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domingo, 20 de novembro de 2022

Viajando pelas Séries #023 - Os Anéis de Poder - Senhor dos Anéis.



Os anéis de poder é uma série americana produzida pela Amazon Prime Video. Foi desenvolvida com base na história de fantasia ’O Senhor dos Anéis’ e seus apêndices de J. R. R. Tolkien. A série se passa na Segunda Era da Terra-média antes dos acontecimentos do romance e dos filmes de ‘O Senhor dos Anéis’.

A primeira temporada de oito episódios estreou no Prime Video em 1 de setembro de 2022. A série recebeu resenhas geralmente positivas da crítica, com elogios particularmente para a sua cinematografia, visual e trilha sonora, mas algumas críticas foram direcionadas ao ritmo e caracterização. Uma segunda temporada foi confirmada.

Veja abaixo a cronologia da Terra – Média.



Produção

A série ficou conhecida como ‘a série mais cara já produzida’, com um orçamento bilionário. A Amazon não poupou esforços a abriu os cofres, para enfim poder executar o acordo pelos direitos desde 2017.

Ao levar a série derivada do Senhor dos Anéis para o streaming, o Prime Video abriu as portas para explorar a Terra-Média sem pressa. Durante os capítulos, o serviço viaja pelo mundo de anões, elfos e humanos para mostrar diferentes aspectos da mitologia de Tolkien. O que traz uma leveza e impõe um ritmo arrastado à atração.

Mas o ápice de Os Anéis de Poder é a beleza da Nova Zelândia. A plataforma da Amazon consegue honrar o melhor aspecto de O Senhor dos Anéis e O Hobbit: a cinematografia. Com paisagens de tirar o fôlego, a trama fica mais interessante, fantástica e com o “selo da Terra-Média”.

Roteiro

No início de março de 2019, a Amazon revelou que a série se passaria na Segunda Era da Terra-média, milhares de anos antes da história de ‘O Senhor dos Anéis’. Shippey explicou que a série não tinha permissão para contradizer qualquer coisa que Tolkien havia escrito sobre a Segunda Era e teria que seguir os traços gerais de sua narrativa, com o Tolkien Estate preparado para vetar tais mudanças, mas a Amazon estava livre para adicionar personagens ou detalhes para preencher as lacunas entre as obras de Tolkien. A série também tem permissão para adaptar e referenciar conteúdo dos livros do ’Senhor dos Anéis’ e seus extensos apêndices, em vez de qualquer um dos outros livros de Tolkien que exploram a Segunda Era, como O Silmarillion. O Tolkien Estate reteve os direitos dos eventos da Primeira Era, enquanto a Middle-earth Enterprises detinham os direitos dos eventos da Terceira Era (como visto nos filmes ‘O Hobbit’, ‘O Senhor dos Anéis’), então a série também não foi permitida para explorar aqueles. Shippey sentiu que isso deixou a série com "muito espaço para interpretação e invenção livre". Uma sinopse lançada em janeiro de 2021 revelou que os locais da série incluíam as Montanhas Sombrias, a capital dos elfos Lindon e o reino insular de Númenor. Em julho, a Amazon ganhou acesso a certos elementos e passagens de ‘O Silmarillion’ e ‘Contos Inacabados’ devido ao Tolkien Estate estar feliz com o desenvolvimento da série até agora.


Filmagens

As filmagens em locações aconteceram nos arredores de Auckland em fevereiro. As filmagens dos dois primeiros episódios deveriam continuar até maio, com um intervalo de produção de quatro ou cinco meses planejado, durante o qual as filmagens dos dois episódios seriam revisadas e a escrita da segunda temporada começaria. A produção foi programada para retomar em meados de outubro e continuar até o final de junho de 2021. No entanto, as filmagens foram suspensas indefinidamente em meados de março de 2020 devido à pandemia de COVID-19, com cerca de 800 pessoas tanto do elenco e membros da equipe informados para ficar em casa. No início de maio, a maior parte das filmagens dos dois primeiros episódios foi confirmada como concluída antes do fechamento por causa do COVID-19. As filmagens da série foram retomadas sob novas diretrizes de segurança do governo da Nova Zelândia, mas, em vez de completar as filmagens para os dois primeiros episódios naquela época, a paralisação das filmagens seguiu para a parada de produção pretendida, com as filmagens para os dois primeiros episódios programados para serem concluídos assim que as filmagens de outros episódios estivessem prontos para começar.

A pré-produção de outros episódios começou em julho de 2020, e as filmagens da série foram retomadas em 28 de setembro. Bayona concluiu as filmagens de seus episódios em 23 de dezembro, com a produção de outros episódios programada para começar em janeiro de 2021, após uma pausa de duas semanas para o Natal. As filmagens rolaram até maio de 2021.

Audiência

A Amazon anunciou que The Rings of Power foi assistido por 25 milhões de espectadores em todo o mundo nas primeiras 24 horas em que os dois primeiros episódios estavam disponíveis no Prime Video. A empresa afirmou que esta foi a maior estreia de todos os tempos para o serviço. Foi a primeira vez que a Amazon declarou publicamente os dados de audiência do Prime Video. No site Rotten Tomatoes, a série possui um índice de aprovação de 85%.



2ª Temporada.

Sauron voltou. Banido por Galadriel, o Senhor Sombrio deve agora confiar na própria astúcia para restituir a força e forjar os lendários Anéis de Poder, ameaçando atar todos os povos da Terra-média à sua vontade sinistra. A 2ª temporada mergulha seus personagens mais amados e vulneráveis em uma onda crescente de escuridão, desafiando cada um a encontrar seu lugar em um mundo à beira da calamidade. Está temporada tem 8 episódios.


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sábado, 25 de junho de 2022

A Natureza da Terra-Média - J.R.R. Tolkien


A Natureza da Terra-média conta com material inédito e traz os numerosos escritos tardios (c. 1959–73). A obra trata da natureza da Terra-média em ambos os principais sentidos da palavra: tanto metafísico quanto natural e histórico. Ela promete responder a algumas das principais perguntas feitas pelos fãs e estudiosos do assunto, desde tema gerais, como quais raças poderiam ter barbas, como era a geografia de Númenor e Gondor e quais os costumes desses povos, até temas complexos e profundos, como a imortalidade élfica e a natureza dos Valar.

Veja a resenha detalhada abaixo:



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domingo, 17 de janeiro de 2021

Roverandom - J. R. R. Tolkien


É um livro com história muito criativa e uma motivação linda por trás da sua criação. Ele foi escrito por Tolkien depois que o seu filho mais novo perdeu na praia um brinquedo que gostava muito.

Em 1925, durante as férias, o pequeno Michael Tolkien perdeu, na praia, um cãozinho de brinquedo que adorava. Para consolá-lo, o pai, J. R. R. Tolkien, inventou uma história sobre um cachorro de verdade que é transformado em brinquedo por um mago e enviado por um “feiticeiro-da-areia” à Lua e ao fundo do mar.

Mais de 70 anos depois, as aventuras do cachorro Rover, também conhecido pelo nome de “Roverandom”, foram publicadas na Inglaterra. Elas foram organizadas a partir do texto original por Christina Scull e Wayne G. Hammond.

Divertido e rico em jogos de palavras, Roverandom agradará a todos os leitores que gostam de uma boa história e será bem recebido pelos muitos admiradores de Tolkien de todas as idades.

Considerações

Logo de início adorei a apresentação do livro, contando como a história provavelmente foi concebida e uma linha do tempo da preparação da obra. A apresentação mostra as ligações da obra com a viagem da família Tolkien à praia, onde o então pequeno Michael Tolkien perdeu seu brinquedo favorito, de onde surgiu a inspiração dessa história.

Ao final do livro tem a parte de Notas, onde vários elementos da história são contextualizados com notícias da época em que a obra foi escrita, onde algumas expressões são explicadas, e escolhas de nomes são justificadas.

Fonte: um toque de framboesa.

domingo, 19 de janeiro de 2020

Morre Christopher Tolkien, filho do criador de ‘O Senhor dos Anéis’, J. R. R. Tolkien



O primeiro leitor de O Hobbit morreu dia 16, na França aos 95 anos. filho do escritor de fantasia J.R.R Tolkien, criador de obras imortais como O Senhor dos Anéis (1954) e O Silmarillion (1977) que revolucionaram o gênero e deixaram uma marca inesquecível na cultura popular.

Responsável pela herança e guardião das essências da Terra Média criada por seu pai, Christopher Tolkien desempenhou um papel muito ativo na difusão das criações dele e atuou como editor de grande parte de sua obra após sua morte, em 1973 “Sabiamente, comecei com um mapa”, dissera J.R.R. Tolkien em mais de uma ocasião para se referir à complexidade do mundo que havia criado em suas obras, a maioria delas situada na Terra Média, um universo habitado por orcs, elfos, anões e outros seres cuja visão acabou por prevalecer sobre todos os outros. Pois bem, seu filho atuou como cartógrafo (muitas vezes literalmente) dessa vasta terra, esclarecendo aspectos, reunindo escritos e expandindo a imaginação do pai.


O que a morte de Christopher Tolkien significa para franquia O Senhor dos Anéis?

No entanto, além de ser da família de um dos maiores contadores de história do mundo, Christopher também era conhecido por “proteger” a obra de seu pai e barrar diversas tentativas de adaptações. Por isso, com a triste notícia de sua morte, é possível que os personagens da Terra Média apareçam cada vez mais no cinema, TV, etc.

Entre os quatro filhos de Tolkien, ele era um dos que tinha maior conhecido sobre os escritos do pai. Por conta disso, apesar de não ser o mais velho, ele foi escolhido por Tolkien para cuidar da obra após sua morte. O autor não gostava da ideia de ter sua história adaptada aos cinemas, mas, mesmo assim, vendeu os direitos de adaptação de O Senhor dos Anéis e O Hobbit no final da década de 60. Isso levou à trilogia feita por Peter Jackson, publicamente criticada por Christopher Tolkien. Para ele, os longas deixaram de lado a essência da obra de seu pai para agradar adolescentes, focando mais na ação e deixando de lado o “impacto filosófico” dos livros. Tais declarações fizeram muitos fãs da trilogia não gostarem de Christopher e o “culparem” por não ter outras obras do mesmo universo nas telas, como, por exemplo, uma adaptação de O Silmarillion.

Até 2017, Christopher Tolkien editou livros do pai e fazia parte do Tolkien Estate, que tem os direitos de adaptação da Primeira Era da Terra Média (incluindo O Silmarillion). Ele deixou o posto no mesmo ano em que a Amazon anunciou a série de TV sobre a Segunda Era, já indicando uma abertura maior para adaptações. Ainda assim, a empresa precisou atender certas exigências para levar a história para as telas. A Amazon não pode, por exemplo, alterar momentos-chave da Segunda Era, como invasão de Sauron a Eriador, sua ida para Númenor e como ele corrompeu aqueles que viviam lá. Isso mostra que, mesmo não estando à frente dos negócios, a presença de Christopher inibia que a obra de Tolkien fosse adaptada sem um grande cuidado.


Fonte: El País, Omelete.