domingo, 22 de fevereiro de 2026

Nós já moramos aqui - Marcus Kliewer


Casadas há alguns anos, Charlie e Eve ganham a vida comprando imóveis a preços baixos e os revendendo com lucro após reformá-los. As duas mal podem acreditar na própria sorte quando adquirem uma antiga casa em uma vizinhança pitoresca ― e meio isolada ― no interior do estado do Oregon.

Um dia, durante os preparativos para a reforma, alguém bate na porta. Um homem com a esposa e os três filhos, alegando já ter morado ali décadas atrás, pergunta se poderia entrar para mostrar o lar da sua infância para as crianças. Sozinha em casa e incapaz de dizer não, Eve deixa os cinco entrarem.

Assim que os estranhos adentram a casa, coisas inexplicáveis começam a acontecer, incluindo o sumiço da filha caçula da família e uma aparição fantasmagórica no porão. Mais estranho ainda é o fato de que aquelas pessoas parecem não perceber que a visita inconveniente e cada vez mais longa já deveria ter terminado faz tempo. E, quando Charlie some de maneira repentina, Eve aos poucos vai perdendo o controle da realidade. Há algo terrivelmente errado com aquela casa e aquela família ― ou será que Eve caiu em uma espiral de loucura?

Assustador, irresistível e repleto de mensagens ocultas, Nós já moramos aqui borra os limites do que é real e nos transporta para as aflições de uma mulher que aos poucos perde noção do que é verdade ou mentira e não sabe mais em quem confiar. Depois de ler este livro, você nunca mais vai encarar as visitas da mesma forma.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Nas sombras do Estado Islâmico - Sophie Kasiki


O livro narra a história real de Sophie, uma mulher de origem congolesa criada na França e que trabalhava como assistente social nos subúrbios de Paris. Ela convivia com jovens muçulmanos da comunidade e, quando três deles decidiram deixar a França para se juntar ao Estado Islâmico na Síria, Sophie inicialmente tentou convencê-los a voltar.

Em pouco tempo, no entanto, ela mesma acaba sendo convencida por esses jovens a viajar para Raqqa (que na época era o centro do califado do Estado Islâmico), sob o pretexto de ajudar a população síria e trabalhar em um hospital. Sem perceber a gravidade da situação, Sophie parte para a Síria levando seu filho de quatro anos e abandona sua vida anterior, incluindo o marido e o trabalho.

Ao chegar lá, ela rapidamente vê que a realidade não corresponde às promessas idealizadas. Em vez de uma missão humanitária, Sophie vive o cotidiano opressor e perigoso do regime do Estado Islâmico: é confinada, testemunha violência, e percebe que está isolada e sob controle rígido dos militantes. Após meses de sofrimento, ela consegue escapar com a ajuda de locais, cruzar a fronteira para a Turquia e retornar à França.

A narrativa é em primeira pessoa, fluida e impactante, com relatos diretos de situações de tensão, medo e desilusão. Embora muitos leitores considerem que a autora apresenta uma visão honesta de sua experiência e do horror vivenciado em território controlado pelo Estado Islâmico, há também críticas — por exemplo, sobre a maneira como Sophie justifica suas próprias escolhas e se retrata em relação às consequências dessas decisões.

“Nas Sombras do Estado Islâmico” é mais do que um simples testemunho; é uma obra que humaniza um dos episódios mais complexos e trágicos da atualidade, oferecendo uma perspectiva direta de alguém que viveu dentro do universo do Estado Islâmico e conseguiu sobreviver para contar sua história. Isso torna o livro relevante tanto para leitores interessados em conflitos contemporâneos quanto para aqueles que buscam compreender os mecanismos de radicalização e seus efeitos devastadores.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

A filha perfeita - Lucinda Berry


ELA É SÓ UMA MENININHA.
NÃO PRECISA TER MEDO.

Hannah e Christopher são o retrato de um casal feliz, com carreiras bem-sucedidas e um casamento em total harmonia. Só faltava um único item nesse cenário perfeito: uma criança. Então, quando Janie, uma garotinha abandonada, é levada para o hospital em que ambos trabalham, ela parece ser a resposta a tudo aquilo que sempre sonharam. Christopher cria uma conexão instantânea com ela e convence Hannah de que eles deveriam adotá-la.

Mas Janie não é uma criança comum. Pouco se sabe sobre o seu passado e, a julgar pelo seu comportamento perturbador, talvez seu psicológico afetado mostre que ela é muito mais do que seus novos pais são capazes de lidar, especialmente Hannah. Afinal, é na mãe que ela direciona toda a sua raiva e em quem parece descontar todos os traumas que carrega. Para Christopher, a quem a menina é completamente devota, ela guarda a sua face mais doce e angelical.

Incapaz de criar laços com Janie, Hannah está sufocada com toda a pressão, enquanto Christopher se recusa a enxergar a verdadeira natureza da criança. E conforme a crescente espiral de maldades da menina ameaça separar o casal, a verdade por trás do passado dela os leva ao limite e escancara a Hannah e Christopher que, às vezes, conseguir o que se quer pode ter consequências perturbadoras.