domingo, 30 de setembro de 2018
Livro O Sonho do Tigre - A Maldição do Tigre por Colleen Houck
O tão aguardado último livro da série "A maldição do tigre" finalmente chega as livrarias.
Um passado de solidão. Um futuro de mágoa e abandono. E a possibilidade de mudar tudo, desde o começo.
Com a derrota do feiticeiro Lokesh, só parecia restar ao príncipe Kishan Rajaram passar a eternidade cumprindo a promessa de proteger a linda e irascível deusa Durga. Preso no passado, ele sofre depois que seu irmão, Ren, e Kelsey, a garota que ambos amam, voltam ao presente e começam a viver o seu “felizes para sempre”.
Então, quando o xamã Phet aparece pedindo sua ajuda para salvar Kelsey, Kishan agarra a oportunidade com unhas e dentes, disposto a voltar atrás na sua decisão de ficar no passado e assim mudar seu destino. O tigre negro está prestes a descobrir que aquilo que parece o fim pode ser apenas um recomeço...
Com um desfecho extraordinário, a autora Colleen Houck apresenta neste quinto volume uma visão completa da empolgante saga dos tigres. Numa complexa teia de viagens pelo tempo, Kishan e Durga concluem, entre idas e vindas, uma tarefa após a outra para garantir que a linha traçada para o destino da humanidade seja cumprida – o tempo todo lutando contra a tentação de interferir e redesenhar o futuro.
Colleen Houck já vendeu mais de 700 mil livros pela Editora Arqueiro.
“A maneira como Colleen tece a cultura indiana, o hinduísmo e o conto de fadas criado por ela, transformando-os em uma história de amor repleta de ação, é arrebatadora.” – blog Hollywood Crush, MTV.com
“Uma montanha-russa do começo ao fim: este livro tem ação, história, poesia, romance, magia, tudo que você poderia querer. Um livro com tanta paixão e emoção que você não será capaz de largá-lo.” – RT Book Review
“Colleen Houck claramente foi fundo em suas pesquisas sobre a cultura indiana e, com isso, criou descrições detalhadas capazes de fazer os leitores visualizarem os cenários da história com perfeição.” – School Library Journal
terça-feira, 25 de setembro de 2018
Ultimo trailer e imagens inéditas de Animais Fantásticos e os Crimes de GrindelWald.
Pára tudo! Saiu o último trailer de animais fantásticos e os crimes de Grindelwald e mais algumas revelações. Confira e procurem não surtar hehe!
Nagini não era um animago, era uma maledictus: uma pessoa que carrega uma maldição de sangue e acabou se transformando em animal para sempre. J.K. Rowling revela.
sábado, 15 de setembro de 2018
Livro 1924: Ano que Criou Hitler - Peter Ross Range
Antes do Holocausto e da Segunda Guerra Mundial, houve um momento decisivo na história do nazismo: o ano de 1924. Nele, Adolf Hitler se transformou em um salvador autoproclamado e líder infalível que mais tarde interpretaria e distorceria as tradições alemãs para apoiar sua visão do Terceiro Reich. Tudo que estaria por vir – os comícios, as rebeliões e o desenvolvimento de uma ideia catastroficamente terrível – foi cristalizado neste momento único no qual Hitler permaneceu preso com seus aliados do Putsch da Cervejaria, sua tentativa fracassada de golpe de Estado. Distante da sociedade, ele leu e escreveu bastante, realizou vários discursos em tribunais e foi julgado por traição. Acima de tudo, foi quando Hitler cultivou sua ideologia e redigiu o livro que se tornaria seu manifesto: Minha luta. Até agora, ninguém tinha examinado a fundo este período ímpar e essencial da vida do tirano nazista. Em 1924, o ano que criou Hitler, Peter Ross Range descreve em detalhes as histórias e as cenas deste ano fundamental para se entender o homem e a brutalidade por trás da guerra que mudou o destino do mundo para sempre.
domingo, 9 de setembro de 2018
Livro A Queda de Gondolin - J. R. R. Tolkien
O último dos três Grandes Contos Perdidos do legendário de J.R.R.Tolkien narra a jornada de Tuor rumo à cidade secreta de Gondolin, refúgio élfico do povo do Rei Turgon. Contra a bela cidade, levanta-se Morgoth, o Inimigo Sombrio, com seu exército de seres malévolos.
A história da Queda de Gondolin começou a ser escrita em 1916 e agora ganha vida graças ao trabalho editorial de Christopher Tolkien, filho e executor legal das obras de Tolkien. Dessa forma cumprem-se duas sinas: a dos Elfos noldorin na Primeira Era do mundo e a do autor, ao conseguir publicar individualmente os três Grandes Contos dos Dias Antigos
Fechando a mitologia da Terra-média, A Queda de Gondolin, assim como Beren e Lúthien e Os Filhos de Húrin, foi ricamente ilustrada pelo renomado artista britânico Alan Lee, que retrata a fantasia de Tolkien há mais de 30 anos.
Sobre o Autor
J. R. R. TolkienConhecido no mundo da literatura fantástica como o criador das Terras Médias e dos Hobbits, John Ronald Reuel Tolkien nasceu no dia 3 de janeiro de 1892, na República do Estado Livre de Orange, atual África do Sul. Com 3 anos de idade, sua família mudou-se para Inglaterra, terra de origem de seus pais, onde mais tarde se naturalizou. Formou-se em letras pela Universidade de Exeter e participou da Primeira Guerra Mundial, onde começou a escrever sua obra e seu complexo mundo fantasioso. Foi com a série de três livros de O Senhor dos Anéis que J. R. R. Tolkien se tornou famoso. Ele, porém, escreveu outros livros, entre os quais O Hobbit e O Silmarillion, sua paixão pessoal. Considerado o pai da moderna literatura fantástica, suas obras foram traduzidas para mais de 34 línguas, com mais de 200 milhões de cópias vendidas. Além disso, O Senhor dos Anéis e O Hobbit ganharam versões cinematográficas dirigidas por Peter Jackson. J.R.R. Tolkien faleceu em 2 de setembro de 1973, aos 81 anos. Principais Obras de J. R. R. Tolkien: Senhor dos Anéis A Sociedade do Anel As Duas Torres O Retorno do Rei O Hobbit O Silmarillion.
Cine Pipoca #013
Oi gente, nesse post indicarei alguns filmes que tem uma certa magia misturada com um pouco de nostalgia. Não sei qual é a estratégia de marketing, mas a Disney esse ano está meio nostálgica com os longas: O Quebra - Nozes e os quatro reinos, o retorno de Mary Poppins e Christopher Robin - Um reencontro inesquecível. Também deixo na lista um longa histórico americano 'o primeiro homem', que fala sobre a conquista espacial pelo ponto de vista deles. Então vamos lá!
Também poderá gostar de: Cine Pipoca #012.
domingo, 26 de agosto de 2018
Refletindo sobre o Livro 'Capitalismo Parasitário - Zygmunt Bauman
Fiz esse post pensando que talvez pudesse ajudar a dar o primeiro starter sobre alguns pontos do capitalismo usando a obra de Zygmunt Bauman como base para a introdução do tema. Para refletirmos em como algumas ideais introduzidas na sociedade foram deturpadas. Apreciem o texto abaixo.

O livro Capitalismo Parasitário do autor Zygmunt Bauman está estruturado em cinco capítulos, o primeiro capítulo fala sobre a imperfeição do sistema capitalista que não consegue conciliar a coerência com a completude, quando age com coerência aos seus princípios gera problemas que não consegue solucionar, e se tenta solucionar os problemas gerados pelos seus fundamentos principais acabam por afastar-se deles, como afirmava Gödel.
O autor, nesse capítulo, faz uma comparação entre o capitalismo e o parasitismo, em que para garantir a sua sobrevivência um parasita busca um organismo saudável e ainda não explorado para que este lhe forneça o alimento necessário, fatalmente prejudicando seu hospedeiro e destruindo suas chances de prosperidade e até mesmo de sobrevivência. Assim como o parasita o capitalismo explora novas formas, novos recursos em busca da obtenção de lucro necessária para alimentar o sistema.
Esse sistema surpreendeu a muitos estudiosos do assunto quando encontrou além da exploração de recursos exóticos uma nova fonte de exploração, a concessão de crédito rápido e fácil para aqueles que buscavam uma maneira fácil e quase que imediata de obter dinheiro, sendo um dos principais exemplos do autor as “hipotecas subprime”.
A capacidade de sobrevivência desse sistema está na perspicácia em que se buscam e encontram-se novos organismos para a exploração a medida que os atuais vão perdendo as forças ou extinguem-se, e na rapidez em que o parasita se adapta ao novo organismo.
O grande questionamento feito é de até quando o capitalismo entrará novas fontes de exploração e até quando essas explorações serão suficientes para garantir um alívio temporário ao sistema e a todos os que sobrevivem em torno dele?
Os capitalistas sempre se manterão em busca de novas formas de obtenção de lucro em busca de adiar a hora em que suas fontes virão a secar, e o farão de qualquer forma e a qualquer custo.
Ainda nesse capítulo o autor coloca como exemplo das formas de exploração dos meios capitalistas e suas conseqüências, a utilização dos cartões de crédito.
Os bancos aproveitam-se da atitude consumista das pessoas que para manter seus desejos de consumo adquirem créditos e mais créditos, acabando por afundar-se em uma dívida sem fim. Dívida que cada vez mais alimenta o capitalismo e engorda os bolsos dos banqueiros.
Contudo, esse tipo de prática que tem levado ao endividamento milhares de pessoas, fazendo com que a inadimplência tome proporções catastróficas, mesmo assim o governo e os adeptos ao capitalismo ainda consideram a “contração de créditos” é a chave da prosperidade econômica.
Para garantir que esse organismo possua uma vida útil ainda maior a solução encontrada pelos Estados que possuem esse problema foi a recapitalização das empresas emprestadoras e a reabilitação de seus devedores para o crédito, para que a normalidade possa ser restabelecida.
O Estado também possui grande importância para a manutenção desse sistema cabendo a ele “Primeiro, subvencionar o capital caso ele não tenha o dinheiro necessário para adquirir a força produtiva do trabalho. Segundo, garantir que valha a pena comprar o trabalho, isto é, garantir que a mão de obra seja capaz de suportar o esforço do trabalho numa fábrica”, conforme afirma Bauman.
O Estado e o mercado andam lado a lado na maioria das vezes e mesmo tratando-se de uma democracia ou uma ditadura a tendência é que o governo caminhe em prol dos interesses do mercado e não contra. A função dele é garantir que o mercado mantenha-se vivo e saudável sempre.
O segundo capítulo do livro intitulado “A Cultura da Oferta” subdivide-se em três partes, a primeira parte trata sobre o tipo de sociedade em que vivemos, uma sociedade em que o valorizamos exageradamente o consumo, uma verdadeira sociedade do consumo que gira em torno de ofertas que geram uma satisfação temporária.
A cultura tem por característica a sua desvinculação dos laços sociais, políticos, éticos, etc. Característica adquirida por meio da criação de incontáveis ofertas, no envelhecimento rápido daquilo que se adquire e na rápida perda de sedução que o objeto gerava no se adquirente.
Critica-se o fato de que os produtos que se consomem se tornam facilmente obsoletos, e com uma facilidade ainda maior, novos produtos se tornam o objeto de desejo por parte dos consumidores que os adquirem para substituir os “antigos”, tornando nossa economia, uma economia da dissipação e do desperdício, conforme afirma o autor.
Os pertencentes à sociedade do consumo possuem uma relação muito desprovida de apego, de determinação e fixação com as pessoas ao seu redor, com as coisas que adquirem, com o que gostam, entre outros. Eles possuem uma facilidade incrível para desapegar-se. Esse tipo de cultura busca constantemente clientes a seduzir e não “pessoas” a cultivar, conforme coloca o autor. A felicidade é sempre encontrada com o ato de consumir e de se desfazer do que foi adquirido, pois este já é considerado obsoleto.
A segunda parte é intitulada “Novos Desafios para a Educação” que versa sobre a crise atual que a educação está enfrentando, crise que traz a tona problemas nunca antes enfrentados, problemas de difícil solução.
No mundo líquido-moderno as pessoas procuram não manter vínculos sólidos com os outros seres humanos, a liberdade é prezada acima de tudo e entende-se que com vínculos sólidos ela é tolhida, limitada de algumas maneiras. Acredita-se que os vínculos sólidos trazem consigo inúmeras obrigações e, conseqüentemente, limitam a capacidade de percepção de novas oportunidades. A hipótese de ser ligado a algo por muito tempo causa medo e pavor, afinal, as pessoas estão acostumadas a se desfazer de tudo com muita facilidade.
Só são quistos os laços e vínculos que possam ser desfeitos a qualquer momento de forma prática e rápida quando já não forem considerados novidade. Procura-se o que é descartável, aquilo que possui “vida útil” muito prolongada não chama a atenção.
A educação não foge a regra, o tipo de conhecimento buscado é aquele que se aprende e se descarta facilmente, a felicidade nesses casos também se encontra do ato de adquirir e se desfazer facilmente, ela também se transformou em “produto”, fator que não favorece a educação institucionalizada.
Outro aspecto ressaltado sobre a educação é o da sua sujeição a todas as mudanças que ocorrem no mundo, mudanças que não têm sido poucas, o que aumenta ainda mais a dificuldade apresentada inicialmente, pois torna o futuro cada vez mais imprevisível. Não há como negar que no mundo líquido as mudanças ocorreram maneira mais rápida do que se podia imaginar.
A educação nasceu na sociedade sólida em que as coisas em geral eram feitas para ter grande durabilidade, nesse mundo a memória era muito valorizada, quanto maior a memória maior o valor. Hoje ela é considerada quase inútil, pois já existem produtos que nos servem de “memória”, mais uma vez o capitalismo transforma algo em produto. O mercado se sobrepõe a tudo, ou pelo menos quase tudo.
O nosso aprendizado passa a ser baseado nas tentativas e erros, estamos expostos a inúmeros estímulos de naturezas diversas que acabam por nos causar uma enorme confusão, estamos fadados a sair de uma confusão e entrar em outra logo em seguida, porque vivemos inseridos no meio delas, o que aprendemos nesses casos é estar preparados para lidar com situações ambíguas e precárias, conforme afirma o autor.
Bauman ainda coloca a diferença entre os empregados do mundo líquido-moderno em contraposição aos empregados do mundo sólido, o primeiro deve ser inusitado, possuir características incomuns que o façam destacar-se dos demais, deve ser flexível, suas características advêm da sua personalidade. Já o segundo apenas precisava seguir as regras ditadas por seus patrões, não precisavam ter grandes diferenciais, haja vista que desempenhariam serviços massivos, duráveis, administrados e controlados de forma rígida. Para atender as demandas exigidas pelo mercado atual são necessários professores que sigam essa característica moderna, professores que venham a ensinar coisas novas e não coisas antigas já exaustivamente trabalhadas, o conhecimento buscado é o “novo”.
Ele critica o excesso de informações a que somos expostos diariamente que possuem uma capacidade impressionante de reduzira nossa autoconfiança, pois dificultam ainda mais o encontro de soluções, resultando na imediata autodepreciação e no autoescárnio. As informações são separadas por graduações de peso cientifico, todas são medidas com o mesmo grau de relevância. Somente a quantidade de informações que uma pessoa pode carregar consigo é que importa, a qualidade e o peso científico pouco importam.
Esse fato gera uma preocupação muito grande para os educadores, pois nenhum deles sabem lidar com um mundo hipersaturado de informações não aprendidas e muito menos de ensinas as pessoas a lidarem com tal situação.
A terceira parte intitulada “A Relação Professor/Aluno na Fase Líquido-Moderna” trabalha com a idéia de que hoje as dificuldades de compreensão entre gerações é cada vez maior, as constates mudanças do mundo líquido-moderno tem potencializado tal situação, afinal, as características presentes na época de cada geração têm sido as mais diversas possíveis, dificultando esse “diálogo” entre gerações. O conforto e o desconforto com fatos do dia a dia são inerentes a cada geração.
A geração atual não dá mais tanta importância para os contatos mais profundos com alguém, com o advento da internet as relações são cada vez mais frouxas, os laços entre as pessoas são cada vez mais fracos e são mantidos ou eliminados através de um só “click”. A internet permite que as pessoas se reinventem o tempo todo e que criem uma nova identidade sempre que assim quiserem.
O terceiro capítulo é intitulado “A Sociedade do Medo” trata sobre os medos causados pelo modo de agir da sociedade líquido-moderna, medos que nos causam uma enorme insegurança, medos que não são enraizados Esses medos são explorados política e comercialmente, sendo interessante para ele que os medos sejam mantidos e a insegurança seja estimulada, pois a partir de tal situação as pessoas passam a consumir coisas ou a acreditar em grande parte das afirmações feitas por parte do governo, acreditando dessa forma poder aniquilar esse tipo de sentimento.
Nessa “nova” sociedade as pessoas pararam de perceber o quanto suas ações refletem na vida de outras pessoas, que certas ações impulsivas e impensadas podem gerar até mesmo algum dano àquele que convivem juntos. Os sujeitos são cada vez mais individualistas e esse individualismo é fonte causadores de inúmeros danos como a perda da autoestima. Ninguém gosta de lidar com a idéia de que as vezes não é quem pensa, gerando um ressentimento extremamente prejudicial para a sociedade, um ressentimento considerado fato causador de conflitos rebeliões e revoltas. Tais sofrimentos são tidos pelas pessoas como uma ofensa pessoal que só seria amenizada com uma vingança pessoal. Essas desigualdades que a sociologia procura amenizar.
Bauman apresenta-se de certa maneira esperançoso com relação a construção de uma sociedade melhor para todos, para ele o mundo pode ser um lugar mais agradável de se viver, ele acredita que através da sensatez e da dignidade o homem possa fazê-lo.
O quarto capítulo recebeu o nome de “O Corpo em Contradição” e trata das reações que nosso corpo sofre mediante os desafios e as contradições presentes no nosso modo de vida. O autor coloca a anorexia e a bulimia como exemplos de patologias cada mais freqüentes e relacionadas com a sociedade atual, tratam-se de reações patológicas que tem como principal causa a dificuldade em encontrar soluções para os dilemas e duvidas constantemente presentes em nosso meio.
O quinto capítulo chama-se “Um Homem com Esperanças” nele Bauman coloca, principalmente, a sua dificuldade de caracterizar-se como alguém pessimista ou otimista, pois não acredita se encaixar em nenhum desses pólos. Ele coloca-se como um pertencente à categoria dos “homens com esperança”, um homem que acredita que os homens são capazes de tomar decisões e que suas escolhas podem ser boas a ponto de criar um mundo melhor.

O livro Capitalismo Parasitário do autor Zygmunt Bauman está estruturado em cinco capítulos, o primeiro capítulo fala sobre a imperfeição do sistema capitalista que não consegue conciliar a coerência com a completude, quando age com coerência aos seus princípios gera problemas que não consegue solucionar, e se tenta solucionar os problemas gerados pelos seus fundamentos principais acabam por afastar-se deles, como afirmava Gödel.
O autor, nesse capítulo, faz uma comparação entre o capitalismo e o parasitismo, em que para garantir a sua sobrevivência um parasita busca um organismo saudável e ainda não explorado para que este lhe forneça o alimento necessário, fatalmente prejudicando seu hospedeiro e destruindo suas chances de prosperidade e até mesmo de sobrevivência. Assim como o parasita o capitalismo explora novas formas, novos recursos em busca da obtenção de lucro necessária para alimentar o sistema.
Esse sistema surpreendeu a muitos estudiosos do assunto quando encontrou além da exploração de recursos exóticos uma nova fonte de exploração, a concessão de crédito rápido e fácil para aqueles que buscavam uma maneira fácil e quase que imediata de obter dinheiro, sendo um dos principais exemplos do autor as “hipotecas subprime”.
A capacidade de sobrevivência desse sistema está na perspicácia em que se buscam e encontram-se novos organismos para a exploração a medida que os atuais vão perdendo as forças ou extinguem-se, e na rapidez em que o parasita se adapta ao novo organismo.
O grande questionamento feito é de até quando o capitalismo entrará novas fontes de exploração e até quando essas explorações serão suficientes para garantir um alívio temporário ao sistema e a todos os que sobrevivem em torno dele?
Os capitalistas sempre se manterão em busca de novas formas de obtenção de lucro em busca de adiar a hora em que suas fontes virão a secar, e o farão de qualquer forma e a qualquer custo.
Ainda nesse capítulo o autor coloca como exemplo das formas de exploração dos meios capitalistas e suas conseqüências, a utilização dos cartões de crédito.
Os bancos aproveitam-se da atitude consumista das pessoas que para manter seus desejos de consumo adquirem créditos e mais créditos, acabando por afundar-se em uma dívida sem fim. Dívida que cada vez mais alimenta o capitalismo e engorda os bolsos dos banqueiros.
Contudo, esse tipo de prática que tem levado ao endividamento milhares de pessoas, fazendo com que a inadimplência tome proporções catastróficas, mesmo assim o governo e os adeptos ao capitalismo ainda consideram a “contração de créditos” é a chave da prosperidade econômica.
Para garantir que esse organismo possua uma vida útil ainda maior a solução encontrada pelos Estados que possuem esse problema foi a recapitalização das empresas emprestadoras e a reabilitação de seus devedores para o crédito, para que a normalidade possa ser restabelecida.
O Estado também possui grande importância para a manutenção desse sistema cabendo a ele “Primeiro, subvencionar o capital caso ele não tenha o dinheiro necessário para adquirir a força produtiva do trabalho. Segundo, garantir que valha a pena comprar o trabalho, isto é, garantir que a mão de obra seja capaz de suportar o esforço do trabalho numa fábrica”, conforme afirma Bauman.
O Estado e o mercado andam lado a lado na maioria das vezes e mesmo tratando-se de uma democracia ou uma ditadura a tendência é que o governo caminhe em prol dos interesses do mercado e não contra. A função dele é garantir que o mercado mantenha-se vivo e saudável sempre.
O segundo capítulo do livro intitulado “A Cultura da Oferta” subdivide-se em três partes, a primeira parte trata sobre o tipo de sociedade em que vivemos, uma sociedade em que o valorizamos exageradamente o consumo, uma verdadeira sociedade do consumo que gira em torno de ofertas que geram uma satisfação temporária.
A cultura tem por característica a sua desvinculação dos laços sociais, políticos, éticos, etc. Característica adquirida por meio da criação de incontáveis ofertas, no envelhecimento rápido daquilo que se adquire e na rápida perda de sedução que o objeto gerava no se adquirente.
Critica-se o fato de que os produtos que se consomem se tornam facilmente obsoletos, e com uma facilidade ainda maior, novos produtos se tornam o objeto de desejo por parte dos consumidores que os adquirem para substituir os “antigos”, tornando nossa economia, uma economia da dissipação e do desperdício, conforme afirma o autor.
Os pertencentes à sociedade do consumo possuem uma relação muito desprovida de apego, de determinação e fixação com as pessoas ao seu redor, com as coisas que adquirem, com o que gostam, entre outros. Eles possuem uma facilidade incrível para desapegar-se. Esse tipo de cultura busca constantemente clientes a seduzir e não “pessoas” a cultivar, conforme coloca o autor. A felicidade é sempre encontrada com o ato de consumir e de se desfazer do que foi adquirido, pois este já é considerado obsoleto.
A segunda parte é intitulada “Novos Desafios para a Educação” que versa sobre a crise atual que a educação está enfrentando, crise que traz a tona problemas nunca antes enfrentados, problemas de difícil solução.
No mundo líquido-moderno as pessoas procuram não manter vínculos sólidos com os outros seres humanos, a liberdade é prezada acima de tudo e entende-se que com vínculos sólidos ela é tolhida, limitada de algumas maneiras. Acredita-se que os vínculos sólidos trazem consigo inúmeras obrigações e, conseqüentemente, limitam a capacidade de percepção de novas oportunidades. A hipótese de ser ligado a algo por muito tempo causa medo e pavor, afinal, as pessoas estão acostumadas a se desfazer de tudo com muita facilidade.
Só são quistos os laços e vínculos que possam ser desfeitos a qualquer momento de forma prática e rápida quando já não forem considerados novidade. Procura-se o que é descartável, aquilo que possui “vida útil” muito prolongada não chama a atenção.
A educação não foge a regra, o tipo de conhecimento buscado é aquele que se aprende e se descarta facilmente, a felicidade nesses casos também se encontra do ato de adquirir e se desfazer facilmente, ela também se transformou em “produto”, fator que não favorece a educação institucionalizada.
Outro aspecto ressaltado sobre a educação é o da sua sujeição a todas as mudanças que ocorrem no mundo, mudanças que não têm sido poucas, o que aumenta ainda mais a dificuldade apresentada inicialmente, pois torna o futuro cada vez mais imprevisível. Não há como negar que no mundo líquido as mudanças ocorreram maneira mais rápida do que se podia imaginar.
A educação nasceu na sociedade sólida em que as coisas em geral eram feitas para ter grande durabilidade, nesse mundo a memória era muito valorizada, quanto maior a memória maior o valor. Hoje ela é considerada quase inútil, pois já existem produtos que nos servem de “memória”, mais uma vez o capitalismo transforma algo em produto. O mercado se sobrepõe a tudo, ou pelo menos quase tudo.
O nosso aprendizado passa a ser baseado nas tentativas e erros, estamos expostos a inúmeros estímulos de naturezas diversas que acabam por nos causar uma enorme confusão, estamos fadados a sair de uma confusão e entrar em outra logo em seguida, porque vivemos inseridos no meio delas, o que aprendemos nesses casos é estar preparados para lidar com situações ambíguas e precárias, conforme afirma o autor.
Bauman ainda coloca a diferença entre os empregados do mundo líquido-moderno em contraposição aos empregados do mundo sólido, o primeiro deve ser inusitado, possuir características incomuns que o façam destacar-se dos demais, deve ser flexível, suas características advêm da sua personalidade. Já o segundo apenas precisava seguir as regras ditadas por seus patrões, não precisavam ter grandes diferenciais, haja vista que desempenhariam serviços massivos, duráveis, administrados e controlados de forma rígida. Para atender as demandas exigidas pelo mercado atual são necessários professores que sigam essa característica moderna, professores que venham a ensinar coisas novas e não coisas antigas já exaustivamente trabalhadas, o conhecimento buscado é o “novo”.
Ele critica o excesso de informações a que somos expostos diariamente que possuem uma capacidade impressionante de reduzira nossa autoconfiança, pois dificultam ainda mais o encontro de soluções, resultando na imediata autodepreciação e no autoescárnio. As informações são separadas por graduações de peso cientifico, todas são medidas com o mesmo grau de relevância. Somente a quantidade de informações que uma pessoa pode carregar consigo é que importa, a qualidade e o peso científico pouco importam.
Esse fato gera uma preocupação muito grande para os educadores, pois nenhum deles sabem lidar com um mundo hipersaturado de informações não aprendidas e muito menos de ensinas as pessoas a lidarem com tal situação.
A terceira parte intitulada “A Relação Professor/Aluno na Fase Líquido-Moderna” trabalha com a idéia de que hoje as dificuldades de compreensão entre gerações é cada vez maior, as constates mudanças do mundo líquido-moderno tem potencializado tal situação, afinal, as características presentes na época de cada geração têm sido as mais diversas possíveis, dificultando esse “diálogo” entre gerações. O conforto e o desconforto com fatos do dia a dia são inerentes a cada geração.
A geração atual não dá mais tanta importância para os contatos mais profundos com alguém, com o advento da internet as relações são cada vez mais frouxas, os laços entre as pessoas são cada vez mais fracos e são mantidos ou eliminados através de um só “click”. A internet permite que as pessoas se reinventem o tempo todo e que criem uma nova identidade sempre que assim quiserem.
O terceiro capítulo é intitulado “A Sociedade do Medo” trata sobre os medos causados pelo modo de agir da sociedade líquido-moderna, medos que nos causam uma enorme insegurança, medos que não são enraizados Esses medos são explorados política e comercialmente, sendo interessante para ele que os medos sejam mantidos e a insegurança seja estimulada, pois a partir de tal situação as pessoas passam a consumir coisas ou a acreditar em grande parte das afirmações feitas por parte do governo, acreditando dessa forma poder aniquilar esse tipo de sentimento.
Nessa “nova” sociedade as pessoas pararam de perceber o quanto suas ações refletem na vida de outras pessoas, que certas ações impulsivas e impensadas podem gerar até mesmo algum dano àquele que convivem juntos. Os sujeitos são cada vez mais individualistas e esse individualismo é fonte causadores de inúmeros danos como a perda da autoestima. Ninguém gosta de lidar com a idéia de que as vezes não é quem pensa, gerando um ressentimento extremamente prejudicial para a sociedade, um ressentimento considerado fato causador de conflitos rebeliões e revoltas. Tais sofrimentos são tidos pelas pessoas como uma ofensa pessoal que só seria amenizada com uma vingança pessoal. Essas desigualdades que a sociologia procura amenizar.
Bauman apresenta-se de certa maneira esperançoso com relação a construção de uma sociedade melhor para todos, para ele o mundo pode ser um lugar mais agradável de se viver, ele acredita que através da sensatez e da dignidade o homem possa fazê-lo.
O quarto capítulo recebeu o nome de “O Corpo em Contradição” e trata das reações que nosso corpo sofre mediante os desafios e as contradições presentes no nosso modo de vida. O autor coloca a anorexia e a bulimia como exemplos de patologias cada mais freqüentes e relacionadas com a sociedade atual, tratam-se de reações patológicas que tem como principal causa a dificuldade em encontrar soluções para os dilemas e duvidas constantemente presentes em nosso meio.
O quinto capítulo chama-se “Um Homem com Esperanças” nele Bauman coloca, principalmente, a sua dificuldade de caracterizar-se como alguém pessimista ou otimista, pois não acredita se encaixar em nenhum desses pólos. Ele coloca-se como um pertencente à categoria dos “homens com esperança”, um homem que acredita que os homens são capazes de tomar decisões e que suas escolhas podem ser boas a ponto de criar um mundo melhor.
domingo, 19 de agosto de 2018
Earth 9 - As Mais Belas Paisagens.
Oi pessoal, na nossa coluna Earth da vez preparei um vídeo especial que mostra diversos pontos desse mundão que são incrivelmente deslumbrantes. Aprecie!!!
Você Também poderá gostar de: Eatrh 8 - Um Giro pelo Mundo - As Mais Belas Paisagens.
domingo, 12 de agosto de 2018
Livro O Inferno Somos Nós: Do Ódio á Cultura de Paz - Leandro Karnal e Monja Coen.
Em tempos adversos, de crise, preconceito e intolerância, como
transformar o ódio em compreensão do outro em suas diferenças? Como sair
de um cenário de violência e construir uma cultura de paz?
O historiador Leandro Karnal e a Monja Coen, fundadora da Comunidade
Zen-budista do Brasil, conversam nesse livro sobre essas e outras
questões. Os autores lembram que o medo pode estar na origem da
violência e apontam como o conhecimento, de si e do outro, é capaz de
produzir uma nova atitude na sociedade, menos agressiva e mais
acolhedora.
Também poderá gostar de: Livro Todos Contra Todos Leandro Karnal.
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domingo, 5 de agosto de 2018
Livro Os Judeus do Papa - Gordon Thomas.
Um livro revelador que demonstra como o Vaticano salvou
milhares de judeus durante o Holocausto e elucida por que razão a história deve
reabilitar o Papa Pio XII. Acusado de não ter condenado Hitler pelo fanatismo e
ódio racial com que o führer governava a Alemanha, o chefe da Igreja Católica
Romana ficou conhecido, durante a Segunda Guerra Mundial, como «o Papa que se
manteve em silêncio durante o Holocausto». Contudo, Thomas Gordon apresenta
neste livro provas que refutam totalmente essas acusações. Uma pesquisa
minuciosa revela uma rede encoberta de padres, freiras e cidadãos católicos que
diariamente arriscaram as suas vidas para proteger os judeus. Ao investigar
assassinatos, conspirações e conversões secretas, o autor dá a conhecer as mais
extraordinárias ações levadas a cabo por católicos e pelo Vaticano. Em "Os
Judeus do Papa" encontramos, finalmente, a resposta à grande questão moral
do Holocausto: por que razão o Papa Pio XII se recusou a condenar o genocídio
dos judeus da Europa? Pio XII não foi «o Papa de Hitler», mas sim, muito
provavelmente, o mais perto que os judeus estiveram de ter uma voz no Vaticano.
Os judeus do Papa traz um levantamento histórico que
aponta o que de fato ocorreu no Vaticano nos anos em que Hitler assassinou
milhares de judeus, mas verdade seja dita, e o próprio autor do livro diz: “nós
nunca iremos saber todos os acontecimentos, pode ser que mais para
frente possamos ter mais dados sobre o ocorrido já que o Vaticano tem liberado
alguns dados no decorrer dos anos.”
O interessante do livro é ver um novo ponto de vista sobre os acontecimentos da época, desta vez vemos o que acontecia no Vaticano e como o Papa até hoje visto como omisso, ajudou os judeus por debaixo dos panos. A crítica em maior parte se deve a falta de um posicionamento conciso e aberto contra o regime nazista de Hitlher, entretanto o livro apresenta como, por ordem do pontífice, que o país passou a abrigar as escondidas refugiados da guerra. Além disso, foi por ordens partidas do Vaticano que a igreja passou a fornecer e a auxiliar a produção de identidades falsas para a fuga de judeus para outros países e/ou continentes.
domingo, 29 de julho de 2018
Livro O Homem de Giz - C. J. Tudor
Em 1986, Eddie e os amigos passam a maior parte dos dias andando de bicicleta pela pacata vizinhança em busca de aventuras. Os desenhos a giz são seu código
secreto: homenzinhos rabiscados no asfalto; mensagens que só eles entendem. Mas um desenho misterioso leva o grupo de crianças até um corpo desmembrado e espalhado em um bosque. Depois disso, nada mais é como antes.
Em 2016, Eddie se esforça para superar o passado, até que um dia ele e os amigos de infância recebem um mesmo aviso: o desenho de um homem de giz enforcado. Quando um dos amigos aparece morto, Eddie tem certeza de que precisa descobrir o que de fato aconteceu trinta anos atrás.
Alternando habilidosamente entre presente e passado, O Homem de Giz traz o melhor do suspense: personagens maravilhosamente construídos, mistérios de prender o fôlego e reviravoltas que vão impressionar até os leitores mais escaldados.
Assassinato e sinais misteriosos em uma trama para fãs de Stranger Things e Stephen King ficarem de queixo caído.
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