domingo, 29 de janeiro de 2023

Kafka e a Boneca Viajante - Jordi Sierra I Frabra.


Um ano antes de sua morte, Franz Kafka viveu uma experiência singular. Passeando pelo parque de Steglitz, em Berlim.

Uma garotinha chora desesperadamente a perda de sua boneca. É consolada por um homem que, para acalmá-la, encarna a figura de um carteiro de bonecas. O carteiro é ninguém menos do que Franz Kafka! Ele redige cartas como se fossem escritas pela boneca Brígida, que viaja por todo o mundo, relatando suas aventuras à menina Elsi. A partir dessa história verídica, contada pela companheira de Kafka, Dora Dymant, o premiado escritor espanhol Jordi Sierra i Fabra recria os fatos numa obra encantadora, na qual imaginação e fábula conduzem o laço de amizade entre o escritor e a garotinha. O livro traz ainda, como pano de fundo, rumores da Primeira Guerra e uma aposta de esperança nas gerações futuras. O autor apresenta também, sutilmente, traços biográficos de um dos maiores escritores de nossos tempos. A ilustração de Pep Montserrat, com cores em tom ocre, dá ao mesmo tempo um tom obscuro e de fantasia, ressaltando o caráter de esperança que o livro traz.

domingo, 22 de janeiro de 2023

Tudo o que você precisa saber sobre A mandíbula de Caim.


Escrito em 1934 pelo compilador de palavras cruzadas do The Observer, ‘A mandíbula de Caim’ é um suspense policial diferente de tudo o que você já viu — ou leu. No livro, seis assassinatos acontecem, cada um cometido por um assassino diferente. O desenrolar desses crimes está perfeitamente descrito na obra, mas com um detalhe: todas as páginas foram impressas e encadernadas em ordem totalmente aleatória e a única maneira de descobrir o que aconteceu é colocando-as na sequência correta.

Com uma combinação original de jogos de palavras e pistas ocultas, o enigma de ‘A mandíbula de Caim’ permanece um segredo e, quase noventa anos após seu lançamento, apenas pouquíssimas pessoas conseguiram desvendá-lo.

É importante frisar que, para manter as ideias originais do autor, todos os cuidados foram tomados durante o processo de tradução e edição do livro, que contou com a participação de um especialista na obra e a colaboração entre editores e tradutores de diversos países. Além disso, diferentemente das edições estrangeiras, o obra tem páginas destacáveis, o que proporciona uma experiência de leitura totalmente distinta e permite que o leitor construa um quadro de investigação, o que facilita o trabalho daqueles que se lançam ao desafio.

Fenômeno das redes sociais.

Intrigante, original e muito instagramável, o livro é um fenômeno no TikTok. Empolgados pelo desafio de colocar as páginas em ordem e identificar as seis vítimas e seus respectivos assassinos, milhares de leitores de todos os cantos do mundo compartilham nas redes sociais suas experiências de leitura, possíveis pistas e, claro, seus quadros de investigação.

Preciso mesmo destacar as páginas?

As páginas são destacáveis para que o leitor tenha a opção de reordenar o livro. Além disso, destacar as páginas e montar um mural de investigação faz parte da experiência de leitura da obra — afinal, muito mais do que um suspense policial, o livro é um quebra-cabeça literário.

Mas, se você quer manter seu livro intacto, não se preocupe: também é possível tentar reorganizar a numeração sem tirar as páginas, apenas anotando pistas e possíveis soluções no próprio livro, na folha de respostas ou em qualquer outro lugar de sua preferência.

domingo, 15 de janeiro de 2023

Guerra Contra o Ocidente - Douglas Murray


Há uma guerra em curso que não está sendo travada com armamentos, mas tem potencial de destruir uma civilização Você já reparou que as grandes manifestações de ativistas contra o racismo, machismo e homofobia ocorrem basicamente no Ocidente, justamente nas nações onde esses grupos têm mais direitos respeitados? 

Da forma como tomam conta dos noticiários, muitas vezes com protestos violentos, passa-se a ideia de que o Ocidente é responsável pelo que há de pior no mundo, isto até nos lembrarmos da existência de campos de concentração e de punições medievais ocorrendo em outras nações, mas que são ignorados. Será que é porque ocorrem fora do eixo Ocidente e cristão? É uma pergunta que muitos se fazem... Todos os dias vemos a cultura ocidental, a que mais promove segurança e qualidade de vida para as pessoas, ser massacrada pelas ideias que mais produziram misérias, guerras e êxodos no mundo.

 Não se trata de obra do acaso, mas de um projeto ideológico bem arquitetado, ao qual o autor se dedicou a estudar nos últimos anos. Douglas Murray revela em detalhes como a cultura ocidental está sendo atacada em seus pilares, da linguagem aos princípios das sociedades, tradições, personagens históricos, entre muitos outros, por pessoas ou grupos que defendem bandeiras que representam os piores exemplos para o mundo. Um livro rico em informações e que deve servir de alerta. 

Nos últimos anos, ficou cada vez mais claro que há uma guerra em andamento contra o Ocidente. Ela não é como as guerras anteriores, em que os exércitos se chocavam e os vencedores eram declarados. Trata-se de uma guerra cultural, e está sendo travada impiedosamente contra todas as raízes da tradição ocidental e contra tudo de bom produzido por ela. As pessoas começaram a falar de “igualdade”, mas não pareciam se importar com direitos iguais. Elas falavam de “antirracismo”, mas soavam profundamente racistas. Elas falavam de “justiça”, mas pareciam querer dizer “vingança”.

domingo, 8 de janeiro de 2023

Quando Deus Era Mulher - Merlin Stone.


Este livro nos conta a história do antigo culto à Grande Deusa e como o rito às deidades femininas foi suprimido ao longo dos séculos.

Antes de publicar este livro, em 1976, Merlin Stone passou quase uma década pesquisando as deusas na Antiguidade, período em que a vida social, política, econômica e cultural de muitos povos girava em torno da mulher. E como a religião tende a espelhar a figura dominante na sociedade que a pratica, a deidade feminina foi representada diversas vezes por esculturas e pinturas encontradas até hoje em vários sítios arqueológicos.

Chamada por diferentes nomes, a Deusa contava com suas sacerdotisas que lideravam e guerreavam, eram poligâmicas e detinham o conhecimento sobre tratamentos medicinais naturais. No decorrer dos séculos, porém, novos grupos hegemônicos passaram a ver essas mulheres como prostitutas e bruxas, seus feitos foram reduzidos a lendas e a cultura da divindade feminina foi sufocada.

Quando Deus era mulher afirma que, apesar de a cultura matriarcal e matrilinear ter ruído, ela não só perdura como se impõe ao patriarcado e resiste a ele, mostrando-se mais atual do que nunca.

Resenha

Parafraseando a escritora equatoriana María Fernanda Ampuero em um de seus contos1, “ser mulher é engolir abismos”. Desde pequenas, mulheres são ensinadas a saborearem caladas as profundezas da insegurança quanto à natureza dos próprios corpos e da necessidade de serem boas em tudo, mas de não se destacarem muito mais do que os homens.

Enquanto se desdobram em várias para conseguirem concluir as dezenas de tarefas corriqueiras, ainda têm de lidar com as violências de gênero que uma sociedade misógina e patriarcal não só pratica como também influência outras pessoas a perpetuarem — mas nem sempre foi assim.

No princípio, havia a Deusa — e somente Ela.

Há quem diga que, desde que o mundo é mundo, o Deus cristão, grafado com “D” maiúsculo, onipotente e onipresente — assim como Zeus, Osíris e demais divindades masculinas —, existia e era cultuado entre seus adoradores, mas não foi bem isto que Merlin descobriu: datando do início do período Neolítico (7000 a.C.), no despertar do desenvolvimento humano, Deus era, sim, mulher.

A Grande Deusa, também conhecida como a Divina Ancestral, era quem nutria o mundo em toda a glória das descobertas no alvorecer dos tempos, momento histórico em que os mistérios do surgimento do dia e da noite, da existência das colheitas e dos demais ciclos de vida e morte começavam a ser desvendados.


Uma figura marcante e muito conhecida quando relembramos as aparições da Deusa na Antiguidade é a estátua da Vênus de Willendorf, localizada na Áustria, datando do Paleolítico Superior (cerca de 25000 a.C.). A imagem da mulher com grandes seios, nádegas e barriga é vista até hoje como um dos símbolos mais marcantes Dela e de Sua relação com a fertilidade celebrada na época, um dos vieses de seu culto.

Segundo Merlin, o surgimento Dela remonta à memória que os habitantes do Neolítico tinham de suas ancestrais mulheres, uma vez que aspectos ligados a estas parentes, como o ato de sonhar com elas após um falecimento, por exemplo, era algo lido como um contato sobrenatural e inexplicável — logo, divino.

Juntando-se isto ao fato de que mulheres são capazes de dar à luz havia, portanto, diversas razões para que elas se tornassem o centro da Antiga Religião, cuja figura principal era a Deusa. E em uma sociedade que cultua uma figura feminina, todas as outras figuras femininas são vistas como sagradas.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

A Natureza da Mordida - Carla Madeira.


“O que você não tem mais que te entristece tanto?” É com esta pergunta que Biá, uma psicanalista aposentada, apaixonada por literatura, aborda a jovem jornalista Olívia pela primeira vez ao encontrá-la sentada à mesa de um sebo improvisado. A provocação inesperada, vinda de uma estranha, capaz de ouvir “como quem abraça", desencadeia uma sucessão de encontros, marcados pela intimidade crescente e que aos poucos revelam as histórias das duas mulheres. “Nossa amizade começou assim, enquanto nos afogávamos”, relata Olívia.

Com alternância entre as vozes, a força narrativa objetiva, descritiva e linear de Olívia contrapõe-se às anotações esparsas de Biá, cujos fragmentos de uma memória já falha e pouco confiável conduzem a um ponto de virada na trama que irá revelar ao leitor eventos que marcaram o passado de cada uma, evidenciando o paralelo entre as diferentes formas de abandono sofridas (e perpetradas) pelas duas amigas. Ao conhecer Olívia, o leitor é preparado para compreender Biá e, finalmente, refletir sobre a pergunta: o que faríamos em seu lugar?

Como nos outros romances da autora, as personagens parecem saltar do papel para colocar o leitor diante de questões universais, entre elas a incondicionalidade do amor, a força do desejo, a culpa e o esquecimento, a memória e sua dinâmica inescrutável com o perdão. É também um livro sobre amizade.

Com uma narrativa singular, potente e envolvente, Carla Madeira se reafirma em A natureza da mordida como um dos maiores nomes da literatura nacional contemporânea.

Autora

Carla Madeira nasceu em Belo Horizonte em 1964. Largou um curso de matemática e se formou em jornalismo e publicidade. Foi professora de redação publicitária na Universidade Federal de Minas Gerais e é sócia e diretora de criação da agência de comunicação Lápis Raro. Também pela Editora Record, é autora dos romances Tudo é rio, best-seller que já vendeu mais de 100 mil exemplares, e Véspera.

domingo, 25 de dezembro de 2022

Filmes para Assistir nas Férias 9.



Olá pessoal, para esse fim de ano 2022 e começo de 2023, selecionei os melhores filmes. Vamos conferir!


Após formar uma família, Jake Sully e Ney'tiri fazem de tudo para ficarem juntos. No entanto, eles devem sair de casa e explorar as regiões de Pandora quando uma antiga ameaça ressurge, e Jake deve travar uma guerra difícil contra os humanos.


O mundo quer que ela seja quieta e obediente, mas Emily Brontë tem uma imaginação forte e uma voz que anseia por ser ouvida. Enquanto se recusa a fazer o que esperam dela, Emily vive um amor doloroso e proibido com Weightman e mostra que pode até ser estranha e rebelde, mas é também genial. A história da mente por trás de "O Morro dos Ventos Uivantes", um dos maiores clássicos da literatura mundial.


Após se tornar um grande super-herói com os poderes de Shazam, o adolescente Billy Batson (Asher Angel) conta com a sua família adotiva para proteger o mundo de diferentes ameaças, incluindo a fúria dos deuses que acreditam que eles não merecem ter superpoderes.



Um astronauta cai em um planeta desconhecido, mas descobre que não está sozinho.


O Gato de Botas descobre que sua paixão pela aventura cobrou seu preço: ele já gastou oito de suas nove vidas. Ele então parte em uma jornada épica para encontrar o mítico Último Desejo e restaurar suas nove vidas.

Você poderá gostar de: Filmes para Assistir nas Férias 8.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Aqueles que deveríamos encontrar: Uma distopia científica em um mundo pós-crise climática - Joan He


Um futuro apocalíptico, a ligação entre duas irmãs e um amor sentido por uma humanidade que, talvez, não o mereça.

Ambientado em um futuro devastado pelas mudanças climáticas, Aqueles Que Deveríamos Encontrar apresenta a história de duas irmãs separadas por um oceano que tentam desesperadamente encontrar uma à outra. Um dos livros mais surpreendentes e empolgantes que você vai ler.

Cee está presa em uma ilha abandonada há três anos sem qualquer lembrança de como chegou lá ou memórias de sua vida antes disso. Tudo que ela sabe é que em algum lugar lá fora, além do horizonte, ela tem uma irmã chamada Kay. Cabe a Cee atravessar o oceano e encontrá-la.

A um mundo de distância, a genial Kasey Mizuhara, de dezesseis anos, vive em uma ecocidade construída para pessoas que protegeram o planeta ― e agora precisam ser protegidas dele. Com o crescimento de desastres naturais causados por mudanças climáticas, as ecocidades fornecem abrigo, ar e água limpo. Em troca, seus moradores devem passar ao menos um terço de seu tempo em cápsulas de estase, realizando tarefas de forma virtual sempre que possível para reduzir seu impacto ambiental. Embora Kasey, uma garota introvertida e solitária, não se incomodasse com esse estilo de vida, sua irmã Celia preferia o mundo externo. Mas ninguém poderia ter previsto que Celia tomaria um barco rumo ao oceano para nunca mais retornar.

Agora, faz três meses que Celia desapareceu, e Kasey já perdeu as esperanças. A irmã deve estar morta. Mesmo assim, ela decide refazer os últimos passos de Celia. Para onde eles vão levá-la, ela não sabe. A irmã era cheia de segredos. Mas Kasey também tem o seu.

“Me apaixonei por este mundo futurista e assombroso e pelas irmãs que procuram uma pela outra dentro dele. As palavras de Joan He permanecerão com você por muito tempo depois da última página.”― Marie Lu, Autora de Skyhunter best-seller nº 1 do New York Times.

Lançamento: 15/12/2022.

domingo, 4 de dezembro de 2022

Viajando pelas Séries #024 - A Casa do Dragão

 
Baseada no livro Fogo & Sangue de George R. R. Martin, A Casa do Dragão é um spin-off de Game of Thrones que narra a história de conquista de terras em Westeros, mais conhecida como a Dança dos Dragões. Situada mais de 200 anos antes dos eventos da série original, acompanhamos a guerra civil que acontece enquanto os meio-irmãos Aegon II e Rhaenyra almejam o trono após a morte do pai Viserys I. Rhaenyra é a filha mais velha, contudo, Aegon é o filho homem de um segundo casamento, o que acaba gerando uma crescente tensão entre dois clãs Targaryen sobre quem tem o verdadeiro direito ao trono. Como descrito em Game of Thrones, no tempo em que a família Targaryen dominava os 7 reinos, a casa era conhecida por seus imponentes dragões, que assim como a família, acabaram praticamente extintos após o conflito interno.

A série foi filmada em diversos lugares da Europa, entre eles estão: a Cornualha, Peak District e Hertfordshire na Inglaterra; Monsanto em Portugal; e cidades espanholas como Cáceres, Trujillo, Granada e Lloret de Mar.

A estreia da série foi assistida por mais de 10 milhões de espectadores, a maior da história da HBO. A segunda temporada será em 2024.

O final da 1ª temporada de ‘A Casa do Dragão’ trouxe grandes números de streaming, de acordo com o relatório mais recente da Nielsen.
Conforme medido pelo site no período de 17 a 23 de outubro, a série superou a marca de 1 bilhão de minutos visualizados, em todos seus 10 episódios.

O escritor George R. R. Martin recebeu o crédito de co-criador da série e produtor executivo ao lado de Condal, Sapochnik, Vince Gerardis e Casey Bloys. Martin está envolvido na criação da estrutura da história que para a adaptação, além de ajudar Condal na escrita do episódio piloto. Sobre o desenvolvimento de House of the Dragon, Martin disse que Ryan J. Condal e Miguel Sapochnik realizaram um "trabalho incrível". Comentando em uma publicação de seu blog, ele afirmou: "Assim como em Game of Thrones, a maioria dos espectadores terá apenas ouvido falar de alguns dos nomes, mas você vai se apaixonar por muitos deles. Apenas para ter o coração partido mais tarde, quando... não, isso seria dizer demais", disse Martin.

Roteiristas

George R. R. Martin explicou em uma postagem em seu blog em 20 de fevereiro de 2022, como a série foi desenvolvida desde a concepção até a atribuição de roteiros específicos para a primeira temporada. Na fase inicial de produção, o próprio Martin colaborou com Ryan Condal em um roteiro piloto para o primeiro episódio. Quando o piloto da prequela sobre a Longa Noite chamado Bloodmoon de Jane Goldman foi repentinamente rejeitada em outubro de 2019, a HBO deu luz verde para uma primeira temporada completa de House of the Dragon – pulando apenas o piloto – surpreendendo até mesmo Condal.

"Foi um desafio, houve muito mais criação de mundo porque ela [Jane] definiu o dela 8.000 anos antes do show [a série principal], então exigia muito. Uma das coisas sobre House of Dragons é que há um texto, há um livro, o que tornou um pouco mais parecido com um roteiro para uma série." — Casey Bloys para a Deadline Hollywood sobre o motivo do cancelamento de Bloodmoon e o interesse em House of the Dragon.

Nos estágios iniciais e imaginando a série como um todo além da primeira temporada, Condal e Martin tiveram uma "mini sala de roteiristas" com os roteiristas Claire Kiechel, Wes Tooke e Ti Mikkel. Todos os três contribuíram com ideias para a série como um todo, mas Kiechel e Tooke partiram para outros projetos antes que o processo de escrita em roteiros específicos da primeira temporada começasse (portanto, eles não faziam parte das reuniões da mesa redonda da "sala dos roteiristas" na primeira temporada). Ti Mikkel, no entanto, é uma assistente de escrita de Martin, e permaneceu como parte das reuniões da sala de roteiristas para a primeira temporada (embora ela não seja creditada por escrever um episódio específico, Martin a menciona ao lado dos outros como parte da equipe de redação da primeira temporada).

Conteúdo

O livro ‘Fogo e Sangue’ foi lançado em 2018 e se passa 300 anos antes de A Game of Thrones, primeiro livro da saga As Crônicas de Gelo e Fogo, que inspirou o desenvolvimento de Game of Thrones. O livro contém a origem da Casa Targaryen, uma casa nobre e eventualmente a principal dinastia dos Sete Reinos do continente de Westeros. Fogo e sague aborda os primeiros 150 anos de dinastia que foram marcados por grandes batalhas. Apesar de ser baseado nesse livro, ‘A Casa do Dragão’ não aborda o conteúdo completo do enredo do romance e apenas adapta os eventos ocorridos antes e durante a guerra civil conhecida como "A Dança dos Dragões", uma série de conflitos iniciada por integrantes da Casa Targaryen. Os principais beligerantes da Dança dos Dragões são Rhaenyra Targaryen e seu meio-irmão Aegon II, ambos filhos do rei Viserys I, que após a morte deste último dividem a família e casas vassalas em duas facções predominantes conhecidas como "Os Negros" e "Os Verdes", a fim de conquistar o trono. Esses conflitos também são mencionados nos contos de Martin, The Princess and the Queen e The Rogue Prince, onde cada um foi lançado em um livro de antologia de contos, sendo eles Dangerous Women (2013) e Rogue (2014), respectivamente. Os eventos de The Rogue Prince antecedem a guerra civil narrada em The Princess and the Queen e tem como protagonista o príncipe Daemon Targaryen, que de acordo com quem narrada a história, ele tem um temperamento forte e ao mesmo tempo charmoso, sendo conhecido como um príncipe malandro ("the rogue prince").



2ª Temporada.
Após os conflitos do fim da primeira temporada, marcados pela coroação de Aegon II Targaryen e pela trágica morte do filho de Rhaenyra Targaryen, Lucerys Velaryon, a segunda parte da série House of The Dragon, adaptação da obra de George R.R Martin, "Fogo e Sangue" (Fire & Blood), seguirá o início de uma possível guerra civil Targaryen. O conflito se dá entre a Casa Velaryon, possuidora da maior marinha de Westeros e de mais de uma dúzia de dragões, e a ascensão do manipulador rei Aegon II.


domingo, 27 de novembro de 2022

O Fantasma de Kiev - R. N. King


Durante a invasão da Ucrânia pela Rússia, o presidente ucraniano é sequestrado por mercenários contratados pelo Kremlin. Os EUA, pressionados pela comunidade internacional, enviam um agente para o libertar.

Será o suficiente para salvar o presidente e libertar o país?

KIEV. Russell Born foi nota máxima em todos os cursos da CIA, sendo um expert em terrorismo internacional, foi escolha óbvia quando os aliados NATO pediram aos EUA o envio de uma equipe de topo que pudesse agir em segredo para tirar o presidente da Ucrânia das garras da Rússia. Considerado morto por aqueles que o conheciam, Born atua agora nas sombras e é o melhor naquilo que faz. Mas quando salva um membro das forças especiais ucranianas, Born descobre que algo está errado.

Enquanto procura descobrir a verdade, Born luta para se proteger a si e ao seu misterioso companheiro, enquanto são perseguidos por traidores com a intenção de matar os dois e evitar que a verdade se descubra. A dupla é a única solução para neutralizar uma guerra nuclear oculta que está prestes a explodir.

O Fantasma de Kiev é o primeiro thriller repleto de ação da impressionante série de espionagem Russell Born. Se gosta de ação constante, intrigas políticas, histórias emocionantes, personagens cativantes e histórias cheias de suspense de roer as unhas, então vai adorar a adrenalina desta obra de estreia.

Lançamento: 23/03/2023.

domingo, 20 de novembro de 2022

Viajando pelas Séries #023 - Os Anéis de Poder - Senhor dos Anéis.



Os anéis de poder é uma série americana produzida pela Amazon Prime Video. Foi desenvolvida com base na história de fantasia ’O Senhor dos Anéis’ e seus apêndices de J. R. R. Tolkien. A série se passa na Segunda Era da Terra-média antes dos acontecimentos do romance e dos filmes de ‘O Senhor dos Anéis’.

A primeira temporada de oito episódios estreou no Prime Video em 1 de setembro de 2022. A série recebeu resenhas geralmente positivas da crítica, com elogios particularmente para a sua cinematografia, visual e trilha sonora, mas algumas críticas foram direcionadas ao ritmo e caracterização. Uma segunda temporada foi confirmada.

Veja abaixo a cronologia da Terra – Média.



Produção

A série ficou conhecida como ‘a série mais cara já produzida’, com um orçamento bilionário. A Amazon não poupou esforços a abriu os cofres, para enfim poder executar o acordo pelos direitos desde 2017.

Ao levar a série derivada do Senhor dos Anéis para o streaming, o Prime Video abriu as portas para explorar a Terra-Média sem pressa. Durante os capítulos, o serviço viaja pelo mundo de anões, elfos e humanos para mostrar diferentes aspectos da mitologia de Tolkien. O que traz uma leveza e impõe um ritmo arrastado à atração.

Mas o ápice de Os Anéis de Poder é a beleza da Nova Zelândia. A plataforma da Amazon consegue honrar o melhor aspecto de O Senhor dos Anéis e O Hobbit: a cinematografia. Com paisagens de tirar o fôlego, a trama fica mais interessante, fantástica e com o “selo da Terra-Média”.

Roteiro

No início de março de 2019, a Amazon revelou que a série se passaria na Segunda Era da Terra-média, milhares de anos antes da história de ‘O Senhor dos Anéis’. Shippey explicou que a série não tinha permissão para contradizer qualquer coisa que Tolkien havia escrito sobre a Segunda Era e teria que seguir os traços gerais de sua narrativa, com o Tolkien Estate preparado para vetar tais mudanças, mas a Amazon estava livre para adicionar personagens ou detalhes para preencher as lacunas entre as obras de Tolkien. A série também tem permissão para adaptar e referenciar conteúdo dos livros do ’Senhor dos Anéis’ e seus extensos apêndices, em vez de qualquer um dos outros livros de Tolkien que exploram a Segunda Era, como O Silmarillion. O Tolkien Estate reteve os direitos dos eventos da Primeira Era, enquanto a Middle-earth Enterprises detinham os direitos dos eventos da Terceira Era (como visto nos filmes ‘O Hobbit’, ‘O Senhor dos Anéis’), então a série também não foi permitida para explorar aqueles. Shippey sentiu que isso deixou a série com "muito espaço para interpretação e invenção livre". Uma sinopse lançada em janeiro de 2021 revelou que os locais da série incluíam as Montanhas Sombrias, a capital dos elfos Lindon e o reino insular de Númenor. Em julho, a Amazon ganhou acesso a certos elementos e passagens de ‘O Silmarillion’ e ‘Contos Inacabados’ devido ao Tolkien Estate estar feliz com o desenvolvimento da série até agora.


Filmagens

As filmagens em locações aconteceram nos arredores de Auckland em fevereiro. As filmagens dos dois primeiros episódios deveriam continuar até maio, com um intervalo de produção de quatro ou cinco meses planejado, durante o qual as filmagens dos dois episódios seriam revisadas e a escrita da segunda temporada começaria. A produção foi programada para retomar em meados de outubro e continuar até o final de junho de 2021. No entanto, as filmagens foram suspensas indefinidamente em meados de março de 2020 devido à pandemia de COVID-19, com cerca de 800 pessoas tanto do elenco e membros da equipe informados para ficar em casa. No início de maio, a maior parte das filmagens dos dois primeiros episódios foi confirmada como concluída antes do fechamento por causa do COVID-19. As filmagens da série foram retomadas sob novas diretrizes de segurança do governo da Nova Zelândia, mas, em vez de completar as filmagens para os dois primeiros episódios naquela época, a paralisação das filmagens seguiu para a parada de produção pretendida, com as filmagens para os dois primeiros episódios programados para serem concluídos assim que as filmagens de outros episódios estivessem prontos para começar.

A pré-produção de outros episódios começou em julho de 2020, e as filmagens da série foram retomadas em 28 de setembro. Bayona concluiu as filmagens de seus episódios em 23 de dezembro, com a produção de outros episódios programada para começar em janeiro de 2021, após uma pausa de duas semanas para o Natal. As filmagens rolaram até maio de 2021.

Audiência

A Amazon anunciou que The Rings of Power foi assistido por 25 milhões de espectadores em todo o mundo nas primeiras 24 horas em que os dois primeiros episódios estavam disponíveis no Prime Video. A empresa afirmou que esta foi a maior estreia de todos os tempos para o serviço. Foi a primeira vez que a Amazon declarou publicamente os dados de audiência do Prime Video. No site Rotten Tomatoes, a série possui um índice de aprovação de 85%.



2ª Temporada.

Sauron voltou. Banido por Galadriel, o Senhor Sombrio deve agora confiar na própria astúcia para restituir a força e forjar os lendários Anéis de Poder, ameaçando atar todos os povos da Terra-média à sua vontade sinistra. A 2ª temporada mergulha seus personagens mais amados e vulneráveis em uma onda crescente de escuridão, desafiando cada um a encontrar seu lugar em um mundo à beira da calamidade. Está temporada tem 8 episódios.


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