa parte da inteligência (a maioria dos estudos fala em 50%) é hereditária. E levantamentos feitos em mais de cem países, ao longo do século 20, constatam que há uma relação inversa entre QI e taxa de natalidade. Quanto mais inteligente uma pessoa é, menos filhos ela acaba tendo, em média. Some uma coisa a outra e você concluirá que, com o tempo, isso tende a reduzir a proporção de pessoas altamente inteligentes na sociedade. Trata-se de uma teoria controversa, e com razão. No passado, ela levou a eugenia, uma pseudociência que buscava o aprimoramento da raça humana por meio de reprodução seletiva e esterilização de indivíduos julgados incapazes. Esses horrores ficaram para trás. Hoje ninguém proporia tentar “melhorar” a sociedade obrigando os mais inteligentes a ter mais filhos – ou impedindo as demais pessoas de ter.
     Mais isso não significa que a matemática das gerações não possa estar levando a algum tipo de declínio na inteligência básica. Inclusive pela pr´pria evolução da sociedade, que tornou a vida mais fácil. “Um caçador-coletor que não pensasse numa solução para conseguir comida e abrigo provavelmente morreria, assim como seus descendentes”, escreveu o biólogo Gerald Crabtree, da universidade Stanford, em um artigo recente. “Já um executivo de Wall Street que cometesse um erro similar poderia até receber um bônus”. Crabtree é um radical. Ele acha que a capacidade cognitiva pura, ou seja, o poder que temos de enfrentar um problema desconhecido e supera-lo, atingiu o ápice a milhares de anos e de lá pra cá só caiu – isso teria sido mascarado pelo evolução tecnológica, em que as inovações são realizadas por enormes grupos de pessoas, não gênios solitários. Outros pesquisadores, como Michael Woodley, endossam essa tese: dizem que o auge da inteligência ocorreu há cerca de cem anos.
     Os fatos até parecem confirmar essa tese (Einstein escreveu a relatividade sozinho, já o iPhone é projetado por milhares de pessoas, 800 engenheiros trabalhando só na câmera), mas ela tem algo de falacioso. A humanidade cria e produz coisas cada vez mais complexas – e é por essa complexidade, não por uma suposta queda de inteligência individual, que as grandes invenções envolvem o trabalho de mais gente. Da mesma forma, as sociedade modernas permitem que pessoas abrace uma profissão e se especialize nela, deixando as demais tarefas para os outros profissionais, ou a cargo de máquinas.
     E não há nada de errado nisso. Mas há quem diga que o salto tecnológico dos últimos 20 anos, que transformou nosso cotidiano, possa ter começado a afetar nossa inteligência humana. Tal vez aí esteja a explicação para o “efeito Flynn reverso” – que começou justamente neste período, e se manifesta em países desenvolvidos onde o padrão de vida é mais igualitário e estável (sem diferenças ou oscilações que podem mascarar a redução de QI).
     “Hoje, crianças de 7 ou 8 anos já crescem com o celular”, diz Mark Bauerlein, professor da Universidade de Emory, nos EUA, e autor do livro Dumbest Generation (“A Geração mais Burra”, não lançado em português). “É nessa idade que as crianças deveriam consolidar o hábito de leitura, para adquirir vocabulário”. Pode parecer papo de erudita, mas há indícios que o uso de smartphones e tablets na infância já esteja causando efeitos negativos. Na Inglaterra, por exemplo, 28% das crianças da pre- escola (4 e 5 anos) não sabem se comunicar utilizando frases completas, no nível que seria normal para essa idade. Segundo educadores, isso se deve ao tempo que elas ficam na frente de TVs, tablets e smartphones. O problema é considerado tão grave que o governo anunciou um plano para reduzir esse índice pela metade até 2028 – e o banimento de smartphones nas escolas é uma das medidas em discursão. O efeito também é observado em adolescentes. Nos principais exames que os americanos fazem para entrar na faculdade, o SAT e o ACT, o desempenho médio vem caindo. Em 2016, a nota na prova de interpretação de texto do SAT foi a mais baixa em 40 anos.

     As pessoas nuca leram e escreveram tanto; mas estão lendo e escrevendo coisas curtíssimas, em seus smartphones. Um levantamento feito pela Nokia constatou que os americanos checam o celular em média 150 vezes por dia. Dá uma vez a cada seis minutos, ou seja, é como se fosse um fumante emendando um cigarro no outro. E esse dado de 2013; hoje é provável que o uso seja ainda maior. A onda preocupa até a Apple e a Google, que estão incluindo medidores de uso nas novas versões do IOS e do Android – para que você possa saber quantas vezes pega o seu smartphone, e quanto tempo gasta com ele, a cada dia.
     A mera presença do celular, mesmo desligado, afeta a nossa capacidade de raciocinar. Adrian Ward, professor da Universidade do Texas, constatou isso ao avaliar o desempenho de 548 estudantes em três situações: com o celular na mesa, virado para baixo; com o aparelho no bolso ou na bolsa; e com o celular em outra sala. Em todos os casos o celular ficou desligado. Mas quanto mais perto ele ficava da pessoa, pior o desempenho dela. “Você não está pensando no celular. Mas ele consome parte dos recursos cognitivos. É como um dreno cerebral”, Conclui Ward.
     Outra hipóteses é que o uso intensivo nas redes sociais, que são projetadas para consumo rápido (passamos poucos segundos lendo cada post) e consomem boa parte do tempo (cada brasileiro gasta 3h39 min. por dia nelas, segundo pesquisas feita pela empresa GlobalWebIndex), esteja corroendo nossa capacidade de prestar atenção nas coisas. Você já deve ter sentido isso: parece cada vez mais difícil ler um texto, ou até mesmo ver um vídeo no YouTube, até o final. E quando assistimos algo mais longo, como um filme ou uma série na Netflix, geralmente nos esquecemos logo. São duas faces da mesma moeda. Levar no bolso a internet, com seu conteúdo infinito, baniu o tedio da vida humana. Mas, justamente por isso, também pode ter nos tornado mais impacientes, menos capazes de manter o foco.
     Se prestarmos menos atenção ás coisas, elas obrigatoriamente têm de ser mais simples. Esse efeito se manifesta nos campos mais distintos, da música aos pronunciamentos políticos. Cientistas do Instituto de Pesquisas em Inteligência (IIIA), na Espanha, analisaram em computador 460 mil faixas lançadas nos últimos 50 anos, e concluíram que a música está se tornando menos complexa e mais homogênea. Houve uma redução de 60% na quantidade de timbres (com menor variedade de instrumentos e técnicas de gravação), e de 50% na faixa dinâmica (variação de volume entre as partes mais baixas e nas partes mais altas de cada música). Tudo soa mais parecido – e mais simples.
     Essa simplificação também é visível no discurso político. Um estudo da Universidade de Carnegie Mellon, nos EUA, constatou que os políticos americanos falam como crianças. A pesquisa analisou o vocabulário e a sintaxe de cinco candidatos á última eleição presidencial (Donald Trump, Hillary Clinton, Ted Cruz, Marco Rubio e Bernie Sanders), e constatou que seus pronunciamentos têm um nível verbal de criança de 11 a 13 anos. Os pesquisadores também analisaram os discursos de ex-presidentes americanos, e encontraram um declínio constante. Abraham Lincoln se expressava no mesmo nível de um adolescente de 16 anos. Ronald Reagan, 14. Obama e  Clinton, 13. Trump, 11. (O lanterna é George W. Bush, com vocabulário de criança de 10 anos.)
     Isso não significa que os músicos sejam incompetentes e os políticos sejam burros. Eles estão sendo pragmáticos, e adaptando suas mensagens ao que seu público consegue entender – e, principalmente estamos dispostos a ouvir. Inclusive porque esse é outro pilar da burrice moderna: viver dentro de uma bolha que confirma suas crenças, e nunca mudar de opinião. Trata-se de um comportamento irracional, claro.

Os limites da razão
     Você certamente já com uma pessoa irracional, que manteve a própria opinião mesmo diante dos argumentos mais irrefutáveis. É uma fenômeno normal, que os psicólogos chamam de “viés de confirmação”: a tendência que a mente tem de abraçar informações que apoiam suas crenças, e rejeitar dados que as contradizem.
     Isso ficou claro num estudo famoso, e meio macabro, realizado em 1975 na Universidade de Stanford. Cada participante recebeu 25 bilhetes suicidas (que pessoas deixaram antes de se matar), e tinham que descobrir quais deles eram verdadeiros e quais eram falsos. Alguns voluntários logo identificaram os bilehetes falsos, forjados pelos cientistas. Outros quase sempre se deixavam enganar. Então os pesquisadores dividiram os participantes em dois grupos: um só com as pessoas que tinham acertado, e outros só com os que tinham errado.
     Só que era tudo pegadinha. Os cientistas haviam mentido sobre a pontuação de cada pessoa. Eles abriram o jogo sobre isso, e então pediram a que cada um avaliasse o seu próprio desempenho. Aconteceu o seguinte. Quem havia sido colocado no “grupo dos bons” continuou achando que tinha ido bem (mesmo nos casos que havia ido mal); já os do outro grupo se deram notas baixas, fosse qual fosse sua nota real. Conclusão: a primeira opinião que formamos sobre uma coisa é muito difícil de derrubar – mesmo com dados concretos. Esse instinto de “mula empacada” afeta até os cientistas, como observou o psicólogo Kevin Dunbar, também de Stanford. Ao compartilhar a rotina de um laboratório de microbiologia durante um ano, ele viu que cientistas iniciam suas pesquisas com uma tese e depois fazem testes para comprova-la, desconsiderando outras hipóteses. “Pelo menos 50% dos dados encontrados em pesquisas são inconsistentes com a tese inicial. Quando isso acontece, os cientistas refazem os experimentos mudando detalhes, como a temperatura, esperando que dado estranho desapareça”, diz Dunbar. Só uma minoria investiga resultados inesperados (justamente o caminho que muitas vezes leva a grandes descobertas).
     Quanto mais você está comprometido com uma teoria, mas você tende a ignorar evidencias contrárias. “Há informações demais a nossa volta, e os neurônios precisam filtra-las”, afirmar Dunbar. Há até uma região no cérebro, o córtex pré-frontal dorsolateral, cuja função é suprimir informações que a mente considere “indesejadas”. Tem mais: nosso cérebro libera uma descarga de dopamina, neurotransmissor ligado á sensação de prazer, quando recebemos informações que confirmam nossas crenças. Somos programados para não mudar de opinião. Mesmo que isso signifique acreditar em coisas que não são verdade.
     Nosso cérebro é tão  propenso a irracionalidade que há quem acredite que a própria razão como nós conhecemos (o ato de pensar fria e objetivamente, para encontra a verdade e resolver problemas) simplesmente não exista. “A razão tem duas funções: produzir motivos para justificar a si mesmo e gerar argumentos para convencer os demais”, dizem os cientistas cognitivos Hugo Mercier e Dan Sperber, da Universidade Harvard, no livro The Enigma of Reason (O Enigma da Razão, não lançado em português). Eles dizem que a razão é relativa, altera-se conforme o contexto, e sua grande utilidade é construir acordos sociais – custe o que custar.
     Na pré-história, isso fazia todo sentido todo o sentido. Nossos ancestrais tinham que criar soluções para problemas básicos de sobrevivência, como predadores e falta de alimento, mas também precisavam lidar com os conflitos inerentes à vida em bando (se eles não se mantivessem juntos, seria difícil viver). Só que o mundo de hoje, em que as pessoas opinam sobre todos os assuntos nas redes sociais, deu um nó nesse instrumento. “Os ambientes modernos distorcem a nossa habilidade de prevê desacordos entre indivíduos. É um dos muitos casos em que o ambiente mudou rápido demais para que a seleção natural pudesse acompanhar”, dizem Mercier e Sperber.
     Para piorar, a evolução nos pregou outra peça, ainda mais traiçoeira: quase todas as pessoas se acha mais inteligente que as outras. Acha que toma as melhores decisões e sabe mais sobre rigorosamente todos os assuntos, de política a nutrição. É o chamado efeito Dunning-Kruger, em alusão aos psicólogos americanos David Dunning e Justin Kruger, autores dos estudos que o comprovam. Num deles, 88% dos entrevistados disseram dirigir melhor que a média. Em outro, 32% dos engenheiros de uma empresa afirmaram estar entre os 5% dos competentes. Pesquisas posteriores revelam que, quanto mais ignorante você é sobre um tema, mais tende acreditar que o domina. No tempo das savanas isso poderia ser até bom. “A curto prazo, dá mais autoconfiança”, afirma Dunning. Agora aplique essa lógica ao mundo de hoje, e o resultado será o mar de conflitos que tomou conta do dia a dia. A era da cizânia – e da burrice.
      Ela pode ser desesperadora. Mas nada indica que seja um caminho sem volta. Nos 300 mil anos da história homo sapiens, estamos apenas no mais recente – e brevíssimo – capitulo. Tudo pode mudar; e, como a história ensina, muda. Inclusive porque a inteligência humana ainda não desapareceu.

Vamos pensar por si próprio sem usar a tecnologia como muleta. Fica a dica!

Indicação completar: filme Idiocracia.


Fonte: super interessante nº 394
A era da burrice
por Eduardo Szklarz e Bruno Garattoni
 

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domingo, 30 de setembro de 2018

Livro O Sonho do Tigre - A Maldição do Tigre por Colleen Houck


O tão aguardado último livro da série "A maldição do tigre" finalmente chega as livrarias.

Um passado de solidão. Um futuro de mágoa e abandono. E a possibilidade de mudar tudo, desde o começo.
Com a derrota do feiticeiro Lokesh, só parecia restar ao príncipe Kishan Rajaram passar a eternidade cumprindo a promessa de proteger a linda e irascível deusa Durga. Preso no passado, ele sofre depois que seu irmão, Ren, e Kelsey, a garota que ambos amam, voltam ao presente e começam a viver o seu “felizes para sempre”.
Então, quando o xamã Phet aparece pedindo sua ajuda para salvar Kelsey, Kishan agarra a oportunidade com unhas e dentes, disposto a voltar atrás na sua decisão de ficar no passado e assim mudar seu destino. O tigre negro está prestes a descobrir que aquilo que parece o fim pode ser apenas um recomeço...
Com um desfecho extraordinário, a autora Colleen Houck apresenta neste quinto volume uma visão completa da empolgante saga dos tigres. Numa complexa teia de viagens pelo tempo, Kishan e Durga concluem, entre idas e vindas, uma tarefa após a outra para garantir que a linha traçada para o destino da humanidade seja cumprida – o tempo todo lutando contra a tentação de interferir e redesenhar o futuro.

Colleen Houck já vendeu mais de 700 mil livros pela Editora Arqueiro.

“A maneira como Colleen tece a cultura indiana, o hinduísmo e o conto de fadas criado por ela, transformando-os em uma história de amor repleta de ação, é arrebatadora.” – blog Hollywood Crush, MTV.com

“Uma montanha-russa do começo ao fim: este livro tem ação, história, poesia, romance, magia, tudo que você poderia querer. Um livro com tanta paixão e emoção que você não será capaz de largá-lo.” – RT Book Review

“Colleen Houck claramente foi fundo em suas pesquisas sobre a cultura indiana e, com isso, criou descrições detalhadas capazes de fazer os leitores visualizarem os cenários da história com perfeição.” – School Library Journal

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Ultimo trailer e imagens inéditas de Animais Fantásticos e os Crimes de GrindelWald.

Pára tudo! Saiu o último trailer de animais fantásticos e os crimes de Grindelwald e mais algumas revelações. Confira e procurem não surtar hehe!



Nagini não era um animago, era uma maledictus: uma pessoa que carrega uma maldição de sangue e acabou se transformando em animal para sempre. J.K. Rowling revela.






sábado, 15 de setembro de 2018

Livro 1924: Ano que Criou Hitler - Peter Ross Range


A TERRÍVEL HISTÓRIA DO ANO QUE CRIOU UM MONSTRO. 
Antes do Holocausto e da Segunda Guerra Mundial, houve um momento decisivo na história do nazismo: o ano de 1924. Nele, Adolf Hitler se transformou em um salvador autoproclamado e líder infalível que mais tarde interpretaria e distorceria as tradições alemãs para apoiar sua visão do Terceiro Reich. Tudo que estaria por vir – os comícios, as rebeliões e o desenvolvimento de uma ideia catastroficamente terrível – foi cristalizado neste momento único no qual Hitler permaneceu preso com seus aliados do Putsch da Cervejaria, sua tentativa fracassada de golpe de Estado. Distante da sociedade, ele leu e escreveu bastante, realizou vários discursos em tribunais e foi julgado por traição. Acima de tudo, foi quando Hitler cultivou sua ideologia e redigiu o livro que se tornaria seu manifesto: Minha luta. Até agora, ninguém tinha examinado a fundo este período ímpar e essencial da vida do tirano nazista. Em 1924, o ano que criou Hitler, Peter Ross Range descreve em detalhes as histórias e as cenas deste ano fundamental para se entender o homem e a brutalidade por trás da guerra que mudou o destino do mundo para sempre.

domingo, 9 de setembro de 2018

Livro A Queda de Gondolin - J. R. R. Tolkien


O último dos três Grandes Contos Perdidos do legendário de J.R.R.Tolkien narra a jornada de Tuor rumo à cidade secreta de Gondolin, refúgio élfico do povo do Rei Turgon. Contra a bela cidade, levanta-se Morgoth, o Inimigo Sombrio, com seu exército de seres malévolos.

A história da Queda de Gondolin começou a ser escrita em 1916 e agora ganha vida graças ao trabalho editorial de Christopher Tolkien, filho e executor legal das obras de Tolkien. Dessa forma cumprem-se duas sinas: a dos Elfos noldorin na Primeira Era do mundo e a do autor, ao conseguir publicar individualmente os três Grandes Contos dos Dias Antigos

Fechando a mitologia da Terra-média, A Queda de Gondolin, assim como Beren e Lúthien e Os Filhos de Húrin, foi ricamente ilustrada pelo renomado artista britânico Alan Lee, que retrata a fantasia de Tolkien há mais de 30 anos.

Sobre o Autor

J. R. R. Tolkien
Conhecido no mundo da literatura fantástica como o criador das Terras Médias e dos Hobbits, John Ronald Reuel Tolkien nasceu no dia 3 de janeiro de 1892, na República do Estado Livre de Orange, atual África do Sul. Com 3 anos de idade, sua família mudou-se para Inglaterra, terra de origem de seus pais, onde mais tarde se naturalizou. Formou-se em letras pela Universidade de Exeter e participou da Primeira Guerra Mundial, onde começou a escrever sua obra e seu complexo mundo fantasioso. Foi com a série de três livros de O Senhor dos Anéis que J. R. R. Tolkien se tornou famoso. Ele, porém, escreveu outros livros, entre os quais O Hobbit e O Silmarillion, sua paixão pessoal. Considerado o pai da moderna literatura fantástica, suas obras foram traduzidas para mais de 34 línguas, com mais de 200 milhões de cópias vendidas. Além disso, O Senhor dos Anéis e O Hobbit ganharam versões cinematográficas dirigidas por Peter Jackson. J.R.R. Tolkien faleceu em 2 de setembro de 1973, aos 81 anos. Principais Obras de J. R. R. Tolkien: Senhor dos Anéis A Sociedade do Anel As Duas Torres O Retorno do Rei O Hobbit O Silmarillion.

Cine Pipoca #013

Oi gente, nesse post indicarei alguns filmes que tem uma certa magia misturada com um pouco de nostalgia. Não sei qual é a estratégia de marketing, mas a Disney esse ano está meio nostálgica com os longas: O Quebra - Nozes e os quatro reinos, o retorno de Mary Poppins e Christopher Robin - Um reencontro inesquecível. Também deixo na lista um longa histórico americano 'o primeiro homem', que fala sobre a conquista espacial pelo ponto de vista deles. Então vamos lá!








Também poderá gostar de: Cine Pipoca #012.

domingo, 26 de agosto de 2018

Refletindo sobre o Livro 'Capitalismo Parasitário - Zygmunt Bauman

Fiz esse post pensando que talvez pudesse ajudar a dar o primeiro starter sobre alguns pontos do capitalismo usando a obra de Zygmunt Bauman como base para a introdução do tema. Para refletirmos em como algumas ideais introduzidas na sociedade foram deturpadas. Apreciem o texto abaixo.



O livro Capitalismo Parasitário do autor Zygmunt Bauman está estruturado em cinco capítulos, o primeiro capítulo fala sobre a imperfeição do sistema capitalista que não consegue conciliar a coerência com a completude, quando age com coerência aos seus princípios gera problemas que não consegue solucionar, e se tenta solucionar os problemas gerados pelos seus fundamentos principais acabam por afastar-se deles, como afirmava Gödel.
O autor, nesse capítulo, faz uma comparação entre o capitalismo e o parasitismo, em que para garantir a sua sobrevivência um parasita busca um organismo saudável e ainda não explorado para que este lhe forneça o alimento necessário, fatalmente prejudicando seu hospedeiro e destruindo suas chances de prosperidade e até mesmo de sobrevivência. Assim como o parasita o capitalismo explora novas formas, novos recursos em busca da obtenção de lucro necessária para alimentar o sistema.
Esse sistema surpreendeu a muitos estudiosos do assunto quando encontrou além da exploração de recursos exóticos uma nova fonte de exploração, a concessão de crédito rápido e fácil para aqueles que buscavam uma maneira fácil e quase que imediata de obter dinheiro, sendo um dos principais exemplos do autor as “hipotecas subprime”.
A capacidade de sobrevivência desse sistema está na perspicácia em que se buscam e encontram-se novos organismos para a exploração a medida que os atuais vão perdendo as forças ou extinguem-se, e na rapidez em que o parasita se adapta ao novo organismo.
O grande questionamento feito é de até quando o capitalismo entrará novas fontes de exploração e até quando essas explorações serão suficientes para garantir um alívio temporário ao sistema e a todos os que sobrevivem em torno dele?
Os capitalistas sempre se manterão em busca de novas formas de obtenção de lucro em busca de adiar a hora em que suas fontes virão a secar, e o farão de qualquer forma e a qualquer custo.
Ainda nesse capítulo o autor coloca como exemplo das formas de exploração dos meios capitalistas e suas conseqüências, a utilização dos cartões de crédito.
Os bancos aproveitam-se da atitude consumista das pessoas que para manter seus desejos de consumo adquirem créditos e mais créditos, acabando por afundar-se em uma dívida sem fim. Dívida que cada vez mais alimenta o capitalismo e engorda os bolsos dos banqueiros.


Contudo, esse tipo de prática que tem levado ao endividamento milhares de pessoas, fazendo com que a inadimplência tome proporções catastróficas, mesmo assim o governo e os adeptos ao capitalismo ainda consideram a “contração de créditos” é a chave da prosperidade econômica.
Para garantir que esse organismo possua uma vida útil ainda maior a solução encontrada pelos Estados que possuem esse problema foi a recapitalização das empresas emprestadoras e a reabilitação de seus devedores para o crédito, para que a normalidade possa ser restabelecida.
O Estado também possui grande importância para a manutenção desse sistema cabendo a ele “Primeiro, subvencionar o capital caso ele não tenha o dinheiro necessário para adquirir a força produtiva do trabalho. Segundo, garantir que valha a pena comprar o trabalho, isto é, garantir que a mão de obra seja capaz de suportar o esforço do trabalho numa fábrica”, conforme afirma Bauman.
O Estado e o mercado andam lado a lado na maioria das vezes e mesmo tratando-se de uma democracia ou uma ditadura a tendência é que o governo caminhe em prol dos interesses do mercado e não contra. A função dele é garantir que o mercado mantenha-se vivo e saudável sempre.
O segundo capítulo do livro intitulado “A Cultura da Oferta” subdivide-se em três partes, a primeira parte trata sobre o tipo de sociedade em que vivemos, uma sociedade em que o valorizamos exageradamente o consumo, uma verdadeira sociedade do consumo que gira em torno de ofertas que geram uma satisfação temporária.
A cultura tem por característica a sua desvinculação dos laços sociais, políticos, éticos, etc. Característica adquirida por meio da criação de incontáveis ofertas, no envelhecimento rápido daquilo que se adquire e na rápida perda de sedução que o objeto gerava no se adquirente.
Critica-se o fato de que os produtos que se consomem se tornam facilmente obsoletos, e com uma facilidade ainda maior, novos produtos se tornam o objeto de desejo por parte dos consumidores que os adquirem para substituir os “antigos”, tornando nossa economia, uma economia da dissipação e do desperdício, conforme afirma o autor.
Os pertencentes à sociedade do consumo possuem uma relação muito desprovida de apego, de determinação e fixação com as pessoas ao seu redor, com as coisas que adquirem, com o que gostam, entre outros. Eles possuem uma facilidade incrível para desapegar-se. Esse tipo de cultura busca constantemente clientes a seduzir e não “pessoas” a cultivar, conforme coloca o autor. A felicidade é sempre encontrada com o ato de consumir e de se desfazer do que foi adquirido, pois este já é considerado obsoleto.
A segunda parte é intitulada “Novos Desafios para a Educação” que versa sobre a crise atual que a educação está enfrentando, crise que traz a tona problemas nunca antes enfrentados, problemas de difícil solução.
No mundo líquido-moderno as pessoas procuram não manter vínculos sólidos com os outros seres humanos, a liberdade é prezada acima de tudo e entende-se que com vínculos sólidos ela é tolhida, limitada de algumas maneiras. Acredita-se que os vínculos sólidos trazem consigo inúmeras obrigações e, conseqüentemente, limitam a capacidade de percepção de novas oportunidades. A hipótese de ser ligado a algo por muito tempo causa medo e pavor, afinal, as pessoas estão acostumadas a se desfazer de tudo com muita facilidade.
Só são quistos os laços e vínculos que possam ser desfeitos a qualquer momento de forma prática e rápida quando já não forem considerados novidade. Procura-se o que é descartável, aquilo que possui “vida útil” muito prolongada não chama a atenção.
A educação não foge a regra, o tipo de conhecimento buscado é aquele que se aprende e se descarta facilmente, a felicidade nesses casos também se encontra do ato de adquirir e se desfazer facilmente, ela também se transformou em “produto”, fator que não favorece a educação institucionalizada.
Outro aspecto ressaltado sobre a educação é o da sua sujeição a todas as mudanças que ocorrem no mundo, mudanças que não têm sido poucas, o que aumenta ainda mais a dificuldade apresentada inicialmente, pois torna o futuro cada vez mais imprevisível. Não há como negar que no mundo líquido as mudanças ocorreram maneira mais rápida do que se podia imaginar.
A educação nasceu na sociedade sólida em que as coisas em geral eram feitas para ter grande durabilidade, nesse mundo a memória era muito valorizada, quanto maior a memória maior o valor. Hoje ela é considerada quase inútil, pois já existem produtos que nos servem de “memória”, mais uma vez o capitalismo transforma algo em produto. O mercado se sobrepõe a tudo, ou pelo menos quase tudo.
O nosso aprendizado passa a ser baseado nas tentativas e erros, estamos expostos a inúmeros estímulos de naturezas diversas que acabam por nos causar uma enorme confusão, estamos fadados a sair de uma confusão e entrar em outra logo em seguida, porque vivemos inseridos no meio delas, o que aprendemos nesses casos é estar preparados para lidar com situações ambíguas e precárias, conforme afirma o autor.
Bauman ainda coloca a diferença entre os empregados do mundo líquido-moderno em contraposição aos empregados do mundo sólido, o primeiro deve ser inusitado, possuir características incomuns que o façam destacar-se dos demais, deve ser flexível, suas características advêm da sua personalidade. Já o segundo apenas precisava seguir as regras ditadas por seus patrões, não precisavam ter grandes diferenciais, haja vista que desempenhariam serviços massivos, duráveis, administrados e controlados de forma rígida. Para atender as demandas exigidas pelo mercado atual são necessários professores que sigam essa característica moderna, professores que venham a ensinar coisas novas e não coisas antigas já exaustivamente trabalhadas, o conhecimento buscado é o “novo”.
Ele critica o excesso de informações a que somos expostos diariamente que possuem uma capacidade impressionante de reduzira nossa autoconfiança, pois dificultam ainda mais o encontro de soluções, resultando na imediata autodepreciação e no autoescárnio. As informações são separadas por graduações de peso cientifico, todas são medidas com o mesmo grau de relevância. Somente a quantidade de informações que uma pessoa pode carregar consigo é que importa, a qualidade e o peso científico pouco importam.
Esse fato gera uma preocupação muito grande para os educadores, pois nenhum deles sabem lidar com um mundo hipersaturado de informações não aprendidas e muito menos de ensinas as pessoas a lidarem com tal situação.
A terceira parte intitulada “A Relação Professor/Aluno na Fase Líquido-Moderna” trabalha com a idéia de que hoje as dificuldades de compreensão entre gerações é cada vez maior, as constates mudanças do mundo líquido-moderno tem potencializado tal situação, afinal, as características presentes na época de cada geração têm sido as mais diversas possíveis, dificultando esse “diálogo” entre gerações. O conforto e o desconforto com fatos do dia a dia são inerentes a cada geração.
A geração atual não dá mais tanta importância para os contatos mais profundos com alguém, com o advento da internet as relações são cada vez mais frouxas, os laços entre as pessoas são cada vez mais fracos e são mantidos ou eliminados através de um só “click”. A internet permite que as pessoas se reinventem o tempo todo e que criem uma nova identidade sempre que assim quiserem.
O terceiro capítulo é intitulado “A Sociedade do Medo” trata sobre os medos causados pelo modo de agir da sociedade líquido-moderna, medos que nos causam uma enorme insegurança, medos que não são enraizados Esses medos são explorados política e comercialmente, sendo interessante para ele que os medos sejam mantidos e a insegurança seja estimulada, pois a partir de tal situação as pessoas passam a consumir coisas ou a acreditar em grande parte das afirmações feitas por parte do governo, acreditando dessa forma poder aniquilar esse tipo de sentimento.
Nessa “nova” sociedade as pessoas pararam de perceber o quanto suas ações refletem na vida de outras pessoas, que certas ações impulsivas e impensadas podem gerar até mesmo algum dano àquele que convivem juntos. Os sujeitos são cada vez mais individualistas e esse individualismo é fonte causadores de inúmeros danos como a perda da autoestima. Ninguém gosta de lidar com a idéia de que as vezes não é quem pensa, gerando um ressentimento extremamente prejudicial para a sociedade, um ressentimento considerado fato causador de conflitos rebeliões e revoltas. Tais sofrimentos são tidos pelas pessoas como uma ofensa pessoal que só seria amenizada com uma vingança pessoal. Essas desigualdades que a sociologia procura amenizar.
Bauman apresenta-se de certa maneira esperançoso com relação a construção de uma sociedade melhor para todos, para ele o mundo pode ser um lugar mais agradável de se viver, ele acredita que através da sensatez e da dignidade o homem possa fazê-lo.
O quarto capítulo recebeu o nome de “O Corpo em Contradição” e trata das reações que nosso corpo sofre mediante os desafios e as contradições presentes no nosso modo de vida. O autor coloca a anorexia e a bulimia como exemplos de patologias cada mais freqüentes e relacionadas com a sociedade atual, tratam-se de reações patológicas que tem como principal causa a dificuldade em encontrar soluções para os dilemas e duvidas constantemente presentes em nosso meio.
O quinto capítulo chama-se “Um Homem com Esperanças” nele Bauman coloca, principalmente, a sua dificuldade de caracterizar-se como alguém pessimista ou otimista, pois não acredita se encaixar em nenhum desses pólos. Ele coloca-se como um pertencente à categoria dos “homens com esperança”, um homem que acredita que os homens são capazes de tomar decisões e que suas escolhas podem ser boas a ponto de criar um mundo melhor.