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domingo, 26 de julho de 2020

O Mundo Pós-Pandemia - Reflexões Sobre Uma Nova Vida

Sinopse:
Já não há dúvidas: nosso tempo se dividirá entre o antes e o depois da Covid-19. De fato, dificilmente houve acontecimento tão determinante neste século quanto a pandemia, e as consequências das recentes ações políticas, sanitárias e econômicas ainda mal começaram a ser vislumbradas. O que, portanto, devemos esperar para nosso futuro e o futuro das próximas gerações? Uma transformação drástica em tudo o que é humano? Ou apenas o retorno do mundo tal como ele sempre foi? O que se sabe é que uma previsão bem fundamentada não pode passar ao largo deste livro. Afinal, nomes de peso aqui se reúnem para opinar sobre as principais esferas da atuação humana, levando em consideração cada uma de suas complexidades e dilemas.

Transitando da arte e do humor ao poder judiciário e à economia, estas páginas constituem o que há de mais qualificado a respeito do mundo que nos espera.


Comentando
Recém-lançado, o livro "O mundo pós-pandemia" compila textos de profissionais de diversas áreas com debates sobre o futuro após a pandemia da Covid-19.
A obra é organizada pelo escritor e advogado José Roberto de Castro Neves, com 50 textos. Os temas e formatos são variados.
O livro trata de assuntos como arte, humor, poder judiciário e economia. Segundo a editora Nova Fronteira, responsável pelo lançamento, "O mundo pós-pandemia" é um "esforço para entender como o Brasil e o mundo reagirão a esse evento histórico".
Ainda segundo a editora, as personalidades foram reunidas para "inspirar novos debates, ajudar a repensar valores e auxiliar em tomadas de decisões que serão definitivas".
O comediante Marcelo Adnet, por exemplo, usa o humor para falar sobre o mundo digital. O técnico Bernardinho escreve sobre o futuro dos esportes. Com um conto, a atriz e escritora Fernanda Torres trata de possíveis dilemas do setor artístico.
Na introdução, Castro Neves comenta que as perspectivas do futuro dependem das escolhas feitas agora. "Não se pode qualificar uma escolha da sociedade como evolução, pois essa ciranda da civilização humana tem por característica ir e voltar — num caminho tão ilógico quanto misterioso (que o digam Hegel e Marx)", escreve ele.
"Mas há, de toda sorte, um conforto em verificar, no episódio histórico a que assistimos hoje, a força dada à vida humana, a dimensão do comportamento solidário nessas horas em que a praga deixa de ser somente metafórica. Possivelmente, o Terceiro Milênio começa agora. Um momento — e, ao mesmo tempo, uma oportunidade — de construir", completa Castro Neves.

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domingo, 31 de maio de 2020

Viajando pelas Séries #018 - New Armsterdan




Produzida por Peter Horton (de ‘Grey’s Anatomy’), e inspirada em histórias reais passadas no hospital mais antigo dos Estados Unidos, ‘New Amsterdam’ acompanha a rotina do dedicado e brilhante Dr. Max Goodwin (Ryan Eggold), novo diretor médico do hospital, que faz de tudo para superar os problemas de infraestrutura e a burocracia e atender os pacientes. Sem aceitar ‘não’ como resposta, Max incentiva seus funcionários a irem além, buscando excelência, para assim transformar o que antes era um hospital subestimado e sem investimento em referência no universo médico.
A NBC revelou que a série estrelada por Ryan Eggold foi renovada para mais 3 temporadas.

1ª Temporada

Inspirada no histórico hospital de Nova Iorque, Bellevue, Hospital New Amsterdam acompanha o charmoso Dr. Max Goodwin (Ryan Eggold), o mais novo diretor médico do hospital-título. Empenhado em dar nova vida ao hospital, Dr. Goodwin luta contra a burocracia e a falta de fundos para trazer a instituição de volta aos seus dias de glória.

2ª Temporada

Max (Ryan Eggold) tenta voltar a rotina, após um acidente catastrófico e o nascimento de sua filha. Iggy (Tyler Labine) e Kapoor (Anupam Kher) descobrem que um paciente pode ter sofrido envenenamento por chumbo.

Elenco
Ryan Eggold, Janet Montgomery, Freema Agyeman, Jocko Sims, Daniel Dae Kim, Tyler Labine, Anupam Kher.

Por causa do covid-19 a série foi cancela as gravações esse ano. Metade do Elenco testou positivo.

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domingo, 12 de abril de 2020

‘As livrarias servem de oxigênio social e intelectual para o confinamento’




A livraria La Buena Vida, de Madri, foi reconhecida como livraria cultural em 2018. Por conta da crise do coronavírus, está com as suas portas fechadas, mas não deixou de atender seus clientes. Jesús Trueba, proprietário e livreiro da La Buena Vida, para contar como está a sua rotina de trabalho nesse período de isolamento social. A conversa com Jesús dá início à série Papo do Confinamento.

Como você acha que o mercado do livro será afetado pela crise provocada pela pandemia de covid-19? Quais as áreas ou companhias que sofrerão mais?

Jesús Trueba – Como em qualquer setor, as consequências desta crise são totalmente imprevisíveis, porque não há precedentes. O que posso te assegurar é que o tecido das livrarias independentes tem um grau de exposição ao risco muito alto. Por um lado, estamos muito atomizadas e passamos por baixo do radar de muitas políticas públicas. Por outro, todos os grandes problemas econômicos nos afetam: a gentrificação e o boom imobiliário; a crise do comércio de vizinhança e do varejo tradicional; a escassa margem de lucro e o baixo poder de negociação.



Como livreiro, acredita que a sua livraria poderá minimizar essas perdas?

JT - Nós nos consideramos um serviço público e nos posicionamos como um comércio de bairro, que assegura uma forma de vida e a interação social em nossas comunidades. Seus problemas são nossos problemas. Temos potencializado nossa competitividade no mercado eletrônico, oferecendo serviços e atividades. Mas nada pode ser feito contra a competição desigual com multinacionais que pagam nem um terço dos impostos que nós pagamos. E pagamos com prazer porque entendemos que colaboramos com os nossos serviços sociais públicos.

Como você acredita que a crise afetará o mercado de livros digitais? Acha que pode criar um desequilíbrio com o livro físico?

JT - O livro digital segue sem decolar. É ainda uma expectativa. Em mercados mais maduros, inclusive, até diminuiu. Não quero falar do livro digital. É como se me pedisse para falar de cinema. O livro em papel subvenciona boa parte dos conteúdos digitais, cujas receitas dificilmente poderiam custear as traduções e os adiantamentos. Essa sim é uma realidade.

Como o vírus afetou a sua vida profissional?

JT - Mesmo com as portas fechadas, estamos trabalhando de segunda a sexta, das 11h às 13h para dar conta de pedidos, fazer a manutenção, cuidar da parte administrativa e para nos sentir úteis. Caso contrário...

O que recomendaria às pessoas que estão confinadas em casa?

JT - Há muito mais não leitores do que leitores. Esta crise é uma oportunidade para que pessoas que nunca pegam um livro nas mãos descubram o poder curador de se concentrar mentalmente em uma história que não é a sua própria e, mesmo assim, se envolver com ela. É aprender e adquirir empatia. Começar com sessões de leitura de dez minutos, várias vezes ao dia. Essa é a minha recomendação.

A La Buena Vida segue atendendo sua cliente pela internet. Por que tomou essa decisão?

JT - Seguimos porque, entre outras coisas, o próprio Estado tem ajudado, há alguns anos, o setor comercial como um todo a se digitalizar e nós nos aproveitamos essa oportunidade. Creio que fazer o uso dessas ferramentas agora é a única coisa que podemos fazer para ajudar-nos e fazer que as instituições vejam que as ajudas têm efeitos benéficos em todo o tecido empresarial.

No nosso caso, chegamos a um acordo com alguns dos nossos fornecedores habituais que realizam a operação de pedidos dentro das suas próprias instalações, eliminando etapas e intervenções de pessoas, assim como otimizando os recursos disponíveis, que são escassos.

Não seria justo deixar que só os grandes conglomerados, que não pagam impostos equivalentes em nosso país, pudessem operar. Se, por razões sanitárias, se decretasse que estes serviços não poderiam ser oferecidos, não teríamos nenhum problema em respeitar, porém, daí, ninguém poderia oferecê-los de igual modo.

Como tem gerenciado todo o processo, respeitando os protocolos sanitários?

JT - Não existe nenhum processo além daqueles realizados por um supermercado no fornecimento de alimentos, por exemplo. Além disso, nosso produto não é perecível. Existem serviços mínimos e não há contato com o público. Em Bruxelas, as livrarias ficaram de fora do fechamento do comércio. Eles entendem que as livrarias não são lugares de aglomeração de pessoas e que, ao contrário, servem de oxigênio social e intelectual para o confinamento.

Há algo que queira acrescentar?

JT - Me parece surpreendente que, em uma situação como a atual, sociedades de grande tradição democrática como as europeias possam confinar seus cidadãos em casa mediante um decreto e que, no entanto, não consigam decretar medidas igualmente excepcionais para impor a grandes empresas de tecnologia a retenção de impostos na fonte. É realmente triste e significativo.

Fonte: Publishnews.

sábado, 4 de abril de 2020

Como será o mundo após o coronavírus, segundo o escritor Yuval Noah Harari


Por causa do coronavírus, a humanidade está enfrentando uma das maiores crises da história, segundo o israelense Yuval Noah Harari, autor do best-seller “Sapiens– Uma Breve História da Humanidade”.

Diante desse cenário, disse o historiador em um texto publicado no Financial Times, as pessoas precisam fazer duas importantes escolhas.
A primeira é entre a vigilância totalitária de governos e o empoderamento do cidadão. A segunda é entre o isolamento nacionalista e a solidariedade global.

Vigilância excessiva ou saúde?


Para enfrentar a pandemia, diversos países já estão monitorando a saúde de seus cidadãos. Na Coréia do Sul, por exemplo, o governo está usando dados de localização de smartphones e registros de compras com cartão de crédito para rastrear movimentos de pacientes com coronavírus.

Na China, epicentro do vírus, o Estado tem milhões de câmeras de reconhecimento de rostos e obriga as pessoas a verificar temperatura corporal e condição médica. Já na Lombardia, região da Itália que mais sofre com a disseminação do Covid-19, os governantes estão analisando os dados de localização transmitidos pelos telefones dos italianos.

Essa vigilância, segundo Harari, tem dois lados. O aspecto positivo, falou, é que as cadeias de infecção pelo vírus podem diminuir drasticamente e até serem cortadas por completo em questão de dias por causa do monitoramento. Por outro lado, falou o escritor, isso daria legitimidade a um “novo e aterrador sistema de vigilância”.

Se as empresas e os governos começarem a coletar nossos dados biométricos em massa, eles podem nos conhecer muito melhor do que nós mesmos, e podem não apenas prever nossos sentimentos, mas também manipular nossos sentimentos e nos vender o que quiserem – seja um produto ou um político. O monitoramento biométrico faria as táticas de hackers de dados da Cambridge Analytica parecerem algo da Idade da Pedra”.

Solidariedade global versus desunião


Outro ponto abordado por Harari no texto é a questão da colaboração entre as nações. Os países deveriam, falou o escritor, compartilhar informações de maneira aberta e humilde, tanto na área médica como na área econômica. Dessa forma, falou, uma descoberta de saúde feita na China ou na Itália, por exemplo, poderia contribuir com o combate do vírus no Brasil e em outros países.

No entanto, disse Harari, atualmente os países dificilmente agem dessa forma. “Uma paralisia coletiva tomou conta da comunidade internacional. Parece não haver adultos na sala. Esperávamos ver, há algumas semanas, uma reunião de emergência de líderes globais para elaborar um plano de ação comum. Os líderes do G7 conseguiram organizar uma videoconferência apenas nesta semana, e não resultou em nenhum plano desse tipo”, falou.

Ele exemplificou a falta de união citando os Estados Unidos, que geralmente ocupam o posto de liderança em crises globais. O presidente dos EUA, Donald Trump, falou Harari, deixou todos na Alemanha espantados ao supostamente oferecer US$ 1 bilhão a uma empresa farmacêutica do país, com o objetivo de comprar os direitos de monopólio de uma nova
vacina contra o Covid-19.

Diante desse cenário de competição global mesmo no meio de uma pandemia, disse o escritor, a sociedade precisa escolher entre o caminho da desunião, exemplificado pelas atitudes do governo norte-americano, ou o caminho da solidariedade global.

Se escolhermos a desunião, isso não apenas prolongará a crise, mas provavelmente resultará em catástrofes ainda piores no futuro. Se escolhermos a solidariedade global, será uma vitória não apenas contra o coronavírus, mas contra todas as futuras epidemias e crises que possam assaltar a humanidade no século XXI”, finalizou.

Fonte: livecoins